Que marcas você quer deixar no planeta? Calcule sua Pegada Ecológica.

CAPA - GERAL - EVENTOS - ARTIGOS - AÇÕES AFIRMATIVAS - CIDADÃO REPÓRTER - QUALIDADE DE VIDA - AGRO - ESPECIAIS - VIAJAR - VIVER BEM - ENDEREÇOS
VÍDEOS - FOTOS - AUTOS - SAÚDE - CULTURA - EDUCAÇÃO - CIÊNCIA - MEIO AMBIENTE - COMUNIDADES - METEOROLOGIA

BLOGS
- ARAGUARI | ARAXÁ | UBERABA | UBERLÂNDIA | MINAS | BRASIL | NÚCLEO DA MÚSICA
- CANAIS - YouTube | GoogleNews | Orkut | Twitter | Facebook | Flickr | LinkedIn
EXTRAS - QUEIMADAS - SINE - PROCON - DEFESA CIVIL - CEMIG - DMAE - CTBC - DETRAN'S - CINES - SOBRE NÓS - PARCEIROS | FALE CONOSCO | EXPEDIENTE | ANUNCIE | PRIVACIDADE


Ações Afirmativas
 
Elza Fiúza / ABr
 
   
  Representantes de terreiros discutem propostas durante encontro preparatório para a 2° Conferência Nacional da Igualdade Racial.  
 
 
 

Leia também:

Negros que morreram na luta contra o regime militar recebem homenagem durante conferência

Conferência sobre igualdade racial é momento para execução de políticas, diz ativista

ONU apresenta plano para reduzir desigualdade de raça e gênero

Projeto que garante cotas em universidades será votado na próxima semana, diz ministro

 

Mercado de trabalho perpetua desigualdade racial, avaliam especialistas

sábado, 27 junho, 2009 19:55

Gilberto Costa | Agência Brasil

Sessenta por cento dos trabalhadores negros têm rendimento de até dois salários mínimos. Os negros são a maioria nos setores de atividade econômica com maior jornada de trabalho (como emprego doméstico, 60,8%); com uso mais intensivo da força física de trabalho (construção civil, 59,5%) e historicamente menos protegidos pelo sistema previdenciário (setor agrícola, 60,4%). Os negros formam a maioria dos trabalhadores sem carteira assinada (55,3%).

Por outro lado, os negros são minoria no conjunto dos trabalhadores com melhor remuneração e melhor condição de trabalho. Dos empregados com carteira de trabalho assinada, apenas 43,2% são negros. Dentro da administração pública (onde há estabilidade de emprego, entre outras vantagens), os negros também são minoria (41,3%). Menos de um quarto dos empregadores (empresários) são negros.

Os dados foram apresentados pelo economista Ademir Figueiredo, coordenador de estudos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), durante painel que debateu o mercado de trabalho, promovido durante a 2ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial que ocorre em Brasília, com a participação de 1.500 pessoas segundo os organizadores.

“O mercado de trabalho é um dos temas mais caros. A população que mais trabalhou é a que foi mais excluída”, sintetizou o sociólogo João Carlos Nogueira, consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O sociólogo ligou a situação do mercado de trabalho com a qualificação e formação profissional, segundo ele, há um “círculo vicioso”: “a ausência de maior número de meninos e meninas negras no ensino fundamental diminui o ingresso no ensino técnico”, apontou.

Segundo dados do Dieese, 24,6% dos negros com mais de 15 anos não têm instrução alguma; 42,8% têm o ensino fundamental incompleto. No topo da pirâmide, com ensino superior completo apenas 2,3% dos negros, enquanto entre os não negros o percentual é de 8,8%.

O diretor de cooperação e desenvolvimento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mário Lisboa Theodoro apontou que o mercado de trabalho e a questão racial “são o grande problema do país”. O diretor rememorou que no século passado o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo, no entanto, manteve a estrutura social anterior à modernização da economia. “Que capacidade é essa da nossa sociedade de crescer tanto, mas gerar tanta pobreza?”, indagou.

Na avaliação de Mário Theodoro, os negros foram mantidos excluídos antes e depois da escravidão. “O negro saiu da escravidão para o desemprego”, disse lembrando que após a abolição da escravatura, em 1888, houve substituição da mão de obra negra pela força de trabalho imigrante; e que antes disso a Lei de Terras (1850) manteve as terras com os senhores que ganharam a propriedade quando o país era colônia de Portugal. Os negros quando libertos não tiveram acesso à terra e ficaram sem trabalho, explicou.

Para o diretor do Ipea, os efeitos da escravidão e da abolição são sentidos até hoje em situações cotidianas como a informalidade dos vínculos de emprego que aflige mais aos negros. “Se a história do Brasil fosse uma semana, poderíamos dizer que a escravidão durou de segunda a sexta, cinco sétimos da nossa história”. Para ele, é fundamental tratar a condição do negro no mercado de trabalho. “Enquanto não se discutir a questão racial e o racismo, nós vamos ter um país desigual”.

O economista Ademir Figueiredo, do Dieese, concordou com Mário Theodoro e sublinhou que “o racismo naturaliza a desigualdade”, se referindo ao comportamento social e às políticas urbanas.

Agência Brasil


 

Ações Afirmativas

Brasil no Google Maps
no blog
Últimas do Farol no
Notícias no Google News Brasil


 

Arte Sexualidade Corporalidade