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Elza Fiuza / ABr
 
   
  Indígenas debatem propostas durante encontro preparatório para a 2ª Conferência Nacional da Igualdade Racial  
 
 
 

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Conferência sobre igualdade racial é momento para execução de políticas, diz ativista

sábado, 27 junho, 2009 19:56

Agência Brasil

A 2 ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial é momento para que o movimento contra o racismo exerça um controle social efetivo, defende a presidente do Geledés Instituto da Mulher Negra, Nilza Iraci. Para ela, esse é o ponto fundamental para que políticas de combate à desigualdade racial sejam implantadas.

“Como é a 2ª Conferência, esse é um momento de fazer o exercício de um controle social e avaliar propostas aprovadas na anterior. Como essas políticas foram lançadas? Como esse dinheiro está sendo gasto na implantação [de ações]? O que foi e o que não foi implantado?”, diz.

A 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial foi realizada em 2005. Segundo a ativista, para que a edição deste ano consiga resultados significativos na implantação de políticas públicas, prioridades e metas devem ser redefinidas.

“Na 1ª Conferência foram feitas propostas, mas o plano de ação não foi efetivado. Ele ficou pronto só no ano passado. A conferência só tem a vencer na medida em que é mobilizadora dos diferentes setores da sociedade civil para discutir a implementação de políticas”, comenta.

O combate ao racismo institucional está entre temas que serão discutidos no evento. Para a presidente do Geledés, o racismo estrutura a desigualdade na sociedade brasileira. De acordo com ela, o mecanismo de solução para o atual quadro no país é o investimento na capacitação de gestores no combate à discriminação.

“O racismo institucional é resultado de uma racismo maior da sociedade brasileira. Ele estrutura essa sociedade. Se não tiver programa de formação de gestores para lidar com a questão racial, nada muda”, afirma Nilza.

Agência Brasil


 

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