ONU apresenta
plano para reduzir desigualdade de raça e gênero
sábado, 27 junho, 2009 19:57
Luana
Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília
- A promoção de políticas de
igualdade racial é uma preocupação
internacional do sistema de agências da Organização
das Nações Unidas (ONU), de acordo com
a representante do Fundo das Nações
Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marie-Pierre
Poirier, que coordena o grupo de trabalho da ONU sobre
gênero e raça e apresentou hoje (25)
as diretrizes do comitê durante a 2° Conferência
Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Marie-Pierre listou
os objetivos do plano de ação, entre
eles a promoção do acesso igualitário
aos serviços públicos, a redução
das vulnerabilidades e da violência entre os
grupos minoritários e a transparência
na implantação de políticas públicas
de direitos humanos.
O plano também
prevê a adoção de medidas internas
na ONU, como a produção de conhecimento
sobre a desigualdade racial e de gênero e as
ações práticas como a preparação
de candidatos negros e indígenas para na ocupação
de cargos nas agências da organização.
“A ONU não
é só um financiador de projetos, essa
é uma visão equivocada. O que oferecemos
são estratégias para priorizar o desenvolvimento
de capacidades de gestores nos países para
que resolvam seus próprios problemas”,
afirmou.
Marie-Pierre defendeu
a articulação entre governos, sociedade
civil e o setor privado na aplicação
de medidas anti-discriminatórias e a troca
de experiências entre os países para
subsidiar ações nacionais de combate
ao racismo e ao preconceito de gênero.
A coordenadora
do sistema ONU no Brasil, Kim Bolduc, disse que o
país é um “caso emblemático”
na promoção da igualdade racial, pelo
ativismo da sociedade civil e por avanços na
formulação de políticas integradas,
como as ações afirmativas e o reconhecimento
de direitos dos quilombolas.
“Muitos
países assumiram compromissos com a redução
das desigualdades. Vários revisaram seus textos
constitucionais e outros criaram instituições
específicas para promover a igualdade racial
e de gênero, como o Brasil, com a Secretaria
Especial de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial (Seppir) e a Secretaria Especial
de Políticas paras as Mulheres”, citou.
Kim afirmou que
a ONU está comprometida a continuar auxiliando
o governo brasileiro na redução das
desigualdades, mas afirmou que a solução
deve partir de iniciativas conjuntas, que incluem
políticas de educação e até
os meios de comunicação.
“Neste momento
de tantos avanços, não podemos ceder
terreno. Somente a solidariedade servirá para
responder aos desafios do mundo dividido de hoje”,
disse.
Agência
Brasil