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Marcello
Casal Jr./Abr / Arquivo |
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Ministro
Edson Santos |
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Quilombolas
de Ubatuba terão que unificar representação
para terem terra regularizada
domingo, 23 agosto, 2009 19:36
Marco
Antonio Soalheiro | Agência Brasil
Os quilombolas
de Caçandoquinha, no município de Ubatuba
(SP), devem se unir para dar continuidade ao processo
de titulação de área reivindicada
por eles e suspenso por decisão judicial.
O alerta foi reiterado
hoje (22) à comunidade pelo ministro da Secretaria
Especial de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial, Edson Santos, que visitou o local
para verificar os problemas e carências apontados
pelas duas lideranças da região.
“Todo processo
de titulação esbarra no fato de a comunidade
não chegar a um entendimento de qual representação
irá dialogar com o governo. Existem duas representações
ali, o que cria uma dificuldade. Resolvido isso, creio
que cessa o entrave jurídico e teremos segurança
para assistir essas comunidades”, afirmou Santos.
O presidente da
Associação dos Remanescentes da Comunidade
de Quilombo Caçandoquinha, Raposa, Saco das
Bananas e Frade, Mário Gabriel do Prado, afirmou
já ter encaminhado várias tentativas
de acordo à Associação do Quilombo
Caçandoca e aguarda resposta. “As reivindicações
de melhor assistência entregues ao ministro
dizem respeito a áreas regularizadas e não
regularizadas”, informou Prado.
Segundo ele, as
principais carências da comunidade são
o fornecimento de energia elétrica para muitas
casas e a construção de estradas. “Já
tive várias reuniões com o ministro
e ele ficou de dar esse apoio. Estamos confiantes
de que agora, após essa visita pessoal, as
coisas aconteçam.”
A comunidade de
Caçandoquinha já chegou a ocupar parte
de área reivindicada – disputada com
particular no litoral paulista e cobiçada para
projetos imobiliários –, mas foi retirada
em junho, por ordem judicial. Hoje, os moradores estão
no limite entre esta área e outra já
regularizada como quilombo. Vivem aproximadamente
59 famílias no local ou próximo dali.
Prado e o advogado
da associação da Caçandoquinha
relataram que no ano passado a área revindicada
pelos quilombolas chegou a ser colocada à venda
na internet por R$ 5 milhões. Dizem também
que a comunidade sofre ameaças e intimidações
em virtude da luta pelo reconhecimento do direito
à área.
Leia também:
Em
visita a quilombolas de Ubatuba, ministro promete
melhorar assistência à comunidade
Agência
Brasil