quarta-feira, 14 novembro, 2007 10:36
Entenda
a luta pelas Cotas Já!
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ilustração |
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A luta pela implantação
das COTAS nas Universidades Públicas Brasileiras
representa Inclusão Social - Ninguém
vai tomar o lugar de ninguém, e é uma
forma de se manter permanente o debate sobre a urgência
de se melhorar o ensino público no Brasil.
Durante mais de quatro séculos a chibata falou
mais alto. Quando a abolição aconteceu
os negros livres foram jogados na rua - sem terra
e sem dinheiro - sem amparo do ex-patrão e
sem apoio do Estado. Todos os deserdados recebem reparação;
porque permitir uma Reparação ao Povo
Negro não pode ser uma prioridade.
O texto abaixo
reflete o pensamento das agremiações
que formam o Movimento Negro Organizado em Uberlândia
que se preparam dar continuidade à luta pelos
seu direitos sociais. Pelo respeito a cidadania de
uma etnia que ajudou a construir esse Brasil.
A redação
do texto a seguir representa o grito de liberdade
que a Comunidade Negra clama à sociedade para
ouvir.
O grupo de redação
do manifesto abaixo foi composto pelo jornalista Marcos
Erlan do GRUCON; Professor Gilberto Neves do CENAFRO
e Professor Guimes do NEAB/UFU com aprovação
final em plenária aberta com os representantes
dos signatários.
Sua Adesão
é Importante - Manifeste-se!
Tambores
pelas cotas na UFU
Nas comemorações
que cercam o Dia Nacional da Consciência Negra
(20 Novembro) reafirmamos o legado de Zumbi dos Palmares,
que segue vivo e mais necessário do que nunca
na luta pelo fim de todas as desigualdades fundadas
no racismo e na discriminação racial.
Mas também temos devemos dizer que o mito da
democracia racial nunca esteve tão abalado
quanto nos dias atuais. Diversas conquistas assinalam
o recuo dessa ideologia responsável pela inércia
Estatal e descaso social no enfrentamento às
injustiças perpetradas pelo racismo brasileiro.
Entre as conquistas,
ressaltamos a implantação das cotas
étnico-raciais em 50 faculdades e universidades
brasileiras. O clamor das vozes anti-racistas foi
ouvido em largas parcelas da academia, que aprovaram
as cotas como instrumento de acesso dos negros e indígenas
aos bancos universitários. Viva Zumbi e todos
os guerreiros da justiça!
No entanto, nosso
clamor ainda não demoveu as hostes decisórias
da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
São quase cinco anos de omissões e protelações.
Depois de tantos subterfúgios, o Conselho Universitário
(CONSUN) começa a demonstrar o seu pendor.
Contra a proposta de cotas para o ingresso à
UFU de estudantes de escolas públicas, negros
e indígenas, surgiu uma proposta que concede
pontuação extra aos estudantes de escolas
públicas nas provas do vestibular. Essa proposta
imita pioradamente o modelo aprovado na USP e UNICAMP,
contrárias às cotas étnico-raciais.
Na sua próxima reunião (30/11??), o
CONSUN enfim mostrará nessa decisão
se a UFU perfilará ou não as dezenas
de instituições que estão aplicando
ações afirmativas de promoção
da igualdade racial. A tendência é virar-nos
as costas.
Mas o tempo histórico
conforma novas possibilidades. Dois fatos pairam sobre
a conduta da UFU. Um deles, a decisão do Tribunal
Regional Federal (Brasília) determinando que
12 instituições universitárias
de Minas Gerais implantem a política de cotas
para estudantes de escolas públicas. A UFU
recorreu contra a sentença. Embora a medida
não inclua os negros e caso o recurso seja
negado, na prática teremos cotas na UFU. O
segundo fato foi a representação do
movimento negro ao Ministério Público
acusando a UFU pela prática de preconceito
racial no vestibular/COPEV 2007. Na prova de Literatura
foi usado um texto que classifica os negros e índios
cotistas como estudantes de 2ª classe. O Ministério
Público determinou a abertura de inquérito.
Ciente do conteúdo da denúncia, o CONSUN
emitiu nota atribuindo as “questões propostas
aos candidatos (como) de exclusiva competência
das bancas de professores”. Em vez de propor
a apuração, vemos a tentativa da UFU
em tirar o corpo fora.
Tudo é
possível. Nada acontecer à UFU e as
cotas serem rejeitadas pelo CONSUN. Entretanto, estamos
cientes de que as cotas têm largo apoio social.
Uberlândia é conhecida pelo seu conservadorismo.
No tema racial, a UFU parece refratária à
progressista idéia das ações
afirmativas. Cabe aos movimentos sociais, personalidades
e lideranças da luta anti-racismo unirem suas
forças para pressionarmos o CONSUN a aprovar
as cotas. Pois, ou a UFU as aprova por decisão
própria, ou carregará a mancha de uma
decisão retrógrada de curta duração,
que acabará derrubada por decisão judicial.
Para fazer-nos
ouvidos, é que faremos tonitroar os sons da
África, o rugido dos tambores pelas cotas na
UFU. Conclamamos todos, negros e não-negros,
a estarem presentes à manifestação
em frente ao prédio da Reitoria da UFU. Vamos
fazer valer o legado guerreiro de Zumbi, que morreu
em defesa da justiça, da igualdade e da liberdade.
Ato Público
na Reitoria da UFU
30/11/2007 –
16:00 h
Av. Engenheiro Diniz/esquina com a Rua Arthur Bernardes
312 anos da Morte de Zumbi!
Convocam: NEAB-UFU,
CENAFRO, GRUCON, BLOCO ACHÉ, CONSELHO ESTADUAL
DE INTEGRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO
DA COMUNIDADE NEGRA DO ESTADO DE MINAS GERAIS, MAIPO,
MONUVA.
FALTA VOCÊ!...
Release preparado
por - JANCOM
Agência da Informação
- (34) 9197.2150