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Uberlândia,
17/12/2006
Objetivos do milênio só serão
alcançados no Brasil por força de
todos os segmentos da sociedade civil e poder
público |
por Pedro Reis
Apesar
de todo o progresso tecnológico disponível
no mundo de hoje, ainda temos disparidades tamanhas,
que fica a impressão de sermos duas raças
humanas, uma com acesso a toda essa modernidade e
outra à qual falta o básico de dignidade.
Os
objetivos de desenvolvimento do milênio, são
ações que todos os 191 Estados-Membros
das Nações Unidas assumiram em 1990
com o compromisso de alcançá-las até
2015.
Estaremos
oferecendo nessas páginas, reportagens e estatísticas
sobre o que já foi feito e alcançado
e o que ainda resta fazer.
Se
pensarmos bem, não seria tão difícil
se todos os segmentos da sociedade se empenhassem,
num mínimo que estivesse ao seu alcance. Não
só instituições e governos, mas
cada um de nós.
1
- Erradicar a extrema pobreza e a fome
Um
bilhão e duzentos milhões de pessoas
sobrevivem com menos do que o equivalente a $ 1,00
(PPC paridade do poder de compra, que elimina
a diferença de preços entre os países)
por dia. Mas tal situação já
começou a mudar em pelo menos 43 países,
cujos povos somam 60% da população mundial.
Nesses lugares há avanços rumo à
meta de, até 2015, reduzir pela metade o número
de pessoas que ganham quase nada e que por
falta de emprego e de renda - não consomem
e passam fome.
2
- Atingir o ensino básico universal
Cento e treze milhões de crianças estão
fora da escola no mundo. Mas há exemplos viáveis
de que é possível diminuir o problema
como na Índia, que se comprometeu a
ter 95% das crianças freqüentando a escola
já em 2005. A partir da matrícula dessas
crianças ainda poderá levar algum tempo
para aumentar o número de alunos que completam
o ciclo básico, mas o resultado serão
adultos alfabetizados e capazes de contribuir para
a sociedade como cidadãos e profissionais.
3
- Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia
das mulheres
Dois
terços dos analfabetos do mundo são
mulheres, e 80% dos refugiados são mulheres
e crianças. Superar as disparidades gritantes
entre meninos e meninas no acesso à escolarização
formal será um alicerce fundamental (entre
outros) para capacitar as mulheres a ocuparem papéis
cada vez mais ativos tanto no mundo econômico
quanto na atividade política em seus países.
4
- Reduzir a mortalidade infantil
Todos
os anos 11 milhões de bebês morrem de
causas diversas. É um número escandaloso,
mas que vem caindo desde 1980, quando as mortes somavam
15 milhões. Os indicadores de mortalidade infantil
falam por si, mas o caminho para se atingir o objetivo
dependerá de muitos e variados meios, recursos,
políticas e programas dirigidos não
só às crianças mas a suas famílias
e comunidades também.
5
- Melhorar a saúde materna
Nos
países pobres e em desenvolvimento, as carências
no campo da saúde reprodutiva levam a que a
cada 48 partos uma mãe morra. A redução
dramática da mortalidade materna é um
objetivo que não será alcançado
a não ser no contexto da promoção
integral da saúde das mulheres em idade reprodutiva.
A presença de pessoal qualificado na hora do
parto será, portanto, o reflexo do desenvolvimento
de sistemas integrados de saúde pública.
6
- Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças
Em
grandes regiões do mundo, epidemias mortais
vêm destruindo gerações e cerceando
qualquer possibilidade de desenvolvimento. Ao mesmo
tempo, a experiência de países como o
Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda vem mostrando
que podemos deter a expansão do HIV. Seja no
caso da Aids, seja no caso de outras doenças,
como a tuberculose e a malária, que ameaçam
acima de tudo as populações mais pobres
e vulneráveis, parar sua expansão e
depois reduzir sua incidência dependerá
fundamentalmente do acesso da população
à informação, aos meios de prevenção
e aos meios de tratamento, sem descuidar da criação
de condições ambientais e nutritivas
que estanquem os ciclos de reprodução
das doenças.
7
- Garantir a sustentabilidade ambiental
Um
bilhão de pessoas ainda não têm
acesso a água potável. Ao longo dos
anos 90, no entanto, quase o mesmo número de
pessoas ganharam acesso à água bem como
ao saneamento básico. A água e o saneamento
são dois fatores ambientais chaves para a qualidade
da vida humana. Ambos fazem parte de um amplo leque
de recursos naturais que compõem o nosso meio
ambiente florestas, fontes energéticas,
o ar e a biodiversidade e de cuja proteção
dependemos nós e muitas outras criaturas neste
planeta. Os indicadores identificados para esta meta
são justamente "indicativos" da adoção
de atitudes sérias na esfera pública.
Sem a adoção de políticas e programas
ambientais, nada se conserva em grande escala, assim
como sem a posse segura de suas terras e habitações,
poucos se dedicarão à conquista de condições
mais limpas e sadias para seu próprio entorno.
8
- Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento
Muitos
países pobres gastam mais com os juros de suas
dívidas do que para superar seus problemas
sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto,
para a redução da dívida externa
de muitos Países Pobres Muito Endividados (PPME).
Os objetivos levantados para atingir esta meta levam
em conta uma série de fatores estruturais que
limitam o potencial para o desenvolvimento
em qualquer sentido que seja da imensa maioria
dos países do sul do planeta. Entre os indicadores
escolhidos estão a ajuda oficial para a capacitação
dos profissionais que pensarão e negociarão
as novas formas para conquistar acesso a mercados
e a tecnologias abrindo o sistema comercial e financeiro
não apenas para grandes países e empresas,
mas para a concorrência verdadeiramente livre
de todos.
com informações e fotos do site do Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento
- PNUD
17/12/2006
http://www.pnud.org.br