Crescimento
sem emprego não garante ODM
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Nova
York, 07/12/2006
Se não criar postos de trabalho decentes,
a expansão econômica não
é suficiente para cumprir os Objetivos
do Milênio, afirma PNUD |
da PrimaPagina
Sem
a geração de trabalho decente, o crescimento
econômico não será suficiente
para que o mundo avance nos Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio (ODM, uma série de metas socioeconômicas
que os países da ONU se comprometeram a atingir
até 2015), ressaltou o administrador internacional
do PNUD, Kemal Dervis, em debate sobre o tema na Assembléia
Geral da ONU.
Uma
conseqüência do crescimento desigual é
que ele tem sido menos pró-pobre. Não
pode haver progresso em relação aos
ODM se não construirmos uma economia mundial
que gera trabalho decente algo que a OIT [Organização
Internacional do Trabalho] enfatiza há anos,
afirmou Dervis.
O
crescimento na economia global nunca foi tão
rápido como atualmente. Contudo, muitos países
pobres têm sido excluídos e se encontram
hoje em dia muito mais distantes economicamente dos
países ricos do que antes, observou.
De acordo com ele, a diferença entre as taxas
médias de crescimento per capta entre os dez
países mais ricos e os dez mais pobres têm
aumentado aceleradamente. Em 2005, os dez países
do topo eram 50 vezes mais ricos que as dez nações
mais pobres. Embora seja importante crescer
rapidamente, o crescimento por si só não
vai erradicar a pobreza. A distribuição
de renda afeta a capacidade do crescimento de ajudar
as pessoas a saírem da pobreza, comentou.
Dervis
prevê que nenhuma região deverá
cumprir todos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
até 2015. E o esforço para alcançar
o oitavo (estabelecer uma parceria mundial para o
desenvolvimento) o único que tem relação
direta com os países desenvolvidos precisa
ser fortalecido.
O
norte da África, previu o administrador do
PNUD, provavelmente alcançará a maioria
dos Objetivos, com exceção do terceiro
(promover a igualdade de gênero) e do quinto
(prover a saúde materna). Os países
da Ásia Oriental também apresentam um
cenário positivo provavelmente alcançarão
quatro dos oito ODM, com exceção do
segundo (universalizar a educação),
do quarto (reduzir a mortalidade infantil), do sexto
(combater a Aids e outras doenças) e do oitavo.
A América Latina e os países da ex-União
Soviética também devem alcançar
cinco Objetivos, enquanto o Sudeste da Ásia
deverá atingir apenas três.
Os
maiores problemas em relação ao alcance
dos ODM, apontou Dervis, estão na África
Sub-Saariana e na Oceania onde, se for mantida a tendência
atual, nenhum dos Objetivos deve ser alcançado.
A Ásia Meridional e a Ásia Ocidental
também estão atrasadas até
2015, a primeira deverá alcançar apenas
o objetivo 2 e a outra, somente o sexto. Nós
estamos, é claro, nos referindo a tendências
atuais. Essas tendências podem ainda sofrer
alterações em muitos casos, se houver
mais recursos e melhores políticas. Para isso,
é preciso que haja boa vontade política
tanto dos países em desenvolvimento quanto
dos desenvolvidos.
informações
e fotos do site do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento - PNUD
http://www.pnud.org.br