Educação
pode destravar o Brasil, diz Sachs
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São
Paulo, 14/12/2006
Para o economista Jeffrey Sachs, o crescimento
econômico brasileiro depende de investimentos
em ensino e capacitação tecnológica |
da PrimaPagina
Destravar
o progresso econômico no Brasil requer mais
investimentos em educação e em capacitação
tecnológica e científica, defendeu o
economista Jeffrey Sachs, diretor e professor do Earth
Institute, da Universidade de Columbia, e assessor
de economia internacional do secretário-geral
das Nações Unidas, Kofi Annan.
Em
uma palestra em São Paulo para diretores de
empresas multinacionais, ele disse que o país
está no caminho certo, embora não
exatamente no ponto certo, de alcançar o ritmo
de desenvolvimento do sul da Ásia.
Em apresentação na tarde de terça-feira,
no Consulado dos Estados Unidos em São Paulo,
Sachs enfatizou que o Brasil tem condições
de atingir, ainda nesta geração, um
patamar de desenvolvimento elevado, e que o país
já tem as políticas certas
para garantir a inclusão social de negros,
indígenas e dos demais grupos marginalizados.
Por outro lado, ele disse achar incrível
que o Brasil ainda tenha, em algumas regiões,
níveis tão baixos de educação.
A taxa de ensino básico fica abaixo de
50% em alguns casos. Como uma pessoa pode conseguir
emprego sem ensino médio?, criticou.
Apesar disso, para ele os dados oficiais mostram
que o Brasil está a caminho de se tornar um
dos grandes líderes mundiais do século
21.
O economista ainda contou que, antes da palestra,
ele se reuniu em Brasília com a ministra da
Casa Civil, Dilma Rousseff, e com o embaixador dos
EUA no Brasil, Clifford M. Sobel, para conversar sobre
os problemas brasileiros, e que um dos assuntos discutidos
foi o desmatamento da Amazônia. É
preciso evitar que cortem a Amazônia inteira
para vender soja para a China. Perder a Amazônia
seria uma grande perda para a Terra, afirmou.
As forças de mercado não foram
criadas de acordo com as leis do meio ambiente. É
preciso impor um custo: esse é o preço
que você vai pagar por cortar árvores,
completou.
A China, por exemplo, corre um grande risco ambiental,
na opinião de Sachs. Para ele, o gigante asiático
já enfrenta problemas ecológicos que
devem se agravar no futuro. Para mim, o grande
risco da China hoje é o meio ambiente,
afirmou.
informações
e fotos do site do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento - PNUD
http://www.pnud.org.br