ODM
devem incorporar combate ao racismo
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New
York , 30/03/2007
Luta contra discriminação precisa
fazer parte dos esforços para atingir os
Objetivos do Milênio, afirma secretário-geral
das Nações Unidas |
da PrimaPagina
A
luta contra o racismo, tanto na esfera pessoal quanto
na pública, precisa fazer parte dos esforços
para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
uma série de metas socioeconômicas
que os países da ONU se comprometeram a atingir
até 2015. O alerta foi feito pelo secretário-geral
das Nações Unidas, Ban Ki-moon (pronuncia-se
"ban gui mun"), em sua mensagem para o Dia
Internacional para a Eliminação da Discriminação
Racial, celebrado todo 21 de março, desde 1966.
O tema da data neste ano (racismo e discriminação
obstáculos ao desenvolvimento) destaca
justamente a relação entre o preconceito
e o desenvolvimento. As práticas racistas
causam danos às suas vítimas, mas também
limitam as perspectivas de sociedades inteiras onde
tais práticas são toleradas, observou
o secretário-geral. Impedem que as pessoas
realizem o seu potencial e não permitem que
contribuam plenamente para o progresso nacional. Perpetuam
desigualdades sociais e econômicas profundamente
enraizadas. Quando não são enfrentadas,
podem causar agitação social e conflito,
comprometendo a estabilidade e o crescimento econômico.
Ele defendeu que a rejeição a qualquer
ato discriminatório e intolerante e o
protesto público contra essas práticas
devem fazer parte da vida de todos. Dada
a relação entre racismo e desenvolvimento,
estas ações deveriam ser consideradas
como sendo parte integrante dos esforços locais
e nacionais em prol da consecução dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio,
declarou.
Ban avalia que houve avanços nas últimas
décadas, e cita como exemplo o fim do apartheid
na África do Sul. Foi um incidente nesse país,
ainda durante o regime segregacionista, que motivou
a criação, pela ONU, do Dia Internacional
para a Eliminação da Discriminação
Racial. Em 21 de março de 1960, na localidade
de Sharpeville, a polícia sul-africana atirou
em manifestantes que protestavam contra leis discriminatórias,
matando 69 pessoas e ferindo várias outras.
Além do fim do apartheid, o secretário-geral
destacou também a aprovação de
leis contra a discriminação, mas advertiu
que elas nem sempre saem do papel. As leis existentes
nos livros nem sempre se traduziram em melhores condições
na prática. E numerosos países têm
ainda de formular e aplicar políticas eficazes
contra a discriminação, criticou.
De um modo geral, relatórios recentes
apontam para um aumento inquietante do número
de incidentes de racismo, discriminação
racial, xenofobia e intolerância conexas, em
muitas partes do mundo.
informações
e fotos do site do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento - PNUD
http://www.pnud.org.br