Projetos
pró ODM no Brasil viram modelo
Sarah
Fernandes | PrimaPagina
 |
Salvador,
09/04/2007
Livro reúne 50 práticas brasileiras
bem-sucedidas em prol dos Objetivos do Milênio;
idéia é que elas inspirem outras
ações |
As
estratégias, os desafios e a execução
de 50 projetos socias brasileiros bem-sucedidos
envolvendo desde uma associação de pequenos
agricultores que trabalha com sisal até uma
biblioteca que incentiva a leitura entre deficientes
visuais estão reunidos em uma publicação
que será lançada na terça-feira.
A obra, intitulada 50
Jeitos Brasileiros de Mudar o Mundo: O Brasil Rumo
aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio,
foi organizada pelo UNV
(Programa de Voluntários das Nações
Unidas) e pelo PNUD e patrocinada pela Caixa
Econômica Federal.
A
iniciativa visa divulgar e aproveitar as boas práticas
para o desenvolvimento. Além disso, também
auxilia na construção de uma rede entre
os diferentes atores sociais, e pode ajudar a recriar
iniciativas brasileiras em outros países,
avalia Dirk Hegmanns, coordenador UNV do Brasil e
editor da publicação. Com o livro,
podemos estimular as pessoas que querem trabalhar
com desenvolvimento social, incentivar a criação
de novos projetos e ajudar organizações
a melhorarem seu trabalho.
O
livro será lançado em 10 de abril, na
Caixa Cultural (rua Carlos Gomes, 57, Salvador). Ao
todo, serão impressos 5 mil exemplares, que
vão ser distribuídos para colaboradores,
ONGs e governos. Além disso, os parceiros internacionais
também terão acesso ao material, que
será traduzido para o inglês e estará
disponível na internet.
A
publicação é dividida em sete
partes, referentes aos oito Objetivos
de Desenvolvimento do Milênio (os objetivos
quatro e cinco, ligados à mortalidade infantil
e mortalidade materna, foram reunidos em um mesmo
capítulo). Cada parte trás os projetos
que se destacaram nessas áreas. Para acabar
com a fome e a miséria, por exemplo, foram
selecionadas 12 iniciativas, como projeto PANGEA
Cooperativa de Catadores Agentes Ecológicos
de Canabrava (BA) , que promove a inclusão
social dos catadores em lixão e, paralelamente,
contribui com o meio ambiente.
No
campo da educação, uma das práticas
apresentadas é o Vídeo nas Aldeias,
no Amazonas, que usa vídeos feitos pelos próprios
índios para fortalecer as identidades indígenas
e ampliar os intercâmbios entre as tribos. Na
sessão referente à igualdade entre os
sexos, foi selecionada a Associação
de Formação e Redução
Nova Lua, de São Paulo, que oferece assistência
social, educacional e profissional às mães
adolescentes usuárias de drogas.
Os
projetos foram escolhidos com base em critérios
como inovação, possibilidade de ser
aplicado em outros locais, impacto, respeito à
igualdade de gênero e de cor e raça,
e envolvimento da comunidade ou de voluntários.
Trata-se de uma iniciativa dinâmica, que
pretende dar espaço anual às melhores
práticas através da publicação
e da criação de um banco dessas práticas
na internet, afirma Hegmanns no texto de apresentação
do livro.
informações
e fotos do site do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento - PNUD
http://www.pnud.org.br