segunda-feira, 22 setembro, 2008 15:30
Cooperativa
de agricultores do sul do país triplica produção
de leite
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MDA/Incra |
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A produção
de leite na região sul do Rio Grande do Sul ganhou
um reforço significativo neste domingo. A Cooperativa
Sul-riograndense de Laticínios (Cosulati) inaugurou
a segunda torre de secagem de leite em pó na unidade
industrial de Capão do Leão.
O evento marcou as comemorações
de 35 anos da Cooperativa e contou com a participação
do Ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme
Cassel, e do presidente do Incra, Rolf Hackbart, entre outras
autoridades.
A obra recebeu R$ 10
milhões do Programa Nacional de Fortalecimento da
Agricultura Familiar (Pronaf) e custou R$ 25,4 milhões.
Com a nova torre, a produção será triplicada.
A unidade tem capacidade para processar R$ 1 milhão
de litros de leite por dia na forma de leite em pó
integral e desnatado, soro em pó e leite condensado.
No evento deste domingo,
Cassel reforçou a importância da unidade para
estabilização da produção de
leite no Brasil e destacou o momento simbólico de
crescimento econômico do País. “Aqui
não é momento de apreensão como no
resto do mundo, mas de inauguração, celebração,
expansão. O leite é um produto muito importante
para a agricultura familiar, um produto que estava em crise
e que agora está crescendo”.
Renda
O investimento
beneficia cerca de 5 mil produtores, entre agricultores
familiares e assentados da reforma agrária, que compõem
o quadro social da cooperativa em 38 municípios da
metade sul do Estado.
O leite, como uma das
principais linhas produtivas da agricultura familiar, “é
a sobrevivência da família no lote. Nesta região,
é o que garante renda para investir na agricultura”,
afirma Loreni Gonçalves, de 47 anos, agricultora
do assentamento Santa Elmira, em Hulha Negra. Integrante
da Cooperativa Regional dos Agricultores Assentados (Cooperal),
uma das parceiras da Cosulati, Loreni iniciou a produção
de leite há 16 anos. São cerca de 2 mil litros
por mês repassados à Cooperal, o que garante,
em média, R$ 1 mil de renda. Além do marido,
do filho, nora e neto que moram no mesmo lote, ela tem mais
dois filhos que também investem na produção
leiteira. Entre Hulha Negra, Candiota e Aceguá, a
Cooperal reúne 626 famílias e repassa 600
mil litros mensalmente à Cosulati.
A nova capacidade de
beneficiamento gera expectativa entre as famílias.
“Espero que com a nova fábrica se consiga melhorar
o preço do leite”, comenta Loreni. De fato,
a idéia da Cosulati é incrementar a competitividade,
ampliando mercados. O diretor presidente da Cosulati, Arno
Kopereck, frisou o investimento na tecnologia para aumento
da qualidade do produto e conseqüente aumento da concorrência.
“É uma fábrica moderna, com equipamentos
de última geração. Estamos preparados
para exportar aos quatro cantos do mundo, para que o produtor
seja melhor remunerado”.
Após um ano associada
à cooperativa, a produtora Normali N. Bull comemora
o avanço junto aos pequenos agricultores. Com cinco
vacas, produz de 60 a 70 litros de leite, entregues a cada
dois dias. "A cooperativa nos dá garantia de
vendermos o nosso produto. Com esta nova torre, a gente
sabe que pode aumentar a produção. Isto tudo
representa a oportunidade de nós agricultores ficarmos
na terra e termos uma renda com ela."
Entre as estratégias
de produção da cooperativa, além do
abastecimento do setor industrial com a matéria-prima
leite em pó, está o fracionamento de embalagens
para 200 e 400 gramas, o que melhora qualidade do produto
e faz com que ele chegue à mesa do consumidor.
Além do leite,
a Cosulati investe na produção de aves, rações
e cereais e no beneficiamento de frutas.
Ricardo
Schmitt |Comunicação Social MDA/Incra