quarta-feira, 13 agosto, 2008 19:05
Pesquisa
traça perfil do gado leiteiro no Norte de Minas
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Divulgação
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A
alimentação dos animais foi uma das questões
que apresentaram grandes diferenças entre os
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A Secretaria de Agricultura,
Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa)
e a Embrapa Gado de Leite concluíram um estudo que
traça o perfil da atividade leiteira no Norte do
Estado. O objetivo foi identificar diferentes sistemas de
produção e sua eficiência. A produção
de leite do Norte de Minas é de 261 milhões
de litros por ano, cerca de 4% da produção
estadual.
“O estudo é
fundamental para traçar estratégias de assistência
técnica e pesquisas voltadas à atividade na
região, principalmente em relação à
alimentação dos animais”, afirma o assessor
da Seapa, Rodrigo Venturin. Ele explica que “os sistemas
de produção na região são muito
heterogêneos, com níveis tecnológicos
e índices de produtividade diferenciados”.
A pesquisa identificou
três grupos distintos de pecuaristas, sendo o grupo
A formado por produtores com 23 hectares de área
média de pastagem. Este grupo representa 80% dos
pecuaristas do Norte e responde por 51% da produção
leiteira.
O grupo B é composto
por produtores com áreas de pastagem com média
de 155 hectares e que respondem por 38% do leite produzido
na região, correspondendo a 19% daqueles produtores.
Já o grupo C representa apenas 1% dos produtores
do Norte, mas responde por 12% do leite produzido. O grupo
C é formado por aqueles pecuaristas com área
média de pastagem de 239 hectares.
Os produtores do grupo
A respondem por 74% das vacas ordenhadas da região.
A taxa de ocupação nas pastagens é
de 1,71 animal por hectare. Os produtores do grupo B são
os que apresentam o menor aproveitamento de animais por
área. A média é de 1,19 vaca por hectare.
O rebanho deste grupo responde por 22% das vacas ordenhadas
na região. Com uma taxa de lotação
de 2,18 animais por hectare, o grupo C é responsável
por 4% das vacas ordenhadas do Norte de Minas.
A alimentação
fornecida aos animais também apresentou grandes diferenças
entre os grupos. O grupo A utiliza apenas pastagem como
alimentação volumosa para o rebanho. O grupo
B, além da pastagem, também planta capineira,
cana-de-açúcar e sorgo para silagem. Os produtores
do grupo C também incorporam silagem de milho à
alimentação. O plantio do milho é irrigado.
É o único grupo que utiliza esta tecnologia.
O estudo também
fez um levantamento em relação ao uso de máquinas,
mão-de-obra e reprodução. “O
estudo no Norte de Minas foi o primeiro. Os próximos
levantamentos serão feitos nas regiões da
Zona da Mata, Sul de Minas, Central e Vale do Mucuri”,
comenta Rodrigo Venturin.
A pesquisa completa
sobre a atividade leiteira no Norte de Minas pode ser conferida
no Centro de Inteligência do Leite (www.cileite.com.br),
no link “Panorama do Leite”.
Agência
Minas