segunda-feira, 3 novembro, 2008 10:13
Projetos
da Fazu contribuem para redução de metano
na atmosfera
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Fazu
/ divulgação |
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Recentemente Uberaba
recebeu a visita de uma comitiva da Petrobras para tratar
de assuntos referentes à elaboração
de projetos que possam ser submetidos a esta empresa estatal
brasileira, por meio da Prefeitura Municipal.
A Fazu apresentou dois
projetos desenvolvidos pelos professores pesquisadores Alexandre
Lúcio Bizinoto, Renata Serafim, Enildo Alves Bernardes
e José Roberto Delalibera Finzer.
Um dos projetos trata
da produção de biofertilizante proveniente
do tratamento de vinhaça no processo de destilação
de álcool etílico. Segundo Finzer, a vinhaça
é produzida numa proporção de 13 litros
para cada 1 litro de álcool destilado, representando
assim, cerca de 60%, em peso, de todos os resíduos
produzidos em uma usina.
Ele explica que “uma
alternativa de tratamento e utilização agroindustrial
da vinhaça consiste na precipitação
dos sólidos, seguido de decantação
e secagem da torta decantada, constituindo após a
secagem num fertilizante, o que fecha um ciclo no tratamento
de resíduos do setor sucroalcooleiro”. O pesquisador
diz que esse processo evita que ocorra fermentação
do resíduo que é muito usado na fertirrigação
com geração de gases prejudiciais ao meio
ambiente.
O outro projeto apresentado
pelos pesquisadores da Fazu refere-se à produção
de biogás a partir dos dejetos da bovinocultura leiteira
e utilização na geração de energia
elétrica.
No meio rural existem
possibilidades de aproveitamento energético dos resíduos
agropecuários, principalmente por meio do processo
de digestão anaeróbia de dejetos com fins
energéticos e ambientais, produzindo biogás,
biofertilizante e reduzindo a matéria orgânica
poluente. O metano proveniente da fermentação
de dejetos, por exemplo, da bovinocultura é 23 vezes
mais influente no aquecimento global do que o gás
carbônico e assim a digestão anaeróbia,
com o aproveitamento do biogás, evita que esse poluente
seja lançado na atmosfera.
De acordo com o pesquisador
Bizinoto, “nesse sentido é importante o papel
das forragens em ambientes tropicais, pois o clima, normalmente
favorável ao rápido desenvolvimento vegetal,
associado ao manejo adequado das pastagens e ao plantio
de forrageiras para consumo no inverno, muito contribuem
para o seqüestro do carbono lançado na atmosfera”.
Para o pesquisador,
vale também ressaltar a importância da adoção
de aditivos na alimentação dos ruminantes
que maximizam o aproveitamento dos nutrientes e reduzem
a liberação dos gases para o meio ambiente.
“Todavia há a necessidade da sensibilização
dos produtores quanto à gestão zootécnica
adequada das fazendas, pois atividades pecuárias
mal planejadas favorecem a degradação das
pastagens, limitando o crescimento das plantas e o balanço
negativo do carbono”, acrescenta.
No dia 6 de outubro
de 2008, o jornal inglês, The Independent, publicou
a matéria “Ground-level ozone pollution to
increase”. Ela indica que a concentração
de ozônio ao nível do solo está causando
centenas de mortes por ano no Reino Unido e alterações
climáticas poderiam piorar a situação,
conforme relatório da Royal Society. Os projetos
da Fazu que serão submetidos à Petrobras contribuem
para a redução do metano na atmosfera e consequentemente
na diminuição da concentração
de ozônio na troposfera.
Isabela
Avelar | FAZU