sexta-feira,
5 dezembro, 2008 12:36
Artigo
revela vantagens e limitações no uso de uréia
na dieta de bovinos
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Fazu/divulgação |
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Uso
de uréia como suplemento alimentar para bovinos |
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O professor Gilmar Prado,
da Fazu, doutor em zootecnia, é um dos três
pesquisadores que assina o artigo técnico “Uréia,
Amiréia e uréia encapsulada na dieta de bovinos:
vantagens e limitações” publicado na
revista sobre veterinária e zootecnia, V&Z em
Minas.
Segundo ele, fontes
alternativas de nitrogênio não protéico
vêm sendo estudadas por pesquisadores e nutricionistas
em todo o mundo. “O objetivo maior é descobrir
um produto que levaria mais tempo para se degradar no rúmen,
melhorando a eficiência de aproveitamento de nitrogênio
pelas bactérias ruminais e reduzindo a possibilidade
de intoxicação do animal”, comenta.
Por isso, os pesquisadores
analisaram o potencial e a economia do uso de uréia
e seus produtos na alimentação de bovinos.
Prado comenta que a
alimentação responde pela maior parcela dos
custos de produção da pecuária bovina
e a proteína constitui a fração das
rações que possui custo relativo mais elevado
em relação aos demais nutrientes. “Sendo
assim, a utilização da uréia como fonte
de nitrogênio em rações para ruminantes
apresenta vantagens, principalmente pelo baixo custo unitário
do nitrogênio”, explica.
De acordo com ele, a
pesquisa considerou que o desenvolvimento de produtos para
otimização da produção de proteína
microbiana é fundamental para melhoria da eficiência
produtiva da pecuária. “Os resultados de pesquisas
utilizando amiréia e uréia encapsulada são,
ainda, controversos, sendo que há necessidade de
mais estudos sobre o assunto”, afirma.
O pesquisador acrescenta
que antes de recomendar a utilização desses
produtos é necessário avaliar de maneira criteriosa
a relação custo/benefício.
Isabela
Avelar | FAZU