segunda-feira, 26 janeiro, 2009 19:50
Sombra
e água fresca
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divulgação |
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As
vacas leiteiras, por exemplo, são extremamente
sensíveis ao chamado estresse calórico |
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No calor, animais precisam
de cuidados especiais para não sofrer estresse calórico.
Estudo mostra que vacas estressadas têm baixa produtividade.
O verão, no Brasil,
normalmente registra altas temperaturas. E não só
os seres humanos sofrem com o calor, os animais também
reagem à elevação dos termômetros.
As vacas leiteiras, por exemplo,
são extremamente sensíveis ao chamado estresse
calórico. E o resultado é um péssimo
indicador para o produtor: perda da produtividade e baixa
qualidade do leite, o que, obviamente, afetará diretamente
o bolso.
De acordo com o médico
veterinário da Calu, coordenador da Área de
Desenvolvimento e Assistência ao Cooperado –
DAT, Marcelo Nogueira, o animal submetido ao estresse calórico
tem problemas com a sanidade e registra o aumento da contagem
de células somáticas. Segundo o profissional
isso ocorre devido à falta de práticas essenciais
de manejo no verão.
Temperaturas de até 25ºC
promovem conforto térmico ótimo dos bovinos.
Dentro dessa faixa a temperatura corporal pode variar entre
38,4ºC e 39,1ºC. Acima de 25ºC, as vacas
poderão sofrer as conseqüências decorrentes
de estresse calórico, afetando o estado de saúde
e o desempenho zootécnico.
Estudos chegaram à conclusão
de que o estresse calórico severo pode provocar perdas
acima de R$ 1.000/vaca/ano. Uma estimativa indica que 80%
dessas perdas estejam relacionadas com a queda de produtividade
e 20% com desordens de saúde – problema de
reprodução e imunidade -, os quais resultam
em aumento de mortalidade e, particularmente, em maior incidência
de mastite.
O que fazer
para evitar o estresse calórico?
Infra –
Estrutura da propriedade
•
Sombra natural ou artificial
• Água fresca de boa qualidade e quantidade
suficiente
• No caso de galpões fechados ou free –
stall colocação de ventiladores e umidificadores
• Número suficiente de bebedouros para os animais
Alimentação
Recomenda-se:
• Oferta de alimento com maior freqüência;
• Oferecer alimentos em horários mais frescos
do dia;
• A ração deve ser ajustada, promovendo
uma dieta mais palatável, de alta energia, porém
com alto nível de forragem de boa qualidade, para
limitar riscos fisiológicos associados ao estresse
calórico e em particular à acidose ruminal;
• Aumentar a ingestão de antioxidantes, porque
no período de estresse calórico, o balanço
oxidativo é alterado. Equilibrando a substância
na dieta das vacas, o produtor estará preservando
a saúde reprodutiva e imunitária dos animais,
prevenindo a mastite.
Avaliação
do estresse calórico
•
Temperatura retal maior que 39,4ºC
• Freqüência respiratória maior
que 100M/m (movimentos por minuto)
• Queda da ingestão de MS: 10% = estresse alto
/ 25% = estresse severo
via Érica
Magalhães /MF Comunicação