sexta-feira, 30 janeiro, 2009 15:49
Argelinos
querem aplicar tecnologia brasileira no setor agropecuário
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Girolando/divulgação |
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IPA
Bochecho (Girolando Puro Sintético - PS) |
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Cristiane Ribeiro*
| Repórter da Agência Brasil
Tunis (Tunísia) - O governo
da Argélia deve encomendar da Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) um projeto sobre
a tecnologia de cruzamento de gado das raças Gir
com Holandês, cujas matrizes além de serem
resistentes ao clima tropical, têm alta produção
de leite. A expectativa é do engenheiro agrônomo
Paulo Galeano, gerente do escritório da Embrapa,
em Gana, na África do Sul, e que integra a delegação
brasileira que está em missão comercial ao
Norte da África.
Galeano disse que os argelinos
também estão interessados na tecnologia para
o cultivo e processamento de cereais, pois a indústria
local não apresenta capacidade produtiva suficiente
para acompanhar os avanços que estão sendo
implementados na agricultura para diminuir a dependência
da importação de alimentos, hoje em torno
de 45%.
“O Brasil é o líder
mundial em tecnologia para a região agrícola
tropical, e o objetivo da Embrapa é solucionar problemas
do setor agrícola, fazendo a transferência
de nossa tecnologia para institutos de pesquisas agropecuárias
de outros países.”
Segundo ele, na África,
a empresa desenvolve projetos em Benin, Gana, Senegal, Serra
Leoa, Libéria, Angola, Moçambique, Nigéria
e São Thomé e Príncipe. Além
disso, a Embrapa tem escritórios na Coréia
do Sul, nos Estados Unidos, na França, Inglaterra
e Holanda
Em Gana, a Embrapa repassou tecnologia
para a plantação de cana-de-açúcar
de variedade brasileira em uma área de 27 mil hectares.
Os primeiros 100 hectares começaram a ser plantados
em dezembro e a expectativa, segundo Galeano, é de
que nos próximos dois anos os 27 mil hectares estejam
cultivados e a usina de beneficiamento da cana implantada.
Toda a produção será vendida para a
Suécia.
“Na Tunísia, as
conversas também foram para transferência de
tecnologia para o cultivo de trigo e da cana-de-açúcar,
que hoje são importados em larga escala, principalmente
do Brasil. No Marrocos, a Embrapa também pode ajudar
no desenvolvimento de projetos para melhorar a qualidade
de culturas como trigo, milho e cana-de-açúcar”.
*A repórter
viajou a convite do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior.