quarta-feira, 11 fevereiro, 2009 20:02
Brasil
concentra 12% das lavouras transgênicas do mundo
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O
milho é a cultura com mais eventos aprovados,
totalizando 44. Em seguida, estão o algodão
(23), a canola (14) e a soja (8), que tem uma variedade
tolerante a herbicida autorizada no maior número
de países, 23 no total |
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Os agricultores brasileiros cultivaram
15,8 milhões de hectares de lavouras geneticamente
modificadas (GM) em 2008, registrando um crescimento de
5,3% em relação a 2007, quando cultivou 15
milhões de hectares.
Com essa adoção,
o Brasil foi responsável por 12% das culturas transgênicas
plantadas no mundo no ano passado, além de se manter
na terceira posição do ranking dos maiores
produtores de transgênicos, atrás de Estados
Unidos (62,5 milhões de hectares) e Argentina (19,1
milhões).
Da área total de transgênicos
plantados no Brasil, 14 milhões de hectares foram
cultivados com soja; 1,4 milhão dedicados às
variedades de milho, liberadas para comercialização
no País em 2007 e 2008; e 0,4 milhão destinado
às lavouras de algodão.
A soja tolerante a herbicida
(TH), única variedade transgênica do grão
comercialmente liberada no País, alcançou
63,9% das lavouras brasileiras dedicadas à cultura.
Já as variedades GM de algodão e milho atingiram,
respectivamente, 19,7% e 10,6% de toda área destinada
a esses cultivos no Brasil.
Atualmente, o Brasil permite
o plantio comercial de dez variedades geneticamente modificadas.
Além da soja TH, o agricultor brasileiro tem à
sua disposição seis variedades de milho e
três de algodão. Nas duas culturas, há
variedades tolerantes a herbicidas e resistentes a insetos
aprovadas para cultivo e consumo.
Área
com transgênicos cresce 9,4% no mundo
A área
global de plantações geneticamente modificadas
cresceu 10,7 milhões de hectares em 2008, ou 9,4%
em relação ao período anterior. Com
o aumento, as lavouras transgênicas alcançaram
125 milhões de hectares cultivados.
O número de países
que utilizaram biotecnologia em suas lavouras chegou a 25,
com o início do plantio de culturas GM na Bolívia,
no Egito e em Burkina Faso. Além desses, cultivaram
transgênicos os agricultores dos EUA, Argentina, Brasil,
Índia, Canadá, China, Paraguai, África
do Sul, Uruguai, Filipinas, Austrália, México,
Espanha, Chile, Colômbia, Honduras, República
Checa, Romênia, Portugal, Alemanha, Polônia
e Eslováquia.
Cenário
dos principais países produtores de transgênicos,
por continente
Américas
– Os Estados Unidos permanecem sólidos na liderança
mundial da produção de transgênicos,
com uma área plantada de 62,5 milhões de hectares,
o que equivale a exatamente 50% de todas as lavouras geneticamente
modificadas do mundo. Em 2008, os agricultores norte-americanos
cultivaram 4,8 milhões de hectares de transgênicos
a mais que em 2007, um aumento de 8,3%. A Argentina também
se manteve no topo em adoção de culturas geneticamente
modificadas, aumentando a área cultivada em 9,9%
ou 1,9 milhão de hectares em relação
ao ano anterior. Com 21 milhões de hectares de lavouras
GM, o país permanece atrás apenas dos Estados
Unidos. Já a Bolívia, que plantou transgênicos
pela primeira vez em 2008, ocupa a décima posição,
com 0,6 milhão de hectares de soja GM, superando
países como Filipinas, Austrália e México.
Ásia – Mantendo
a rápida adoção da tecnologia verificada
nos últimos três anos, a Índia superou
o Canadá e alcançou o quarto lugar entre os
países que mais plantaram transgênicos em 2008.
Com aumento de 22,5% em relação a 2007, produtores
indianos plantaram 7,6 milhões de hectares de algodão
geneticamente modificado – única cultura GM
cultivada no país. Ao todo, 5 milhões de pequenos
agricultores optaram pelas sementes transgênicas na
Índia no ano passado, 1,2 milhão a mais do
que em 2007. Já a China registrou um aumento de 8,5%
em suas lavouras transgênicas, atingindo 3,8 milhões
de hectares cultivados. De acordo com estudos conduzidos
pelo Centro para Políticas Agrícolas da China,
agricultores chineses que adotaram o algodão Bt aumentaram
a produtividade média de suas lavouras em 9,6% e
reduziram o uso de herbicidas em 60%. Esses benefícios
proporcionaram uma renda extra de US$ 220 por hectare.
África – O continente
passou a ter três países produtores de transgênicos.
Além da África do Sul, que cultivou 1,8 milhão
de hectares com sementes geneticamente modificadas em 2008,
Egito e Burkina Faso plantaram pela primeira vez lavouras
de milho e algodão GM, respectivamente.
Europa – As lavouras geneticamente
modificadas na União Europeia saltaram de 88,6 mil
hectares em 2007 para 107,7 mil hectares no ano passado,
registrando um aumento de 21% ou de 19,1 mil hectares. A
Espanha permaneceu como o principal país produtor
de transgênicos do continente, seguida por República
Checa, Romênia, Portugal, Alemanha, Polônia
e Eslováquia.
Transgênicos
alcançam 670 aprovações nos cinco continentes
Nos 12
anos de plantio e consumo dos transgênicos, entidades
reguladoras do mundo todo deram parecer positivo a 670 pedidos
de autorização para cultivo comercial e importação
destinada à alimentação humana e animal
e à liberação no meio ambiente. Essas
aprovações inseriram na agricultura mundial
144 eventos de 24 cultivares, como milho, soja e algodão.
Entre os 55 países que
plantaram ou importaram variedades transgênicas em
2008, o Japão lidera em quantidades de aprovações,
seguido por Estados Unidos, Canadá, México,
Coréia do Sul, Austrália, Filipinas e Nova
Zelândia.
O milho é a cultura com
mais eventos aprovados, totalizando 44. Em seguida, estão
o algodão (23), a canola (14) e a soja (8), que tem
uma variedade tolerante a herbicida autorizada no maior
número de países, 23 no total.
Variedades com
eventos combinados atingem 22% da área global de
transgênicos
As variedades
com eventos combinados, que reúnem mais de uma nova
característica, ocuparam 22% da área total
plantada com culturas GM em 2008, atingindo 26,9 milhões
de hectares. Em relação a 2007, a adoção
desses tipos de transgênicos avançou 23,3%
ou 5,1 milhões de hectares.
Os agricultores americanos foram
os que mais cultivaram plantas com eventos combinados. Dos
62,5 milhões de hectares destinados às lavouras
geneticamente modificadas nos Estados Unidos, 25,6 milhões
ou 41% reuniam duas ou três novas características.
Além dos Estados Unidos,
outros nove países cultivaram essas variedades no
ano passado, sendo que sete entre os dez são nações
em desenvolvimento. Entre eles, estão: Canadá,
Filipinas, Austrália, México, África
do Sul, Honduras, Chile, Colômbia e Argentina.
Beterraba GM
alcança 59% de adoção em ano de seu
lançamento
A beterraba
começa a ganhar destaque entre as culturas transgênicas.
Pela primeira vez, em 2008, uma variedade da planta tolerante
a herbicida foi cultivada por agricultores norte-americanos,
atingindo em seu lançamento um índice de adoção
bastante expressivo.
Ao todo, a beterraba geneticamente
modificada alcançou 257 mil hectares no ano passado,
o correspondente a 59% dos 437 mil hectares plantados com
o cultivo nos Estados Unidos. Para 2009, a expectativa é
que a adoção da variedade transgênica
de beterraba chegue a 90% no país.
Mercado global
de transgênicos chega a US$ 7,5 bilhões
O valor
global de mercado dos produtos geneticamente modificados
atingiu US$ 7,5 bilhões em 2008, registrando um aumento
de 8,7% em relação a 2007. A informação
é da consultoria agrícola escocesa Cropnosis.
De acordo com o levantamento,
o valor alcançado pela biotecnologia agrícola
representa 14% dos US$ 52,7 bilhões do mercado mundial
de proteção aos cultivos agrícolas
verificados no ano passado.
A soma do valor global de mercado
dos produtos transgênicos conferidos nos últimos
12 anos está estimada em US$ 49,8 bilhões.
Já a expectativa para 2009 gira em torno de US$ 8,3
bilhões.
Edelman
Brasil