segunda-feira, 13 abril, 2009 17:27
Presidente
da CNA quer programas habitacionais no campo
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Geraldo
Magela/Agência Senado |
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Kátia
Abreu |
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Com o objetivo de estender aos
produtores e trabalhadores rurais os benefícios da
Medida Provisória nº 460, de 30/03/2009, que
dispõe sobre os contratos de construção
de moradias dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida, a
presidente da Confederação da Agricultura
e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia
Abreu, apresentou quatro emendas que viabilizam a construção
de moradias no meio rural. “Precisamos oferecer ao
homem rural as mesmas políticas públicas destinadas
a quem vive nas cidades, eliminando os vazios institucionais
que ainda se mantém no campo”, disse a senadora.
Uma das emendas apresentadas
dispõe que a capacidade financeira dos pequenos produtores
rurais será comprovada pela Declaração
de Aptidão do Pronaf (DPA) no ato da contratação
das operações celebradas no âmbito do
Programa Nacional de Habitação Rural (PNRH).
Desta forma, seria possível solucionar as dificuldades
enfrentadas especialmente pelos pequenos produtores para
comprovar renda. “Como a Declaração
de Aptidão ao Pronaf é o instrumento que identifica
os agricultores familiares aptos a realizar operações
de crédito rural pelo Pronaf, também pode
ser o documento legal que lhes dará acesso ao Programa
Minha Casa, Minha Vida”, disse a senadora.
Muitas famílias de pequenos
produtores habitam em residências precárias,
vivendo até mesmo em um único cômodo.
Para que essas famílias possam reformar ou ampliar
suas residências, obtendo melhores condições
de vida, outra emenda da senadora Kátia Abreu prevê
subvenção econômica no âmbito
do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR)
para construção, aquisição e
reforma de um único imóvel para cada mutuário.
Em outra emenda, a senadora propõe
que os trabalhadores rurais, por intermédio de suas
cooperativas, formem Condomínios Habitacionais Rurais
para participar do Programa Nacional Habitacional Rural.
O texto dispõe que o número mínimo
para a constituição de um condomínio
rural será de 20 casas; as habitações
terão área útil de construção
de, no mínimo, 40 metros quadrados e a área
de cada lote das residências tenha cinco mil metros
quadrados.
Seu objetivo é atender
famílias de trabalhadores rurais, garantindo moradia
e terra, fixando-as em seu próprio meio. Deverão
ser beneficiadas, prioritariamente, as famílias que
comprovarem residência no município e tenham
tradição agrícola. Outro objetivo contemplado
pela emenda é que cada imóvel tenha uma área
onde os proprietários possam desenvolver pequenas
atividades agrícolas, como horticultura e avicultura.
“O trabalhador poderá melhorar sua qualidade
alimentar e até mesmo comercializar excedentes no
município”, disse a senadora.
Quanto aos contratos de eletrificação
rural operacionalizados no Programa Luz no Campo, segundo
emenda da senadora Kátia Abreu, serão transferidos
para o Programa Luz para Todos. Seu objetivo é dar
tratamento isonômico a esses dois programas. O Programa
Luz no campo foi criado por Decreto, em 1999, com a finalidade
de promover a melhoria das condições sócio-econômicas
das áreas rurais do País. Enquanto esteve
em vigor, beneficiou 625 mil produtores rurais, especialmente
de pequeno porte.
Atualmente, estes contratos apresentam
elevado nível de inadimplência, decorrente
não só da queda de renda do setor nas últimas
safras, mas especialmente da elevada taxa de juros de 8%,
mais variação do IGP-DI, praticada no programa.
Além do mais, em 2003, foi criado o Programa Luz
para Todos, pelo Decreto 4.873, que embora tenha os mesmos
objetivos do Programa Luz no Campo permite o acesso gratuito
à energia elétrica.
Assessoria de
Comunicação da CNA