Produtores
de tomate de Minas se unem para ampliar vendas
Divulgação
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Simone Ganem
| Agência Sebrae
Donos de pequenas propriedades
em Minas se aliam para crescerem no mercado
Produtores de tomate
da região do Centro-Oeste de Minas Gerais se unem
para produzir alimentos com menos defensivos químicos
e mais qualidade. Juntos querem aumentar o poder de venda
e expandir mercado.
A iniciativa mobiliza
produtores de cinco cidades da região apoiados pelo
Sebrae em Minas Gerais. Para isso, eles inauguraram a Central
de Negócios Unicenter, em Pará de Minas.
Desde 2008, 17 produtores
de Pará de Minas, Florestal, Pequi, Maravilhas, Onça
do Pitangui e São José da Varginha fazem parte
do projeto Comercialização de Tomates de Mesa
da Região do Onça do Pitangui, promovido pelo
Sebrae no estado. Uma das ações do projeto
é a criação da Central de Negócios
Unicenter. Um consultor foi contratado pela instituição
para orientar os agricultores sobre a formação
da Central. “Sozinho o produtor perde poder de compra
e venda. Juntos eles podem conseguir melhores resultados
e trocar experiências”, destaca a técnica
do Sebrae Lisianny Marinho
Para diminuir os custos
de produção e aumentar os lucros, os tomaticultores
também receberam capacitação em gestão
financeira, vendas e marketing. Eles participaram de feiras
e missões empresariais a polos do segmento. Como
resultado imediato, o grupo conseguiu economizar de 15%
a 20% nas compras em conjunto de defensivos agrícolas,
fertilizantes, sementes e insumos.
Mais qualidade
Com a finalidade
de aumentar competitividade e diminuir perdas, eles utilizam
a técnica de produção integrada, por
meio da parceria entre a Extensão Rural e Pesquisa
Agropecuária do Estado de Santa Catarina (Epagri)
e o Sebrae. O sistema garante a continuidade da produção
preservando recursos naturais, com qualidade e rastreabilidade
do produto, com acompanhamento técnico em todas as
fases. “Mesmo reduzindo o uso de defensivos agrícolas,
continuamos monitorando as pragas, respeitando o meio ambiente
e a saúde dos consumidores”, comenta o presidente
da Central de Negócios, Milton Moreira Duarte.
De acordo com ele, com
maior produção e melhor qualidade é
possível vender a preços mais competitivos
diretamente aos supermercados e sacolões, evitando
os atravessadores. “O preço da caixa de 20
quilos de tomate varia de R$ 20 a R$ 25. Com a venda direta
podemos aumentar de 10% a 20% esse valor”, acredita.
Outro beneficio da união é produzir durante
todo o ano. Na entressafra, os agricultores fazem a rotação
de cultura. No período, plantam abóbora italiana,
pepino, jiló e pimentão. Ainda para 2011,
está prevista a construção de um barracão
do produtor em Pará de Minas, onde os tomates serão
selecionados de acordo com padrões de qualidade.
Assessoria
de Imprensa do Sebrae-MG
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