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Instituto Eu Quero Viver
domingo, 27 fevereiro, 2011 20:44

Produtores de tomate de Minas se unem para ampliar vendas

 
 
 
Divulgação
 
   
     
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Simone Ganem | Agência Sebrae

Donos de pequenas propriedades em Minas se aliam para crescerem no mercado

Produtores de tomate da região do Centro-Oeste de Minas Gerais se unem para produzir alimentos com menos defensivos químicos e mais qualidade. Juntos querem aumentar o poder de venda e expandir mercado.

A iniciativa mobiliza produtores de cinco cidades da região apoiados pelo Sebrae em Minas Gerais. Para isso, eles inauguraram a Central de Negócios Unicenter, em Pará de Minas.

Desde 2008, 17 produtores de Pará de Minas, Florestal, Pequi, Maravilhas, Onça do Pitangui e São José da Varginha fazem parte do projeto Comercialização de Tomates de Mesa da Região do Onça do Pitangui, promovido pelo Sebrae no estado. Uma das ações do projeto é a criação da Central de Negócios Unicenter. Um consultor foi contratado pela instituição para orientar os agricultores sobre a formação da Central. “Sozinho o produtor perde poder de compra e venda. Juntos eles podem conseguir melhores resultados e trocar experiências”, destaca a técnica do Sebrae Lisianny Marinho

Para diminuir os custos de produção e aumentar os lucros, os tomaticultores também receberam capacitação em gestão financeira, vendas e marketing. Eles participaram de feiras e missões empresariais a polos do segmento. Como resultado imediato, o grupo conseguiu economizar de 15% a 20% nas compras em conjunto de defensivos agrícolas, fertilizantes, sementes e insumos.

Mais qualidade
Com a finalidade de aumentar competitividade e diminuir perdas, eles utilizam a técnica de produção integrada, por meio da parceria entre a Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária do Estado de Santa Catarina (Epagri) e o Sebrae. O sistema garante a continuidade da produção preservando recursos naturais, com qualidade e rastreabilidade do produto, com acompanhamento técnico em todas as fases. “Mesmo reduzindo o uso de defensivos agrícolas, continuamos monitorando as pragas, respeitando o meio ambiente e a saúde dos consumidores”, comenta o presidente da Central de Negócios, Milton Moreira Duarte.

De acordo com ele, com maior produção e melhor qualidade é possível vender a preços mais competitivos diretamente aos supermercados e sacolões, evitando os atravessadores. “O preço da caixa de 20 quilos de tomate varia de R$ 20 a R$ 25. Com a venda direta podemos aumentar de 10% a 20% esse valor”, acredita. Outro beneficio da união é produzir durante todo o ano. Na entressafra, os agricultores fazem a rotação de cultura. No período, plantam abóbora italiana, pepino, jiló e pimentão. Ainda para 2011, está prevista a construção de um barracão do produtor em Pará de Minas, onde os tomates serão selecionados de acordo com padrões de qualidade.

Assessoria de Imprensa do Sebrae-MG


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