Nos dias 10 e 15 de março,
algumas entidades envolvidas com ação social
e defesa da cidadania se reuniram para juntas desenvolverem
um plano de trabalho visando o fortalecimento de uma candidatura
a Prefeito.
Essas reuniões
são abertas a qualquer pessoa. A mais recente aconteceu
na sede de uma Academia de Capoeira. Segundo as lideranças
dessas entidades, o entendimento é de que há
muito o que fazer por Uberlândia, e o trabalho precisa
começar a partir do povo.
É perceptível
que esses órgãos não estão
falando bobagem. Hoje Uberlândia conta com um nivelamento
político que surrupia do cidadão o direito
a pleitear um espaço de discussão que resolutamente
se imponha como instrumento de legalidade do processo
democrático.
Para alguns pode parecer
infantilidade dessas pessoas pensarem que poderão
brigar com seu candidato a Prefeito com os que já
estão declaradamente em campanha, alçados
com muito dinheiro. Entretanto vale ressaltar que o universo
político é igual a futebol. Aos 44 do segundo
tempo ainda pode acontecer o gol da vitória.
A cidade convive hoje com
a ausência de um propósito.
As obras, a infra-estrutura,
são interessantes desde que façam seu papel
de melhorar a qualidade de vida do cidadão. Não
é uma conquista. Isso deve ser trabalho rotineiro.
Quando você precisa
assinar um ato é porque a mensagem não foi
bem recebida.
O que se pode perceber nas
reuniões dessas entidades comunitárias é
que o discurso não vai acontecer para inventar
a roda. Observa-se um interesse pelo bem comum. Uma fusão
entorno da coletividade.
O Poder Público em
todas as suas esferas ( Judiciário, Legislativo
e Executivo ) é exercido em nome do povo. Isso
é fato, considerando que são pagos com dinheiro
advindo dos impostos recolhidos.
O eleitor precisa
começar a aprender que um representante seu não
precisa ser rico pra dar conta do recado popular. Candidatos
com posses, aqueles que têm dinheiro, sempre representam
interesses.
Para eles tudo é uma
questão de dinheiro. Para o eleitor tudo precisa
ser por uma melhor atenção aos seus anseios.
O eleitor precisa acordar.
As grandes empresas que disseram
estar oferecendo milhares de emprego se esqueceram de
dizer que estes empregos contribuem para a favelização.
Dão alguns cadernos
e lápis, para algumas escolas e dizem estar fazendo
trabalho social. Os salários não são
superiores a quatrocentos reais. Acima desse valor contratam
gente de fora que gasta lá fora; ou seja, em outra
cidade.
Os contratos que recepcionam
essas grandes empresas deveriam versar sobre o dever delas
de enquanto em construção - deveriam oferecer
treinamento aos cidadãos da cidade onde pretendem
se instalar para que estes tivessem a garantia de receber
os salários acima de oitocentos reais.
Em outras épocas
já furaram os olhos do Assum Preto, prá
ele poder cantar melhor. Agora querem pisar na garganta.
Cadê o povo, gente!