Governo de Minas
investiga casos de meningite em Araguari
segunda-feira, 23 novembro, 2009 18:18
O Governo de Minas, por meio
da Secretaria de Estado de Saúde (SES) investiga quatro casos de meningite
ocorridos no município de Araguari, no Triângulo
Mineiro, sendo que três já receberam confirmação
laboratorial para doença meningocócica, sendo
um com evolução para cura e dois óbitos.
Uma terceira morte aguarda a conclusão dos exames,
que serão processados pela Fundação
Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.
De acordo com a Gerência Regional de Saúde
de Uberlândia, três das ocorrências que
evoluíram para óbito foram registradas em
alunos da faculdade de medicina de uma universidade privada
da cidade. Essas pessoas tiveram a notificação
de adoecimento no período entre 31 de outubro e
21 de novembro. O fato não caracteriza, ainda, surto.
As medidas preventivas, como o tratamento com antibióticos
(quimioprofilaxia) de todas as pessoas que tiveram contatos
com os pacientes já foram executadas.
A coordenadora estadual de Doenças Transmissíveis
da SES, Jandira Lemos, reitera que os fluxos de atendimento
para pacientes já foi definido junto ao município
e que, caso seja necessário, outras medidas podem
ser tomadas, como a imunização voltada para
adultos jovens. “Mas, para isso, precisamos concluir
o acompanhamento e a investigação epidemiológica,
a fim de tomarmos a decisão mais acertada”.
Jandira explica que o tratamento
dos contatos se faz necessário,
pois algumas pessoas podem ser portadoras da bactéria,
sem que haja desenvolvimento de sintomas. “Assim
poderemos evitar a disseminação da doença”.
Campanha
De acordo com a técnica, os casos registrados na
cidade não têm relação com a
campanha de vacinação contra meningite C
que será feita em Minas Gerais no próximo
dia 28 de novembro. “O público-alvo é formado
por crianças de três a 23 meses de idade,
que integram a população com maior risco
de gravidade e sequelas.”
Meningite
A Meningite é uma doença que ocorre o ano
inteiro no mundo todo. Pode ser causada por vários
agentes, tais como vírus, bactérias, fungos
e parasitas. A meningocócica, que está entre
as causadas por bactérias, é a que possui
o potencial de causar surtos e epidemias, sendo alvo de
maior preocupação dentro da Vigilância
das Meningites.
Os sintomas da doença no adulto são: febre,
cefaleia, vômitos, prostração, e sinais
de irritação meníngea, como rigidez
de nuca e convulsão. Em lactentes os sinais são
menos específicos, com prostração,
inapetência (falta de apetite), moleira elevada,
gemido, inquietação, com choro agudo, e irritabilidade
acentuada, rigidez corporal com movimentos involuntários
(convulsão).
Crianças menores de cinco anos são mais
vulneráveis às meningites bacterianas, principalmente
menores de um ano. Isso porque o desenvolvimento imunológico
ainda não está completo e os anticorpos não
são suficientes para impedir o desenvolvimento da
doença.
A prevenção é feita evitando-se aglomerações;
não compartilhar objetos, como talheres, copos,
etc. “Orientamos a todos que, em caso de surgimento
de sintomas, procurem os serviços médicos.
Assim o diagnóstico pode ser feito com agilidade,
o que favorece o tratamento e controla a doença”,
alerta a coordenadora.
Agência Minas