terça-feira, 30 março, 2012 11:58
ACA
comemora sucesso da Fenicafé 2012
A organização estima,
que mais de 20 mil pessoas tenham passado pelo evento durante
os três dias de realização. A Fenicafé
2013 já tem data para acontecer de 20 a 22 de março
A Associação dos
Cafeicultores de Araguari (ACA) comemora o sucesso da Fenicafé
– Feira Nacional da Cafeicultura Irrigada. Referência
mundial em café irrigado e tecnologia para a cadeia
produtiva, a Feira aconteceu de 28 a 30 de março
no Pica Pau Country Club em Araguari, no Triângulo
Mineiro e apresentou o tema “As melhores idéias
em tecnologia de irrigação”.
A ACA estima que cerca de 20
mil pessoas entre produtores, empresários, comunidade
científica, estudantes e comerciantes ligados à
cafeicultura brasileira, representando 150 cidades de 12
estados Brasileiros, tenha passado pelo evento, durante
os três dias de sua realização. O evento
é programado durante todo ano e envolve o trabalho
de mais 850 profissionais.
Pesquisadores especialistas
em Cafeicultura Irrigada, em mercado cafeeiro e também
meio ambiente expuseram as mais recentes pesquisas em um
encontro que congrega simultaneamente três eventos:
o XVII Encontro Nacional de e Irrigação da
Cafeicultura do Cerrado, a XV Feira de Irrigação
em Café do Brasil e o XIV Simpósio Brasileiro
de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada.
Realizada com o objetivo divulgar
a importância da irrigação e seus sistemas,
a Fenicafé em 2012 apresentou lançamentos
de produtos e equipamentos, bem como os resultados de pesquisas
para o incremento da produtividade e da qualidade do café
do cerrado brasileiro. O evento é uma realização
da Associação dos Cafeicultores de Araguari
(ACA) – Café do Cerrado Brasil e conta com
o apoio da Embrapa/Café – Prefeitura Municipal
de Araguari, Ministério da Agricultura e Sebrae/MG.
Mais de 60 expositores ocuparam os 95 stands da feira, que
além de cursos e palestras reservou muitas atrações
aos participantes.
Abertura
Autoridades nacionais, relacionadas ao setor cafeeiro, participaram
da abertura, dentre elas destaca-se: Nilvado Ribeiro, presidente
da ACA, Elmiro Alves do Nascimento, secretário de
Agricultura do Estado de Minas Gerais; Francisco Sergio
de Assis, presidente da Federação dos Cafeicultores
do Cerrado; Marcos Coelho de Carvalho, prefeito de Araguari;
Ronaldo Scucato, presidente da Ocemg; Tenente Cel. Rony
Prudente Cavalcante, comandante do 11o. Batalhão
de Engenharia de Construção de Araguari; Tenente
Cel. Volney Halan Marques, comandante do 53o. Batalhão
de Polícia Militar; Susana Kanadani Campos, representante
Emater; Rogério Nunes, coordenador estadual do Educampo;
Alysson Paulinelli, ex-ministro da Agricultura; Rogério
Agelis, representante da secretaria do Meio Ambiente; Breno
Mesquita, diretor da FAEMG – Federação
da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais,
entre outros.
Nivaldo Souza Ribeiro, fez o
discurso de abertura, em tom de desabafo com as dificuldades
que a cafeicultura tem enfrentado. Nivaldo destacou que
a Fenicafé é um evento já de tradição
da cafeicultura moderna brasileira. Observou que a feira
apresenta as novidades na irrigação, pesquisas,
manejos e variedades de café. O dirigente da ACA
disse ainda que sempre é questionado sobre o volume
de vendas de máquinas e equipamentos na feira, mas
que o mais importante é o conhecimento que vem da
Fenicafé, das palestras, debates e demonstração
das novas tecnologias. “Precisamos cada vez produzir
mais com agricultura sustentável, ambientalmente
e socialmente, porque o mundo precisa”, afirmou Nivaldo.
“Mas, há muitas dificuldades”, desabafou,
destacando que as discussões ambientais – e
o código florestal é o foco no momento –
parecem só valer para as áreas rurais. Questionou
o porquê dos ambientalistas não serem severos
da mesma forma no que diz respeito às áreas
urbanas.
“A Fenicafé cresce
a cada ano e a sua realização é de
importância fundamental para a cafeicultura brasileira.
Poucas regiões produzem café irrigado. E essa
irrigação promoveu, ao longo dos anos, a busca
de alternativas por parte dos produtores e do aumento da
produtividade. Isso faz com que pessoas de várias
regiões venham conhecer os sistemas de irrigação
e as técnicas que estão sendo agregadas”,
completa.
Souza acredita que a Fenicafé
é uma oportunidade para os cafeicultores e técnicos
tomarem conhecimento dos resultados das pesquisas e também
apontar demandas para novos estudos.
A mostra
A mostra é também ponto de debate e difusão
de tecnologia para o segmento. No momento em que o produtor
se prepara para iniciar a colheita, as lideranças
traçam os rumos e políticas para o setor.
O desafio do momento é o mercado, de acordo com o
presidente da Federação dos Cafeicultores
do Cerrado (FCC), Francisco Sérgio de Assis.
“Nós temos que lembrar
que a safra se aproxima e os fundos trabalham muito com
especulação. É importante ter pé
no chão, participar do mercado, fazer mídia
e não arriscar muito, porque tem que respeitar esse
trabalho da safra, mas lembrar que os estoques estão
muito baixos”, aponta.
O centro de debates da FeniCafé
fica lotado, crescem as especulações e o produtor
vai em busca de informação. Até mesmo
as cooperativas estão buscando acompanhar as tendências
com gestões mais agressivas. “As cooperativas
estão se profissionalizando. Não só
na parte de produção, mas também a
gestão corporativa na cafeicultura está mais
aprimorada”, afirma Ronaldo Scucato, presidente da
Organização das Cooperativas do Estado de
Minas Gerais (Sistema Ocemg).
Segundo o presidente da Associação
dos Cafeicultores de Araguari, Nivaldo Sousa Ribeiro, produtores,
exportadores e representantes do governo querem uma saída
em conjunto com adoção de políticas
consistentes para que possam ter efeito em momentos de instabilidade
no preço do café. “Nós não
podemos chegar na boca de uma safra grande e o governo não
ter mecanismo para segurar preços. É fundamental
debater entre governo e exportadores para ver qual atitude
tomar diante de uma safra grande”, aponta.
Legislação
ambiental
Outro assunto muito discutido durante a Feira de Irrigação
foi à legislação ambiental. O deputado
federal Paulo Piau disse que o texto deverá ser finalizado
e a votação ser realizada em torno de 20 de
abril. Alguns pontos ainda estão em debate e a tentativa
é se chegar a um "termo de convergência
máxima", que não exclua um produtor de
sua atividade e também que não permita que
fique sequer um metro quadrado de área que precise
de preservação ambiental sem proteção.
Já Pedro Brancalion, do laboratório de Silvicultura
Tropical da Esalq/ USP, apresentou soluções
para a “adequação ambiental de propriedades
produtoras de café”. O pesquisador disse que
tudo é uma questão de planejamento cuidadoso
da propriedade. “Na maioria dos casos, quando é
feito um planejamento adequado as perdas são mínimas
e as vantagens associadas a essa adequação
ambiental, compensam essas perdas. No caso especificamente
do café, existe um ágil proporcionado pela
certificação, melhoria no controle de pragas,
valorização estética da propriedade,
inclusive a exploração de produtos florestais
da reserva legal”, explica.
2013
Em, 2013, a Fenicafé já tem data marcada para
acontecer. O evento acontece de 20 a 22 de março.
O presidente da ACA, Nivaldo Ribeiro, disse que em 2012,
o evento foi um sucesso não só de público,
como também de exposição e debates.
“Tivemos este ano, renomados palestrantes que trouxeram
para Araguari o mais alto nível de informação
em cafeicultura irrigada, de mercado e sobre temas atuais,
como meio ambiente e legislação ambiental.
Com certeza o produtor, que busca a baixa do custo e o aumento
da produtividade, conseguiu levar algo novo para sua propriedade.
Vamos trabalhar para que 2013 o evento mantenha esta qualidade
e supere o volume de negócios realizado em 2012”,finaliza.
Lílian
Rodrigues - VGA
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Fenicafé
2012 acontece entre os dias 28 e 30 de março
Mais informações
acesse: www.fenicafe.com.br
ACA - Associação dos Cafeicultores de Araguari
Rua Jaime Gomes, 418 - Centro - Araguari-MG
Telefone: (34) 3242-8888
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