Gripe e resfriado:
não confunda
sábado,
25 abril, 2009 18:19 sábado, 25 abril, 2009 18:19
Prof. Dr.
Antonio Carlos Lopes
A gripe e o resfriado
são doenças diferentes, embora ambas
sejam infecções respiratórias
causadas por vírus e mais prevalentes no frio.
O fato da maior
parte dos casos acontecer no inverno é devido à aglomeração
de pessoas em locais menos ventilados nesta época
do ano. Estes ambientes facilitam a disseminação
do vírus e, por isso, devem ser evitados.
Manter boa alimentação, usar vestimentas
adequadas e ingerir bastante líquido, além
de praticar atividade física regular, são
hábitos essenciais para a prevenção
de gripes e resfriados. Essas duas doenças
têm sintomas semelhantes, variando apenas a
intensidade e o risco de complicações.
Se os sintomas
aparecerem, a chance de ser apenas um resfriado é grande.
Menos grave, é também muito mais comum
e simples de tratar. Por quatro ou cinco dias permanecerão
coriza e obstrução nasal. Neste período
pode ocorrer tosse, dor de cabeça, dor de
garganta, febre baixa e espirros.
O resfriado é transmitido
pelo contato direto de pessoa para pessoa, por meio
das gotículas eliminadas ao falar, tossir
ou espirrar. Como é viral, não há tratamento
específico. Um erro comum é o paciente
automedicar-se com antibióticos que, para
tratamento de doenças causadas por vírus,
serão totalmente ineficazes e poderão
mascarar eventuais complicações.
Repouso, alimentação
leve, e manter-se bem agasalhado são, sem
dúvida, os melhores remédios. Analgésicos
e antitérmicos, quando indicados pelo médico,
podem melhorar a dor de cabeça e a febre.
Já no caso
da gripe, causada por algum dos três tipos
de vírus da família influenzae, pode
desencadear complicações, até mesmo
fatais, se não diagnosticadas e tratadas adequadamente.
Grande ameaça à saúde pública,
a gripe costuma durar mais de uma semana e, além
dos sintomas do resfriado, provoca febre alta, dores
pelo corpo e fadiga. Pode também comprometer
brônquios e pulmões, levando à pneumonia.
Outras complicações
da gripe são a sinusite, otite média,
descompensação do diabetes mellitus,
agravamento de doenças pulmonares crônicas,
da insuficiência e/ou arritmia cardíaca.
Os meios de contágio
são os mesmos do resfriado, mas no caso da
gripe, há vacina anti-influenzae, que deve
ser tomada no período que antecede o inverno,
principalmente pelos idosos.
Pelo fato dos vírus
da gripe sofrerem mutações constantes,
a vacina deve ser tomada anualmente. Embora não
confira 100% de proteção, ela evita
as formas mais graves da doença, diminuindo
o índice de mortes por pneumonia, especialmente
entre os indivíduos da terceira idade ou portadores
de doenças crônicas, sejam pulmonares,
cardíacas ou metabólicas.
A vacina também é indicada
para aqueles que possuem deficiência imunológica,
como os soropositivos, para médicos, enfermeiros
e demais funcionários de hospitais escolas,
creches e casas de repouso.
Crianças
e gestantes também podem ser vacinados. Porém é preciso
estar atento às orientações
médicas que são indispensáveis
para qualquer pessoa.