Muito se tem escrito e comentado
sobre redução de custos, desde as mais variadas técnicas
de como se cortar custos operacionais até fórmulas mágicas
para se detectar os vilões que reduzem a lucratividade das empresas.
Os programas para redução nem sempre atingem êxito porque,
invariavelmente, dependem do fator humano. As pessoas sempre foram doutrinadas
a promover o crescimento dos negócios, já que deste depende a sua
promoção e reconhecimento. Portanto, na opinião delas, falar
em reduzir custos vai na contramão do que se entende por crescer.
Na verdade, investir para crescer não significa necessariamente acrescentar
custos desnecessários, ou mesmo, inchar a organização com
gastos inúteis. Para que se possa atingir os objetivos, é necessário
planejar com eficiência o programa de redução. E, para tanto,
a primeira etapa consiste em elaborar um diagnóstico operacional para melhor
conhecer os aspectos relacionados aos processos, estrutura organizacional, tecnologia
da informação, controles e sistemas de informação.
O acompanhamento dos principais
processos da organização nos dá a dimensão exata da
fluidez das atividades ao longo da cadeia de valor e, com certeza, deve demonstrar
os níveis de retrabalho e desperdício ao longo do caminho. A estrutura
organizacional, que guarda uma relação estreita com os processos,
pode apresentar distorções relacionadas a sobreposição
de funções, ou mesmo, áreas de sombra não cobertas
por nenhuma função. A utilização maior ou menor da
tecnologia da informação pode influir significativamente na performance
dos processos, à medida que a automação substitui muitas
tarefas executadas manualmente.
Por
fim, os controles e o sistema de informação gerencial podem fornecer
as informações necessárias para se tomar decisões;
e os indicadores que monitoram, entre outros fatores, a evolução
dos gastos e as oportunidades de redução de custos. Estas oportunidades
podem estar relacionadas com custos com pessoal; sistema de compras; logística;
investimentos em tecnologia; materiais de consumo; ações comerciais
e de marketing; serviços contratados; dentre outros.
As soluções para reduzir os custos, além de outras variáveis,
passam também por adoção de centros de custos; classificação
das despesas; estabelecimento de metas; melhoria dos processos; gestão
dos recursos, orçamento de custos etc.
Não
existem fórmulas milagrosas para reduzir desperdícios. Apenas um
diagnóstico detalhado revelará quais atividades deverão ser
mantidas e quais deverão ser cortadas. Só empresas que adotam uma
postura efetiva para evitar gastos desnecessários e demonstram aos seus
colaboradores como identificá-los, desenvolvendo um sentido de sustentabilidade,
podem focar o seu crescimento e concentrar seus esforços para conquistar
mercado.