Que marcas você quer deixar no planeta? Calcule sua Pegada Ecológica.
Artigos

sexta-feira, 16 janeiro, 2009 18:22

Crise e nosso bolso

Estamos vivendo um momento de crise econômica aguda. Nestes momentos escutamos de tudo um pouco. Aliás, em economia todo mundo dá pitaco. Porém, segue mais uma reflexão sobre o assunto - agora com destaque para as finanças pessoais.

O que todas estes “palavrões” como Nasdaq, Selic, TR, câmbio, superávit primário e balança comercial podem influenciar em nosso dia-a-dia?! Economia é uma ciência humana. Não é como engenharia que temos uma única resposta certa. No campo econômico, uma variável, seja o dólar ou a taxa de juros que aumente ou diminua, afeta todo o sistema. Mas a dinâmica faz parte do negócio. O problema é quando as mudanças são fortes. Isto atrapalha todo o sistema. O início desta crise foi financeira e nos Estados Unidos, mas balançou a Europa e agora chega à América Latina e aos países asiáticos com uma ênfase no Japão e na China, que sobrevivem com o consumo americano.

Em nosso país, embora mais estruturado do que em tempos anteriores, a crise chegou pelo lado do crédito. Bancos não emprestam mais dinheiro para as empresas girarem o negócio, empresas diminuem investimento e faturamentos, férias coletivas e desemprego são notícias comuns nos jornais e o resultado futuro para o governo é a queda de arrecadação. Este é um quadro negativo de círculo vicioso. Como mudar? Através de ação do governo. O banco não vai correr risco de emprestar dinheiro se o governo pega emprestado sem risco e paga 13,75% a.a.. Sem a queda da taxa de juros não iremos incentivar banco a emprestar. Banco só corre risco se diminuir o que ele ganha sem risco. Este é o recado do momento e só o governo pode incentivar esta mudança.

No lado das pessoas físicas este é um momento de alerta. Financiamentos de longo prazo só para algo essencial. A ordem para o décimo terceiro foi quitar as contas e fazer compras natalinas à vista e mais baratas. Produtos financeiros como consórcio e um planejamento para compras à vista são a tônica do momento para não passar aperto. Nos próximos seis meses, todo mercado ficará sem sentido com o dólar e a bolsa oscilando sem razão em seus fundamentos. Investir em bolsa só com horizontes superiores a 2 anos para diminuir o risco. Para este tipo de investidor temos bons negócios. Agora o momento é de planejar para que 2.010 seja um ano repleto de felicidade.

Leonardo Baldez é economista e coordenador da Assessoria de Crédito da Fiemg Regional Vale do Paranaíba.
ARTIGOS | OUTROS ARTIGOS DESTE AUTOR

 



Brasil no Google Maps



Grupos do Google
Participe do grupo Farol Comunitário
E-mail:
Visitar este grupo

no blog
Últimas do Farol no
Notícias no Google News Brasil

Rádio Web Viola Viva

Núcleo da Música

JanCom AgÊncia da Informação 

Anuncie aqui

METEOROLOGIA