Educar sentimentos
sexta-feira, 16 julho, 2010 13:17
Paiva
Netto
No último
sábado, 3/7, tive a honra de comandar a sessão
solene do 35o Fórum Internacional do Jovem Militante
da Boa Vontade de Deus.
Na ocasião,
a pedagoga Suelí Periotto, supervisora da Pedagogia
da LBV, apresentou resumo do 8o Congresso Internacional
de Educação da LBV, ocorrido nos dias
29 e 30 de junho e 1o de julho, na capital bandeirante.
O encontro reuniu
renomados conferencistas sob o tema “Disciplina:
um olhar além do intelecto”. Ao explanar,
a professora Suelí destacou, entre outros relevantes
pontos, a palavra de Sérgio Behnken, mestre em
Psicologia pela PUC-Rio, professor de Psicologia e RH
da Universidade Estácio de Sá e de pós-graduação
da UBM (Barra Mansa/RJ), da Machado Sobrinho (Juiz de
Fora/MG) e da Dom Bosco (Resende/RJ):
“Agradeço
mais uma vez o que aprendi com a LBV. E faço
questão de onde estiver falar disso, principalmente
sobre a ideia de educar sentimentos. (...) Não
basta trabalhar o corpo, com uma educação
que valorize apenas a boa alimentação,
a prática esportiva. Não adianta somente
desenvolver o lado intelectual, com conceitos, conteúdo,
se a gente não olhar também para o aspecto
emocional dessa mente humana, a educação
dos sentimentos. E só para dar um exemplo, às
vezes numa conversa com um pai, você pergunta:
como está o seu filho? E ele responde: está
muito bem, porque tem boas notas na escola e não
tem nenhuma doença.
Quando se aprofunda
um pouco no diálogo, percebe-se que essa criança
não tem um amigo, não consegue se relacionar
com os colegas da rua, na sala de aula ninguém
quer fazer trabalhos com ele. Então, está
muito bem intelectualmente, fisicamente, mas na educação
do sentimento, tão preconizada pela LBV, ele
está mal. E isso acontece em qualquer nível,
inclusive no superior. Alunos com o coeficiente de rendimento
muito alto, com notas muito boas, não conseguem
uma posição melhor no estágio,
pois não alcançam aprovação
naquela dinâmica de grupo onde se pode ver como
eles interagem com outras pessoas. (...) São
muito bons no aspecto racional, no conteúdo tiram
notas altíssimas, mas desde o ensino fundamental
não foram educados emocionalmente, que é
o que a gente vê de bonito, de exemplar, dentro
da LBV. Portanto, parabéns a todos!”.
ILUSTRES
EDUCADORES
Meus agradecimentos ao professor Sérgio Behnken
e aos demais brilhantes conferencistas que contribuíram
para o sucesso desse evento da LBV. Lá estiveram
o meu amigo de muitas décadas, o jornalista,
escritor e ex-presidente da Academia Brasileira de Letras
(ABL) Arnaldo Niskier; Celso Antunes, psicopedagogo
e mestre em Ciências Humanas pela Universidade
de São Paulo (USP); Sílvio Manoug Kaloustian,
gestor de programas do Fundo das Nações
Unidas para a Infância (Unicef); Ervino Deon,
secretário da Educação do Rio Grande
do Sul; Helena Bomeny, subsecretária municipal
de Educação do Rio de Janeiro, representando
a secretária Claudia Costin; Fátima Pacheco,
licenciada em Ciências da Educação
pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da
Educação da Universidade do Porto, Portugal;
e a professora Anísia Villas Boas Sukadolnik,
vice-presidente do Instituto Faça Parte e diretora
do Centro de Voluntariado de São Paulo, representante
da dra. Milú Villela, presidente do Museu de
Arte Moderna de São Paulo (MAM), do Instituto
Faça Parte e do Centro de Voluntariado de São
Paulo (CVSP), que no ensejo foi homenageada pela LBV.
MAPREI
Tivemos ainda o lançamento da publicação
especial Educação com Espiritualidade
Ecumênica — o Manual da Pedagogia do Afeto
e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico, proposta
pedagógica da LBV distribuída entre os
congressistas. Dela faz parte o Método de Aprendizagem
por Pesquisa Racional, Emocional e Intuitiva (MAPREI),
metodologia própria, aplicada na rede de ensino
e nos programas socioeducacionais da Instituição.
Como ressaltou o consagrado professor Niskier durante
o Congresso: “Tenho certeza de que a LBV faz parte
de uma nova pedagogia que se desenvolve em nosso país,
que é a Pedagogia da Boa Vontade. Ela é
ecumênica, democrática, estimulante”.