terça-feira, 22 fevereiro, 2011 10:55
Foliões
da Boa Vontade
Paiva
Netto
Neste tempo de folia,
aproveitemos para participar do Carnaval da Bondade, da
generosidade, da solidariedade, do apreço pelas
Criaturas Humanas. Na LBV não somos contra a alegria,
apenas continuamos atentos aos que padecem, porque a dor
surge em qualquer ocasião. Mesmo neste período,
os hospitais permanecem ocupados. Nas casas de saúde,
nas prisões, quantos lamentam a separação
dos entes queridos! E, nas ruas, diversos choram por negado
lhes ser um teto ou, embora tendo um, faltar-lhes, às
vezes, uma verdadeira afeição, o abrigo
aconchegante de um sentimento benfazejo. Outros se machucam
na demasia, principalmente no campo sexual. Isso é
resultado de querer apartá-lo do amor, do afeto.
O que tem sido um terrível golpe na alma da Humanidade.
Os efeitos aí se encontram, à vista de todos,
pois sexo se faz com o coração. Um dia,
multidões haverão de assim compreendê-lo,
e então a felicidade baterá à porta
sem consumir-se logo na entrada.
Liberdade
depreende temperança
Também durante o reinado de Momo, a mesa está
posta por Jesus àqueles que anseiam alimentar-se
do Seu Evangelho, do Seu Apocalipse e das Suas palavras
por intermédio dos profetas no Antigo Testamento
da Bíblia Sagrada. A ceia prossegue ofertada, como
na Igreja em Laodiceia (Apocalipse, 3:14 a 22). Jesus
bate, abramos-Lhe o caminho para que, com Ele, possamos
usufruir o alimento e a água espirituais que nos
bastarão, e nunca mais sentiremos fome nem sede
do que nos faz fortes. No entanto, é preciso haver
aquela fé que remove montanhas, pois na Boa Nova
segundo Marcos, 16:15, diz o Cristo Ecumênico: “Ide
por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”.
No versículo 14, Ele traz uma advertência
antes de nos passar a Sua famosa diretiva, acima citada:
“Finalmente, apareceu Jesus aos onze e censurou-lhes
a incredulidade e a dureza de coração, porque
não deram crédito aos que O tinham visto
ressuscitado”. Por isso, o Divino Mestre asseverou,
durante a Sua missão entre os incrédulos
que Lhe pediam mais uma prova – depois de tantas
que Ele já lhes mostrara: “A vós,
só um sinal será dado, o de Jonas, ou seja,
o sofrimento”.
Deus respeita o livre-arbítrio.
Que mais deseja o Ser Humano senão liberdade? Contudo,
ela depreende temperança, e, não, pôr
a casa do vizinho abaixo. A sabedoria espiritual ensina
que “a semeadura (isto é, o que concretizamos
com nossas escolhas) é livre, mas a colheita, obrigatória”.
Do contrário, seria o reino desbragado da impunidade,
que corrói países tal qual caruncho ou cupim,
como vemos agora pelo mundo. Grandes estruturas se desfazem
por causa da inconsequência que convoca a ação
urgente da justiça perfeita, tornando melhores
as nações, por força do Amor ou da
aflição.
O governo
da Terra começa no Céu
Quando firmada no Cristo Estadista, a disposição
cresce, expande-se. Ao seu labor são atraídos
todos os que têm algo a oferecer, porquanto se acham
na faixa acertada, que nos convida à sintonia com
o Mundo Espiritual elevado. De lá nos vêm
as intuições benéficas para a vida
em sociedade. Os amigos do plano ainda invisível,
os Anjos da Guarda, não esperam ser apenas meros
acompanhantes, mas, sim, copartícipes realizadores.
Escrevi aos meus companheiros
e amigos de trabalho: Toda estrutura administrativa que
não estiver calcada num arcabouço doutrinário
espiritual, moral, solidário, tornar-se-á
ruína, porque chegará ao fim o domínio
do erro e da voracidade, isto é, do atraso advindo
do despreparo a respeito das coisas do Espírito.
A Humanidade caminha
para o seu belo destino. Todavia, primeiro, tem de descobrir
e convencer-se de que o governo da Terra começa
no Céu. Os homens já não falam, por
meio da física, na existência de universos
paralelos? Trata-se de expressivo avanço. Porém,
a nossa capacidade de raciocínio até agora
não alcançou toda a envergadura que o intelecto
lhe promete. Como nos podemos julgar cientes de tudo no
Cosmos? Muita pretensão de nossa parte, não
concordam vocês? O Ser Humano ainda vive a perspectiva
de conhecimento. Logo, um pensador não deve afirmar
que algo seja irrealizável ou não exista.
O velho Victor Hugo (1802-1885), gosto de repetir-lhes,
afiançava: “Aqueles que dizem que uma coisa
é impossível tacitamente se colocam ao lado
dos que vão perder”.
Portanto, negar a
priori a realidade do Mundo dos Espíritos é
um equívoco. O que isso tem a ver com o carnaval?!
Tudo! Esclarecidos sobre os assuntos relativos à
nossa essência eterna, a diversão sadia e
solidária norteará o comportamento dos novos
foliões da Bondade.