quarta-feira, 20 abril, 2011 11:35
A
Mensagem da Cruz
Paiva
Netto
Páscoa, comovente
demonstração de que os mortos não
morrem. Não obstante crucificado, na Sua Ressurreição,
Jesus, o Cristo Ecumênico, proclamou aos quatro
cantos do mundo que a Vida é eterna. E essa indelével
Mensagem da Cruz nos faz buscar sempre renovadas forças
na Prece.
Certa vez, numa de
minhas orações a Deus, na esperança
filial de merecer Sua piedosa atenção, lembrei-me
do grande esforço empreendido por Alziro Zarur
(1914-1979) pela vitória da Boa Vontade; do bom
senso de Melanchton (1497-1560) e do notável pontificado
de João XXIII (1881-1963). Ao elevar minha Alma
ao Pai Celeste, senti Sua compassiva influência
vibrando em meu Espírito. E não há
nesta afirmativa qualquer jactância, porque Jesus
ensina que “o Reino de Deus está dentro de
nós”.
A Prece
Ó Deus, que sois o meu refúgio, a Vós,
outra vez, ergo o meu pensamento e encontro resposta aos
meus propósitos.
Longe de mim as cassandras do desânimo, que proclamam
um Juízo Final sem remissão, quando sois
Vós — em tudo — o Princípio
Eterno da permanência pujante de vida. De Vós
não escuto o abismo; todavia, a redenção.
Creio no Amor Universal, que conduz à sobrevivência
o gênero humano, que é teimoso em subsistir,
apesar das muitas ciladas que lhe são dispostas
no caminho.
Esta é a minha Fé Realizante, que vive em
Paz com as outras; o meu ideal ecumênico de Boa
Vontade, que se esforça pela confraternização
de todas as nações, por serem formadas por
criaturas Vossas, ó Criador Único de Céus
e Terra! Sois a Fraternidade Suprema, o abrigo dos corações.
(...) Achei-me a mim porque me identifiquei no Vosso Amor.
Sois o auxílio conclusivo à minha Alma.
Sinto o meu ser transbordar de alegria. Em Vosso Espírito,
reconheço-me como irmão dos meus irmãos
em humanidade. Nesse Éden, que é o Vosso
Sublime Afeto, não me vejo como expatriado, abatido
pelas procelas do desalento. Enfim, me encontrei, ó
Deus!, porque Vos encontrei.
(...) No Vosso Divino Seio, achei guarida; sob Vosso Amor,
meu seguro teto; no Vosso Colo, descanso para a Alma.
Graças Vos dou, Pai Magnânimo, por me ouvirdes!
Sois integralmente Amor; portanto, Caridade, Mãe
e Pai da verdadeira Justiça.
Em Vós habita, com fartura, a genialidade pela
qual tantos demandam, pois dela o planeta carece: a Vossa
Majestosa Luz, que desce a nós indistintamente,
mesmo que não o percebamos.
Confiante em Vosso Critério Sobrenatural, entrego-Vos
meu destino, porque a minha segurança de filho
está na Vossa Sabedoria de Pai!
Que assim seja!