domingo, 23 maio, 2010 19:35
Coragem
política é sair da mesmice
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Roosewelt
Pinheiro/ABr |
Valter
Campanato ABr |
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Aécio
Neves |
Marina
Silva |
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Permito-me este exercício
de liberdade de pensamento, pois acredito que a nossa hora
como país, não é polarizar entre o
"velho A" ou o "velho B", mas de darmos
uma resposta vigorosa à necessidade de mudança
que o nosso Brasil precisa. Acima de partidos e pelo bem
e pelo progresso de nós todos.
Os vinte e dois anos de regime
militar e os vinte e quatro anos de democracia, resultaram
a meu ver em uma profunda, embora não generalizada,
"opinião pastelenta" sobre política
no Brasil. A ditadura silenciou o surgimento de novas lideranças
e a democracia ressuscitou apenas os que sobraram do período
anterior.
O discurso dessa leva de gente
é rançoso, antiquado e revanchista, misturando
democracia com vingança sobre assuntos mal resolvidos
por eles mesmos no passado.
Será que o Brasil moderno,
da era Google e Twitter, quer mesmo ficar ouvindo essa lenga
lenga reacionária que sai da boca de muitos e que
em minha opinião deveria estar restrita aos tribunais
e às partes, sob a égide da legislação
vigente e nada mais. Houve excessos de ambas as partes,
mas o Brasil de hoje é outro.
Enquanto isso a carruagem andava
e em Minas, nascia Aécio Neves e no Acre, Marina
Silva. Dois dos muitos brasileiros na melhor idade para
pensar e governar e cada um com características muito
interessantes e boa formação.
Aécio Neves governou por
sete anos Minas Gerais e revolucionou a máquina do
estado, modernizou a visão das instituições
e foi extremamente criativo para tirar Minas da paralisia
que a acometia. Fez parceria com o Google, asfaltou todas
as estradas estaduais, levou água e saneamento ao
Jequitinhonha, fez mais. Um estrategista competente. Marina
Silva, senadora, ministra do meio ambiente, lutou bravamente
pela preservação da floresta que a viu nascer
e foi reconhecida no mundo todo. Obteve o maior índice
de preservação da Amazônia da nossa
história, recebeu o maior prêmio das Organização
das Nações Unidas (ONU) na área ambiental
- o Champions of the Earth (Campeões da Terra) -
concedido a personalidades como o ex-vice-presidente dos
Estados Unidos, Al Gore. Fechou empresas devastadoras, preocupou-se
com os índios. Uma lutadora.
Acredito eu, que estas duas cabeças
governando o Brasil, colocariam verdadeiramente o país
numa vanguarda nunca vista na nossa história. Um
homem extremamente hábil que sabe construir equipes
e uma mulher respeitadíssima no mundo inteiro por
sua postura sempre firme e verdadeira. Ambos são
jovens e milagreiros. Porque governar a Minas que Aécio
Neves pegou no início do primeiro mandato e preservar
a Amazônia como fez Marina Silva, é obra de
gigantes.
São brasileiros novos,
sem ranço e que representam os anseios dos brasileiros
de hoje em idade produtiva. Não iriam resolver todos
os problemas, mas cresceram junto com a guinada evolucionista
do mundo, sabem que a modernidade precisa andar de mãos
dadas com a justiça social. E arrisco um palpite,
os dois seriam capazes de envolver a grande massa de gente
que está com o grito de "Muda Brasil de uma
vez para sempre" na garganta. Seriam os nossos Obamas,
a virada na roda que o Brasil ainda não deu. Um divisor
de águas entre a política velha que se arrasta
desde o Império e a política nova que enxerga
o mundo na dimensão que ele tem hoje.
Respeito de toda forma, os outros
que se acotovelam pelo tão cobiçado cargo,
mas creio que o tempo deles já passou.
E precisa ser muito mineiro para
pensar numa reviravolta completa, que chacoalhe as estruturas
velhacas que atravancam o salto quântico que o Brasil
pode e deve dar. Uma dobradinha Aécio / Marina, derruba
todas as cracas que infestam nossa política nos dias
de hoje e lotam as páginas de nossos jornais.
E como isso é um exercício
de liberdade de pensamento, acredito que a nossa hora como
país, não é polarizar entre o "velho
A" ou o "velho B", mas de darmos nossa resposta
vigorosa à necessidade de mudança que o nosso
Brasil precisa. Acima de partidos e pelo bem e pelo progresso
de nós todos. Cabe-nos cuidar pelo voto de não
recolocar nas cadeiras aqueles que mamam desavergonhadamente
nas tetas da Nação.