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Instituto Eu Quero Viver
sábado, 31 julho, 2010 17:20

Lula fala em conceder asilo a Sakineh

 
 
 
Divulgação
 
   
  Sakineh Mohammadi Ashtiani  
     

Seis dias atrás, eu sentei diante desse meu companheiro quase inseparável e escrevi um artigo, onde solicitava do governo brasileiro, asilo para a mulher iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani.

Dois dias depois ouvi o presidente Lula, dizendo que não iria promover ingerência num país estrangeiro e que era necessário respeitar a soberania e coisas afins. Senti uma dose de frustração, ao mesmo tempo que entendia o papel dele como governante.

Hoje sim, o homem falou o que eu e milhões no mundo ocidental queriam ouvir, falou como estadista num tom absolutamente diplomático e sereno.

Durante comício de Dilma Rousseff em Curitiba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil pode abrigar a mulher condenada à morte pelo governo iraniano por ter cometido adultério.

“Apelo ao líder supremo do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que permita ao Brasil conceder asilo a esta mulher”

Lula disse que aprendeu a negociar em sua carreira política e defendeu o diálogo entre as nações em busca da paz mundial.

Faça isso senhor presidente e seu apelo ganhará o éco de todos nós que acreditamos na liberdade e ao mesmo tempo respeitamos o Irã e suas leis. Se ela não pode viver lá, que venha para cá e seja bem recebida e continue professando sua fé e vivendo uma nova vida.

E faço côro com suas palavras, sabedor que é a vontade de muita gente que por formação acredita e professa o direito inalienável à vida. Eu também apelo ao líder supremo do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que permita ao Brasil conceder asilo a esta mulher”.

Mas cabe ainda, prezado senhor presidente, que no Brasil, a Lei Maria da Penha seja cumprida com mais rigor, que o ECA seja mais respeitado também, para que nossas crianças e adolescentes e as nossas anônimas "Sakineh" do Brasil, tenham resguardada a integridade. Não depois do crime acontecido, mas antes, para que ninguém mais tenha coragem, ou se sinta tão à vontade para cometer barbaridades e depois ficar "interpretando" a lei para se safar, dando canseira na Polícia e na Justiça e ganhando uma visibilidade inglória na imprensa.

E convido novamente meus leitores para engrossarem o côro pela libertação imediata de Sakineh Mohammadi Ashtiani, mostrando que não somos coniventes com nenhuma manifestação de violência, para termos autoridade moral de acabar com as violências. Construir o mundo dos sonhos só é possível com as pequenas atitudes de cada um. Seja no twitter no #ligalula (esse sim que merecia estar nos tops do twitter), seja assinando a petição no link acima, até que essa história tenha um bom final.


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