quinta-feira, 9 dezembro, 2011 1:02 atualizada para correção
em domingo, 20 fevereiro, 2011 18:30
Wikileaks,
antibióticos e a lei seca
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Ilustração |
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O
que não pode ser feito às claras, mais
atrapalha do que ajuda. Fazer de conta que não
está acontecendo nada vai na mesma linha. |
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Não aprender
com os erros passados é o famoso caminho para o fracasso.
Fazer de conta que não está acontecendo nada,
vai na mesma linha.
Na terceira década
do século passado, os Estados Unidos da América
decretaram a Lei Seca e só conseguiram aumentar o
poder do crime organizado e a produção ilegal
e portanto sem controle sanitário ou fiscal da bebida
alcoólica.
A proibição
da venda de antibióticos sem receita médica,
vai na mesma linha de raciocínio. Já há
relatos na imprensa de burla à determinação
da Saúde Pública. Não é justo
ser generalista, mas vai abrir brecha para a venda de receitas,
a falsificação de receitas e preços
superfaturados de antibióticos, quiçá
a venda de antibióticos falsificados também.
Tirar o WikiLeaks à
força da internet, já está provocando
reações. Já derrubaram vários
sites de empresas que de alguma forma, na interpretação
de alguns, estariam fazendo o jogo dos norte-americanos,
em prejuízo do WikiLeaks, da "verdade"
e de Julian Assange. No dia de hoje, mais de 1300 sites
já reproduzem o WikiLeaks em várias partes
do mundo e ao que tudo indica, em breve, serão muito
mais.
Da mesma forma, a invasão
do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, pelas Forças
de Segurança, só aconteceu porque durante
muito tempo, quem deveria olhar, zelar e promover mudanças,
fez de conta que não acontecia nada por ali. Como
se fosse possível conceber que gente tem diferença
nas suas necessidades básicas.
A política do
olho por olho, dente por dente, ainda vigora nas relações
humanas com a mesma força do tempo em que foi concebida
e mesmo demonstrando claramente em inúmeras situações
que só leva à degradação de
ambas as partes, continua sendo praticada.
A Era da Informação
não deveria ser o campo de batalha, mas o campo de
clarificação das idéias e mais do que
isso, da sinceridade nas relações. O fim da
hipocrisia que é a quintessência da diplomacia
ao avesso.
Nada fica mais escondido
do que o que está à mostra. O proibido é
que desperta atenção e se não for explicado
e discutido exaustivamente, vai carregar mais e mais incautos
para o buraco. A curiosidade é que mata o gato.
Os preconceitos e seus
primos, os dogmas, impedem que se tenha a visão e
o entendimento claro de todos os assuntos polêmicos,
isso se chama conhecimento, iluminação, discernimento,
compreensão.
Talvez a raíz
das nossas falhas e dos inúmeros problemas do mundo
de hoje, sejam oriundos dos "escondidos" que tantos
ainda insistem em manter como se todos fossemos crianças
inocentes.
Falso-moralismo, hipocrisia,
dissimulação. fanatismo, preguiça,
são coisas que não ampliam horizontes, não
fortalecem o caráter, não trazem progresso,
não colaboram para nada positivo.
A política do
"manda quem pode e obedece quem tem juízo",
já não funciona e se cada vez que uma verdade
vier à tona, usarmos a coerção e a
força para impedi-la, ela vai aparecer logo adiante,
camuflada e cada vez mais incontrolável, porque nos
dias de hoje os canais são muitos e acessíveis.
É melhor pagar
mais caro e saber a procedência, do que comprar o
falso, nos becos e moitas espalhados pela vida afora. Chega
de censura, por favor.
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