domingo, 30 janeiro, 2011 18:40
Atitude
em Encontros Periféricos
|
|
| |
|
|
| |
Pedro
Reis/ FarolCom |
|
| |
 |
|
| |
Kakko
da Cufa MG em Uberlândia, explica a linha de ação
do "Encontros Periféricos, na sede do GOMA |
|
| |
|
|
Quando o Kakko, representante
da CUFA
MG em Uberlândia, chamou para conversar,
senti instintivamente uma formação celular
de mudança no conceito de relação com
a comunidade e suas manifestações.
A reunião aconteceu
na Casa Verde, sede do GOMA,
um coletivo de cultura que vale a pena conhecer. Não
vou detalhar aqui nenhum dos dois, mas deixo os links para
quem quiser saber mais.
O objetivo era apresentar
e convidar parceiros para o projeto Encontros Periféricos
que vai operar oficinas de dança e basquete de rua,
rimas, peças de teatro capoeira, cine clube, sarau
literário, mostras e vídeos, palestras sobre
variados temas dentre eles família, educação
sexual, economia solidária e esclarecimentos jurídicos
à população, oficinas de artes visuais,
oficinas de literatura, percussão com reciclados,
conscientização sobre o meio ambiente, fotografia,
oficinas sobre redes sociais e debates com ampla participação
e envolvimento social. A data já está escolhida:
- O último sábado de cada mês. Os locais
também: - Favelas e/ou comunidades em desvantagem
social. O horário é das 08:30 às 18:00
horas de forma voluntária e direcionado para crianças,
jovens adolescentes, adultos e idosos. Com o objetivo de
conscientizar, estimular a criação cultural
a partir da estética da própria comunidade
e prevenir problemas como o consumo de drogas, criminalidade,
prostituição infantil e discriminação.
A explicação
de Kakko é simples: - "Quanto mais gente e mais
diversidade envolvida, maiores são as chances do
projeto alcançar sucesso. Durante o ano de 2011 podemos
realizar os pilotos do projeto de forma a dar volume e consistência
na ação e propor no ano que vem as parcerias
públicas, necessárias para expandir e fortalecer
o movimento."
No encontro estiveram
presentes, jornalistas, advogados, artistas, diretores de
ongs e gente que de alguma forma está ligada a movimentos
sociais, agora oficialmente convidados a oferecer sua colaboração.
União
traz resultados
A recente Força-Tarefa
contra a Dengue que passou pela cidade, é um exemplo
de união de forças e equipamentos. Estado
e Município, promoveram uma semana de ações
contra a dengue, envolvendo a população e
distribuindo material informativo aliando o trabalho de
agentes de zoonoses, atacando focos do mosquito em residências
e estimulando as pessoas a trocarem garrafas, latas e pneus
por lápis, caderno e borracha.
A força-tarefa
pode ser a versão pública do coletivo e a
prova de que ações multidisciplinares organizadas
dão certo, atingem mais rapidamente seus objetivos
e dão oportunidade de participação
da comunidade.
Enquanto comunidades
inteiras viverem situações-limite é
a sociedade como um todo que assim está. As agendas
públicas, podem ser muito úteis mas não
são completas, as ações da sociedade
civil da mesma forma também não são
completas, o esforço conjunto é que vai aumentar
o resultado positivo, o espírito de cidadania tem
que tocar todos os corações para que existam
cada vez menos brechas.
Ler a entrevista "Beto
Chaves: O homem atrás do fuzil"
publicada na revista Época dá uma dimensão
bem clara de que é necessário tomar atitudes
heterodoxas porque o problema social do Brasil é
complexo. Ler o artigo Bundas
Brasileiras do Celso Athayde no Yahoo também
dá o tom da atitude que se deve tomar, o espírito
de que todos nós precisamos estar possuídos
para fazer a nossa estrela de país brilhar de verdade;
dois vídeos ilustram o artigo e vale a pena assistir
os dois.
O "Encontros
Periféricos" é mais uma iniciativa
que pretende juntar tudo e misturado e sem assistencialismo,
fomentar criação e cidadania nas periferias
esquecidas para que em breve possamos com toda a riqueza
que a nossa diversidade permite acabar com essa lenda de
"cidadão de segunda classe".
O Brasil é um
país rico, fértil e imenso, detentor de muitos
recordes econômicos e não pode mais esquecer
um único brasileiro que ainda não tem acesso
ao básico do básico.
E até essa efervescência
social que se avoluma e que não tem como segurar,
talvez seja a versão brasileira daquilo que outros
países em outras épocas só foi resolvida
com guerra civil.
Se você que lê
este artigo está em Uberlândia ou arredores
e quer de alguma forma participar desse movimento, procure
a CUFA
MG em Uberlândia e mostre o que você
pode oferecer.
Para finalizar e por
uma questão de justiça, registro aqui que
no ano passado o prefeito Odelmo Leão apresentou
e a Câmara Municipal aprovou a transformação
dos projetos sociais do município em lei e assim
nasceu o BemSocial,
que incorpora uma série de trabalhos voltados para
a promoção da igualdade, formação
profissional e cuidados essenciais com crianças,
jovens, adultos e idosos e que você pode conhecer
aqui.
Leia também:
Encontros
periféricos e contraponto estético