quarta-feira, 20 julho, 2011 23:54
O efeito
Panda tosquiando as repetições na internet
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Pedro
Reis/FarolCom/ilustração |
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Não
vai mais adiantar colocar bigode no ovo |
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Definitivamente o Google
está dando um golpe mortal nos papagaios da internet.
Daqui para a frente o que vale são fontes originais,
conteúdo que atenda ao espírito de pesquisa
do internauta e o fim das infinitas replicações
de textos.
Realmente é muito
chato você fazer pesquisas de um determinado assunto
e a página de respostas enfileirar uma infinidade
de "mesmo assunto", escrito com as "mesmas
palavras", cópia da cópia da cópia.
Com a atualização
Panda, o Google pretende banir resultados repetidos e assim
oferecer o que ele prega há muito tempo: satisfação
maximizada de quem pesquisa.
Para você que
divulga material para publicação, o primeiro
aviso é que não adianta o tamanho da lista
de destinatários, mas a qualidade do material e o
local onde ele será publicado. Ou seja, sites que
publicam materiais relevantes vão rejeitar o seu
e-mail enviado em massa porque isso vai depreciar o site.
Os sites de notícias
que apenas replicam informação recebida por
e-mail em massa vão desaparecer dos principais resultados
de busca e provavelmente o primeiro que publicar vai ser
notado como original, os outros não. Como o Google
não revela qual é a mecânica utilizada,
o que vai valer na prática é a exclusividade
e a relevância do material. Esse é o maior
objetivo dessa nova sistemática.
Isso pode criar num
primeiro momento, um certo apagão dos seus textos
e infomações, mas vai logo em seguida permitir
que você escolha em quais canais vai divulgar a sua
informação e com que grau de profundidade
irá abordar esses assuntos.
Se você tem uma
assessoria de imprensa, vai ter que preparar e especializar
sua equipe e criar vínculos mais estreitos com veículos
que possam garantir a publicação do material
com uma boa dose de exclusividade. Um se especializa em
produzir informação, o outro em divulgá-la
em conjunto com outros assuntos vindos de outras fontes.
É o trabalho de imprensa exercido como antigamente
e penso, a salvação dos jornalões e
o fim dos aventureiros e caçadores de ranking.
Como disse agora mesmo
(via Twitter) um grande amigo e especialista em SEO, Alexis
Kauffmann: "O SEO acabou. O que temos
de fazer agora é organizar a informação
tendo em mente as pessoas".
Vejamos:
- Se a informação
está colocada e bem colocada em algum lugar, basta
usar o Twitter, o Facebook ou o Google+ para sinalizá-la
como recomendada ao invés de republicá-la,
o que em síntese vai apenas engordar o espaço
utilizado para armazenagem, ocupar o Robot de buscas com
informação redundante e chatear o leitor com
"mesmo resultado da mesma coisa" infinitas vezes.
O botão +1 do Google tem essa finalidade
também.
- Vai criar uma relação
de fidelidade com os veículos que poderão
abordar temáticas específicas de forma cada
vez mais ampla.
- As assessorias em
geral vão direcionar seu tráfego e com a garantia
da publicação, dedicar-se a textos mais completos
e assim fortalecer a posição de seus clientes
junto ao mercado. Podem até permitir a criação
de novos postos de trabalho. A democratização
da imprensa, pulverizada em muitos nichos, com informação
exclusiva.
- Conteúdo de
opinião e técnico estarão no topo da
preferência, sempre levando em conta a relevância
e a confiabilidade da informação.
- Se a informação
for publicada no blog da empresa ou da assessoria, o primeiro
veículo que publicar a informação recebida
pelo e-mail já vai ser considerado cópia.
Será bem mais interessante a assessoria trabalhar
como agência de notícias, produzindo conteúdo
e selecionando quem vai receber em função
da relevância.
-Encerrará definitivamente
a carreira dos spammers de conteúdo, os links pagos
e vai oferecer uma navegação mais leve e relevante,
vai completar e satisfazer as necessidades dos que pesquisam
e reduzir consideravelmente os papagaios cibernéticos
e as fazendas de conteúdo, que apenas pinçam
coisas que já foram publicadas para apresentá-las
novamente como "original"
A atualização
Panda vai num primeiro momento provocar um rebuliço
e até alguma injustiça com bons sites que
venham a ser rebaixados nos resultados de pesquisa, mas
vai estimular as pessoas que produzem informação
a pensar primeiro no leitor e depois no ranking, coisa aliás
que o Google prega desde sempre.
É fato que algumas
informações precisam estar em vários
veículos, mas o que o Panda também quer, é
bastante conteúdo exclusivo e diversificado para
apresentar aos seus usuários o que vai favorecer
também a aplicação dos anúncios.
Os sites dos governos que precisam tornar públicas
suas ações, já são a fonte original.
Replicá-las ainda que com pequenas variações,
também será cópia.
Nós aqui, estamos
hiper abertos para discutir essas questões com todos
aqueles que se relacionam conosco, enquanto veículo
e que também se posicionou desde o início
como uma "rede web de informação e cultura".
Vamos rever os procedimentos em conjunto? Vamos ajudar a
construir uma relação que proporcione uma
melhor experiência para quem navega e utiliza a internet?
Está absolutamente nas nossas mãos.
Finalizando, o que o
"Google Panda" busca é uma relação
com a internet cada vez mais parecida com o padrão
humano de comportamento e os caras já mostraram e
continuam mostrando que são realmente imbatíveis
naquilo que se propuseram a fazer.
E a evolução
não para por aí.
Leia também:
Google
vai promover importante alteração algorítmica
voltada para webspam [iMasters]
Parto
doméstico, atualização Panda e releases
em massa
Google
desvaloriza páginas de baixa qualidade
[Webinsider]
Google's
Panda ranking algorithm changes SEO forever
[Search engine Guide]
Finding
more high-quality sites in search [The Official
Google Blog]