quarta-feira, 8 fevereiro, 2012 1:09
Curtir
e compartilhar para a bobagem rolar
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"Antes das redes
sociais, desconfiávamos que os idiotas eram maioria.
Agora temos certeza".
A frase lapidar de um
amigo que vou manter anônimo a não ser que
ele me autorize o contrário, pontua esse texto.
Essa semana escrevi
outro (Orkut
acabou. Viva o Orkut!) falando sobre a mesmice
das redes sociais que estão lotadas de incautos.
Hoje vou falar sobre a ignorância galopante nesses
mesmos lugares.
Gente, sem generalizar,
que mal sabe fazer o "O" com o copo, mas muito
criativa, produz imagens com cenas as mais diversas e decora-as
com citações maravilhosas e as associa a algum
autor, sem necessariamente obedecer a ordem das coisas.
Pelo menos o autor e o texto corresponderem à verdade,
já seria uma benção, a imagem ficaria
a critério de cada um, mas é muito comum encontrar
frases do "Sr/Sra. "Ninguém" assinando
com o pseudônimo de Fernando Pessoa, Charles Chaplin,
Cecília Meireles, Mahatma Gandhi, Alexandre Garcia,
Albert Einstein, Arnaldo Jabor, Luiz Fernando Veríssimo
e Clarice Lispector entre tantos, por pura modéstia
do(a) "Ninguém".
Velho hábito
no Orkut, ganha cada dia mais força (lamentável)
no Facebook, que aliás vai tentar captar 5 bilhões
de dólares no mercado de capitais (leia
aqui) provando de certa forma a opinião
de Umberto Eco apresentada em
entrevista à revista Época e
que resumidamente afirma: "O escritor italiano diz
que a internet é perigosa para o ignorante e útil
para o sábio porque ela não filtra o conhecimento
e congestiona a memória do usuário".
Hoje por puro acaso
encontrei uma postagem de outro amigo fazendo duas perguntas
interessantes, sobre as famosas petições que
abordei no texto anterior:
1 - Quem
está pagando para que eu acredite nisso?
2 - Os objetivos
dessa(s) pessoa(s) coincidem com os meus? Ou, a pretexto
de defender uma "boa causa", estão tentando
me empurrar uma agenda que não tem absolutamente
relação alguma com as minhas boas intenções
ao defender essa causa?
Mas aí eu vou
redundar em parte do texto anterior: Estamos descontextualizando
os fatos. E algumas ".org" trabalham ativamente
para isso e a indústria claro, como sempre fez, usam
vivamente essa arma para cooptar adeptos umas e consumidores
outras e em alguns casos umas juntas com as outras.
O Facebook largamente
demonstrado, pelo perfil do seu fundador e todas as histórias
paralelas referentes a essa rede é o grande propagador
desse festival de bobagens que habitam nosso dia-a-dia.
Esse estado de coisas
não é culpa do momento presente. Acredito
que a dominação dos povos se dá décadas
antes de se consumar e aí, vou me permitir pensar
e vou sugerir que você pense também sobre o
que aconteceu com o mundo entre o fim da Segunda Guerra
Mundial até o advento do Vale do Silício e
deste até essa primeira década do século
21. Minha primeira sugestão é que faltou Conhecimento,
que não é a mesma coisa que Informação.
O Brasil não
é exceção. No período que citei
no parágrafo anterior saímos de uma ditadura
populista, para uma democracia populista, caímos
de novo numa ditadura dessa vez repressiva e voltamos a
uma democracia que ainda quer acertar suas contas com sua
antecessora. Mas o país continua com um imenso déficit
de Conhecimento e continua assimilando com muita facilidade
tudo que é modernagem e conceitos importados enquanto
o Conhecimento permaneceu encastelado nas mãos de
quem estudou e deteve o capital.
Resultado: Muita gente
que tem um computador hoje e acesso à internet, não
é capaz de interpretar um texto, não sabe
colocar os assuntos dentro de contextos e fala o que pensa
impulsionado pelo fígado e pelo noticiário
direcionador.
O general e
o bolo
Vou parar por aqui e sugerir novamente que você leia
outro texto, ou melhor, avalie
a terceira foto nesta matéria do G1
e leia os comentários, em especial os de escárnio
e você vai poder tirar suas próprias conclusões,
sobre como pensa uma parcela relevante dos brasileiros.
Por sorte a maioria dos comentários parabeniza o
general, eu também. A mensagem subliminar da cena
mostra para mim, de forma inequívoca, que
tipo de ambiente está faltando nas relações
humanas.
As coisas do mundo,
as pessoas no mundo e o próprio mundo são
muito mais do que sugerem as simples aparências. Curta
e compartilhe mas instrua-se antes para não servir
de advogado de coisas que você sequer suspeita onde
estão enraizadas e a que interesses servem.
Junte-se a isso, os
golpes como o do sorteio do iPhone, da garotinha com uma
doença incurável, do pobre cachorrinho abandonado
e uma infinidade de hoax e vírus disfarçados
de um montão de jeitos. Quem não presta atenção
na "onda" pode acabar afogado. Na era da comunicação
não seja vítima da ilusão.
PS - Tenho certeza
que não sou o dono da Verdade.