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Promessas para presidente

quarta-feira, 22 setembro, 2010 19:41

As eleições 2010 estão aí. Chamo então atenção para as promessas dos candidatos que começaram devagar e vão se avolumando com a proximidade das eleições. Especificamente, destaco a campanha presidencial, onde até parece que vamos votar em “Promessas para Presidente”, porque o que mais vemos e ouvimos são promessas e promessas que, pelo passado recente, sabemos a maioria não vai se cumprir. Fica só no “falatório”.

Por exemplo, a candidata do PT, Dilma Rousseff, que aparece no topo dos que mais prometem, diz ser possível acabar com a pobreza em uma década e zerar o déficit habitacional “tranquilamente”. Promete ainda priorizar a reforma tributária, assunto este relegado a segundo plano pelo Palácio do Planalto nos últimos anos. Vejamos. Mas é possível zerar o déficit de moradias “tranquilamente", se hoje, de acordo com o IBGE esse déficit é de 6,3 milhões de unidades? Até dezembro último, o governo federal só havia conseguido entregar, por meio do programa "Minha Casa, Minha Vida", 1.221 unidades de uma promessa que chegava a um milhão de residências. É possível “acabar com a pobreza em uma década, se o Brasil tem hoje cerca de 30 milhões de miseráveis sobrevivendo pelo bolsa-família? Apesar do tamanho do desafio, Dilma tenta vender que acabar com a pobreza é fácil. E a promessa da “Reforma Tributária", como é possível se em oito anos o governo atual não conseguiu avançar, pois sua proposta foi atacada por diversos setores e não obteve apoio da sociedade organizada, apesar da importância do tema.

Em matéria de promessas, o candidato José Serra exagera em números. Por exemplo, prometeu “fazer o ProUni do ensino técnico, o Pro Tec”, por meio do qual criaria um milhão de vagas para o ensino técnico; prometeu também o programa “Mãe Brasileira”, para que toda gestante tenha acompanhamento médico até o parto; e prometeu ainda construir 150 AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades) e que seu governo atuará na transformação dos trens urbanos em metrô de superfície - aumentando a qualidade e a pontualidade do serviço. E mais, distribuir cesta com cerca de 80 remédios gratuitos; construir centros de excelência em esportes olímpicos; e até construir a Arena de Parintins, com espaço para o espetáculo dos bois, museu e shopping.

Mais tímida, mas ainda assim, até a candidata do PV Marina Silva tem feito as suas. Prometeu uma “terceira geração” dos programas sociais, que investissem também na inclusão produtiva dos cidadãos de baixa renda. Prometeu limitar os gastos públicos de custeio à metade da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Prometeu criar o “Sistema Único de Educação”, nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS), para resolver o problema da educação no país. Quer ainda elevar os recursos destinados à educação fundamental de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) para 5% do PIB.

Enfim, em cima de tantas promessas, cabe ao eleitor “não acreditar em milagre”, e votar com razão e consciência, analisando bem, passado, presente e nível de cada candidato. Afinal, estamos num país sob regime republicano/presidencialista, onde o presidente não governa sozinho. Ele precisa de aprovação do Congresso para até mesmo cumprir suas “promessas”. Então, essa política do “se eleito for, vou fazer isso, vou fazer aquilo é tudo “papo-furado”.

Então, que o voto de cada um seja CONSCIENTE para termos um BRASIL onde todos tenham condições de ajudar o cumprimento de tantas promessas, através do aumento dos impostos que certamente virão. Isso, para não se ARREPENDER depois!!

Pedro Lacerda é empresário e presidente da Fiemg Regional Vale do Paranaíba
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