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Manutenção preventiva evita gastos desnecessários
Confira as dicas de como manter as boas condições do seu carro para as férias

A famosa revisão de férias é um hábito comum no mês de dezembro. O que muitos se esquecem é que o carro precisa de cuidados durante o ano todo e não apenas no momento em que vai pegar a estrada. Ficar atento a todos os sinais que o veículo dá e fazer a manutenção preventiva é fundamental para manter o carro sempre em bom e estado e ainda economizar no orçamento.

A manutenção preventiva é, certamente, a alternativa para evitar gastos desnecessários e acidentes. O motorista deve ficar atento à quilometragem e aos sinais que o veículo apresenta - uma luz acesa no painel, um barulho, uma vibração no volante - são indícios para a troca de peças.

Vida útil

Um dos sistemas do automóvel que mais se desgasta é o freio. Pastilhas, lonas e discos são itens que merecem maior atenção no veículo. “Se o motorista não trocar as pastilhas em tempo hábil, corre o risco de ter de adquirir novos componentes, o que certamente sairá mais bem mais caro. E é preciso lembrar que a pastilha, geralmente, é o primeiro artefato do sistema de freios a se desgastar”, adverte Sérgio Henrique Pereira Marques, gerente de pós vendas da Citröen Vitesse de Uberlândia.

Já as lonas e os discos são itens menos exigidos pelo veículo e apresentam vida útil um pouco maior, mas nem por isso podem ser esquecidas. Das peças que compõem o sistema de freios, elas podem durar mais ou menos de acordo com as variações no desgaste de cada carro, das condições das estradas em que o automóvel trafega ou a maneira em que o motorista dirige. “O condutor do veículo que anda sempre com o pé no freio e fica o dia inteiro no trânsito, certamente terá de fazer manutenção antes daquele motorista que circula somente em rodovias, onde não há congestionamentos”, diz Sérgio, que revela ainda que “o movimento de check ups automotivos na agência cresce mais de 30% nesta época de fim de ano.

Como sempre, o brasileiro deixa tudo para última hora e às vezes não tem surpresas muito agradáveis quando decide fazer a manutenção antes de pegar a estrada. Nestes três anos que trabalho aqui, sempre notei que as pessoas buscam estes serviços em cima da hora, em feriados prolongados, Natal e réveillon e acabam gastando mais porque não pensaram em fazer a conservação prévia do dia-a-dia ”.

Óleos minerais, velas e radiador

Outro item do carro que deve ser revisado são as velas, mas é importante frisar que a durabilidade varia de acordo com o carro. Mecânicos sugerem que o motorista revise este item a cada 15 mil quilômetros rodados, pois velas sujas fazem o motor perder rendimento, diminuir o desempenho e aumentar o consumo de combustível.

Já o óleo mineral perde suas características com o tempo e uso, comprometendo o motor e atenuando sua vida útil. Especialistas indicam que os fluídos dessa categoria devem ser trocados a cada três ou cinco mil quilômetros e os sintéticos, a cada 10 mil quilômetros. E na ocasião da troca de óleo, “por precaução, o filtro de ar e de combustível também devem ser verificados - geralmente eles duram cerca de 15 mil quilômetros. Se o filtro de combustível entupir - fato comum considerando a má qualidade da gasolina nos dias de hoje -, o motor, simplesmente, não funcionará”, alerta o gerente de pós vendas.

Enquanto isso, o sistema de arrefecimento do veículo também deve ser checado com freqüência. A maioria dos aditivos de radiador oferecidos no mercado precisam ser mudados a cada 15 mil quilômetros (na proporção 50% de água e 50% de fluído). Indica-se isto porque eles possuem elementos químicos que evitam o entupimento do sistema e protegem o motor do superaquecimento, aumentando a vida útil das mangueiras e impedindo que a bomba d’água enferruje. Então é melhor pensar bem: o aditivo custa cerca de R$ 30,00 cada; já a bomba d’água R$150,00. Melhor fugir dessa dor de cabeça e do rombo no seu orçamento (programado para gastar com as merecidas férias).

Pneumáticos

Pouca gente sabe, mas uma vez por semana, os pneus devem ser calibrados de acordo com a pressão recomendada pela montadora. Ao trafegar com a calibragem adequada, o condutor prolonga a vida útil do pneu, melhora o desempenho do carro e evita as famosas dores nas pernas e na coluna (já que quando os pneus ficam vazios, fazem o automóvel ficar pesado e difícil de manejar). Lembre-se: calibrá-los não custa nada, enquanto o preço de um pneu aro 14 custa em média R$ 300,00 ou mais. “E é bom não se esquecer do rodízio - troca dos dianteiros pelos traseiros e vice-versa -, que promove um desgaste uniforme nos pneus”, relembra Marques.

Balanceamento

“É recomendado, também, que o motorista faça alinhamento e balanceamento pelo menos a cada 10 mil quilômetros rodados ou quando sentir o volante vibrar. Estas ações não têm vida útil. Você pode ter acabado de alinhar e balancear o veículo e cair em um buraco, o que torna necessário fazer o serviço novamente”, conta o gerente. “Além disso, em alguns casos, com a situação caótica de nossas estradas, muita gente precisa fazer este serviço com 5 mil quilômetros rodados”, reitera.

29/12/2008
Janaína Sorna
Serifa Comunicação - Assessoria de Imprensa
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