Rock-Cordel
promove shows de três bandas e palestra sobre os 10 anos de criação
do Festival ForCaos
FORTALEZA, 04.07.2008
- Na segunda quinzena de julho, um dos mais tradicionais eventos de rock
em Fortaleza completa
dez anos de existência. O ForCaos
foi pensado como opção ao Fortal, micareta local que deixava
reféns os roqueiros alencarinos.
O evento roqueiro teve
suas três primeiras edições
realizadas no saudoso Casarão Cultural, templo do rock fortalezense
no final dos anos 1990 e início de 2000, organizado pela Associação
Cultural Cearense do Rock (ACR). O festival ganhou visibilidade nacional,
apoio e reconhecimento do poder público.
Desde então, grupos de diversas regiões do País se
apresentam no evento. Paralelo às apresentações, acontecem
discussões que tratam de políticas culturais e música
independente, entre outras temáticas ligadas ao universo do rock,
enquanto estilo de vida e transformação sócio-cultural.
A experiência será relatada amanhã (sábado,
5), em debate às 17 horas, no cineteatro do Centro Cultural Banco
do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - fone:
(85) 3464.3108) pelo músico e sociólogo Amaudson Ximenes,
que também preside a ACR.
Nesta edição do programa Rock-Cordel, a programação
abrange a exibição de videoclipes de bandas locais (13h),
a palestra sobre os 10 anos de ForCaos (17h), com o músico, sociólogo
e presidente da ACR, Amaudson Ximenes, além das apresentações
das bandas Concepção Errada (15h), Dafny (16h) e Vitoriano
(18h).
Concepção
Errada (15h)
O grupo Concepção Errada foi criado em 2006, através
pelo baterista Flávio "Gigas" e o baixista Daniel Bezerra.
O som da banda passeia por várias vertentes do rock tendo como principais
influências grupos como Ultraje a Rigor e Chico Science, aliados
ao peso do hardcore e heavy metal.
Além disso, já se apresentaram em eventos de surf e esportes
radicais em Fortaleza na praia da Taíba. A formação
atual é composta: Flávio "Gigas" (bateria), Daniel
Bezerra (baixo) e Ivo Gotardo (guitarra) e Jean Sartre (guitarra).
Dafny (16h)
A banda iniciou em
2003, como cover da banda norte-americana Nirvana. Entretanto, um ano
depois, o grupo avançaria para e começava
a compor um trabalho autoral baseado no punk-rock dos anos 1980, tendo
como principais influências as bandas Inocente e Calibre 12. O nascimento
de Raissa Dafny em 2004, filha do vocalista Jorge, reforça a nova
fase da banda e inspira o nome da banda.
Além do mais, a Dafny trabalha em suas letras temáticas
ligadas à política, à religião, os relacionamentos,
os desafetos e as problemáticas sociais, temas comuns aos grupos
advindos das periferias de Fortaleza. O quinteto encontra-se em pleno processo
de divulgação do videoclipe da música "Fome",
que vem sendo difundido na Internet. A formação atual: Jorge
Costa (vocal), Gerson Costa (baixo e vocal), Samuel Oliveira (guitarra
e vocal), Thiago (guitarra e vocal) e Anderson Fernandes (bateria e vocal).
Vitoriano (18h)
Vitoriano traz à tona um mundo de contradições e
desencontros, vivenciado na lavoura do ofício de músico e
derramado em seu estilo de cantar e representar a canção,
que se funde claramente com a sua própria personalidade, regada
de humor e ironia, de amor e escárnio, e movida principalmente pela
necessidade de fazer música e pela urgência em comunicar-se
e interagir com o outro.
Prestes a lançar o seu álbum de estréia como artista
solo, Vitoriano, que é compositor e vocalista da banda Alegoria
da Caverna, mostra nesta nova empreitada uma outra face de seu trabalho
como criador musical, onde faz um convite para a partilha de um trabalho
cru e intimista, para a atenção à nudez do olhar sobre
o cotidiano, e para a audição da ressonância de um
universo sonoro peculiar ao seu arado no terreno da música.
Influenciado por todo
o cancioneiro popular brasileiro, passando por malditos profetas Raul
Seixas e malucos poetas
como Arnaldo Baptista, Sérgio
Sampaio e Tom Zé, até trovadores solitários como Bob
Dylan, Neil Young e Tom Waits, Vitoriano amassou o pão da sobra
dos grandes compositores e soltou na fornalha da sua guitarra, imprimindo
a sua impressão pessoal para a apreciação geral.
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