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Antonio Cruz / ABr |
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Manaus
- O superintendente adjunto da Suframa, Elilde Menezes,
o coodenador Manoel Malheiros Tourinho, da UFRA, e Fernando
Galembeck, da Unicamp, durante palestra sobre a pesquisa
científica e a indústria, na 61ª
Reunião Anual da SBPC |
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Leia
mais em:
61ª
Reunião Anual da SBPC |
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Pesquisador defende
aproximação entre ciência e indústria
quinta-feira, 16 julho, 2009 17:28
Luana Lourenço
Enviada Especial
Manaus - O professor Fernando
Galembeck, do Instituto de Química da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp), defendeu hoje (15) a aproximação
entre ciência e indústria. “Não
dá para pensar em pesquisa científica desvinculada
do contexto”, afirmou Galembeck em debate durante
a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciência (SBPC).
Segundo Galembeck, que
desenvolve pesquisas aplicadas para a indústria química,
as universidades, as empresas e os governos perdem oportunidades
por falta de parcerias e de estratégias para desenvolvimento
e inovação.
O pesquisador acredita que o
investimento em pesquisa aplicada deve ser prioridade nos
planos de desenvolvimento de ciência e tecnologia.
Para ele, a conexão entre instituições
de pesquisa e a indústria poderia tornar o país
mais competitivo e desenvolver áreas em que ainda
há dependência de outros países, como
fármacos, equipamentos para telecomunicações
e tecnologias da informação.
“Existe a ideia de que
a ciência não tem a aprender com as empresas,
a ideia de que o fluxo é academia-atividade industrial.
E não é bem assim. É um caminho de
duas mãos”, argumentou. De acordo com o pesquisador,
muitas vezes, boas ideias surgem de problemas práticos
encontrados nas empresas, “e não na leitura
de papers [artigos científicos]”.
Galembeck acredita que o Brasil
pode liderar a “transição global para
uma era do pós-petróleo”, mas ressalta
que é necessário definir com clareza onde
se quer investir conhecimento e recursos. “Muito dinheiro,
discursos e boa-vontade não criam realidades sem
bons planos e estratégias”, argumentou.
Agência
Brasil