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Unesp
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Instituto
de Pesquisas Meteorológicas, da Unesp-Bauru,
realizará até o dia 1º de setembro,
em Ourinhos (SP), experimentos sobre o impacto de queimadas
na atmosfera |
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Efeitos
das queimadas
quinta-feira,
26 agosto, 2010 19:25
Agência
FAPESP
O Instituto de Pesquisas
Meteorológicas (IPMet), da Universidade Estadual
Paulista, em Bauru (SP), realizará até o dia
1º de setembro experimentos sobre o impacto de queimadas
na atmosfera, na unidade de Ourinhos (SP).
O trabalho, que teve
início na última terça-feira (24/8),
utiliza equipamentos do instituto, disponíveis nos
campi de Bauru e Presidente Prudente (SP), e do Instituto
de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), da Universidade
de São Paulo (USP). O grupo fará a varredura
de uma área com raio de 450 quilômetros a partir
da posição do Laboratório de Monitoramento
Ambiental (Lapam).
O IPMet é uma
unidade complementar da Unesp apoiada pela FAPESP desde
seu início, na década de 1970. A partir de
1982, com auxílio da Fundação, o instituto
passou a dispor de um sistema central de processamento para
trabalhos de pesquisa, processamento e disseminação
de dados e produtos de radar.
O novo estudo, que é
coordenado pelo físico e meteorologista Gerhard Held,
do IPMet, tem o objetivo de compreender os efeitos das queimadas
da palha de cana, como as alterações nas propriedades
químicas e físicas da atmosfera.
O experimento utilizará
diversos aparelhos do laboratório, como o Light Detection
and Ranging (Lidar) – que por meio de feixes de raios
laser mede os aerossóis na atmosfera – e o
Sonic Detection And Ranging (Sodar), que mede os perfis
verticais do vento em três dimensões, por meio
da emissão de ondas de som.
Serão utilizadas
ainda radiossondas para obtenção de variáveis
meteorológicas até 25 quilômetros de
altitude, além de amostradores de gases e partículas
para atmosfera e cinco estações meteorológicas
automáticas.
As queimadas no interior
do Estado de São Paulo têm como uma das principais
causas a produção sucroalcooleira. Os meses
do inverno são mais propícios para a realização
dessa pesquisa, por causa da intensificação
das queimadas pela colheita de cana-de-açúcar
e pela ausência de chuvas que mantêm as partículas
em suspensão no ar.
Mais informações:
www.unesp.br