quinta-feira, 7 janeiro, 2010 16:51
Contatos
de 4º grau
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Assista
o Programa Cinema
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Ficha
Técnica
Diretor:
Olatunde Osunsanmi
Elenco: Milla Jovovich, Elias Koteas, Will Patton,
Corey Johnson, Enzo Cilenti, Hakeem Kae-Kazim, Daphne
Alexander, Alisha Seaton.
Produção: Paul Brooks, Joe Carnahan,
Terry Robbins
Roteiro: Olatunde Osunsanmi, Terry Robbins
Fotografia: Lorenzo Senatore
Trilha Sonora: Atli Örvarsson
Duração: 98 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Gold Circle Films / Dead Crow Productions
/ Focus Films / Fourth Kind Productions
Classificação: 16 anos. |
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Logo no início
de Contatos de 4º Grau a atriz Milla Jovovich faz
uma apelação ao público e explica
que a partir daquele momento o que vamos ver são
experiências reais com abduções. Ela
diz que é um filme baseado em fatos que aconteceram
de verdade, com boa parte das imagens e áudios
contidos na produção que foram arquivados
e que estão presentes neste longa.
Ao se levar por esse
recadinho da atriz o espectador, já com a mente
voltada a acreditar em tudo que vai assistir, começa
a ver uma entrevista de uma psicóloga com a aparência
de uma pessoa demente e totalmente transtornada, que supostamente
é real. Ela fala de experiências que teve
com alienígenas envolvendo seus pacientes e sua
família. À medida que a Dra. Abigail Tyler
relata o que aconteceu em sua vida, o filme é construído
em cima desse relato. Como ela conta a história
em uma emissora de televisão, acaba também
narrando tudo, já que boa parte de suas falas é
coberta com imagens do que supostamente aconteceu. Isso
funciona muito bem, pois dá um ar de realidade
à produção.
Quando vemos que essas
experiências são ao mesmo tempo interpretadas
pelos atores e, com uma tela dividida, assistimos o que
aconteceu na vida "real", o filme se torna interessantíssimo,
já que até os primeiros momentos tudo parece
mesmo real.
E são exatamente
esses elementos "reais" que dão a obra
escrita e dirigida por Olatunde Osunsanmi um caráter
sombrio e aterrorizador.
Essa técnica
é usada em boa parte da projeção
e dá certo, pois através das imagens supostamente
arquivadas começamos a acreditar que aquilo realmente
é possível. Apenas achei que os atores,
que são ótimos profissionais, exageraram
nas caras e bocas nos momentos que interpretavam as abduções
já que com a imagem "real" ao lado, é
perfeitamente possível ver que os pacientes, apesar
de estarem desesperados, não faziam tantas expressões
faciais como a dos personagens.
Até aí
tudo bem. O filme nos deixa curiosos e atentos com o que
vemos. Mas... (SE VOCÊ
NÃO VIU, O QUE SEGUE PODE ESTRAGAR AS SURPRESAS)
Contatos de 4º
Grau foi taxado de uma produção apelativa,
mentirosa e enganativa. O filme levantou suspeitas e logo
surgiram investigações que supostamente
comprovaram que tudo não passava de uma boa farsa.
Não existe nem nunca teria existido nenhuma Dra.
Abigail Tyler clinicando no Alaska e os sites sobre suas
supostas pesquisas teriam sido todos inventados e colocados
no ar pouco tempo antes da estreia do filme, como parte
de uma campanha publicitária. E, para piorar, a
Universal Pictures, produtora do filme, teria se recusado
a comentar o caso.
Analisando depois
dessa premissa, algumas coisas parecem não bater.
A Dr. Abigail, apesar de ter uma aparência de uma
louca, se mostra totalmente lúcida e segura durante
a sua entrevista. Os pacientes da suposta vida real nem
gaguejam diante de tudo o que acontece nas gravações.
A língua dos E.T.s é o dialeto sumério.
Não seria algo tão primitivo para um raça
teoricamente mais evoluída que os "terráquios"?
Há notícias de que Contatos de 4º Grau
provocou protestos dos próprios moradores, que
se viram desrespeitados pelo filme.
Enfim, se for verdade
Contatos de 4º Grau se torna um bom filme. Se for
mentira... Um caso de Procon!
Nota
7 (pela produção cinematográfica)