sexta-feira, 7 maio, 2010 11:10
Chico
Xavier
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o Programa Cinema
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FICHA
TÉCNICA
Direção:
Daniel Filho
Roteiro: Marcos Bernstein
Elenco: Nelson Xavier (Chico Xavier), Cássia
Kiss (Iara), Letícia Sabatella (Maria), Giulia
Gam (Rita), Tony Ramos (Orlando), Ângelo Antônio
(Chico Xavier), Giovanna Antonelli (Cidália),
Christiane Torloni (Glória), Matheus Costa
(Chico Xavier) |
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Existem filmes que
fazem muito sucesso nos cinemas até antes mesmo
de serem exibidos, principalmente por causa do marketing
que é feito em volta deles. Chico Xavier é
mais uma dessas produções que antes da estréia
já era sucesso garantido de bilheteria. E tinha
mesmo tudo pra ser.
Um filme sobra a vida
de um dos maiores médiuns do mundo, dirigido por
Daniel Filho e estrelado por um grande elenco que inclui
nomes como os de Nelson Xavier, Ângelo Antônio,
Tony Ramos e Christiane Torloni só podia ter como
resultado o sucesso.
Mas talvez esse seja
um dos grandes problemas de Chico Xavier, como acontece
em diversos filmes em que se cria muita expectativa. Confesso
que não achei tudo isso que as pessoas vêm
falando à respeito dessa produção.
Não que o filme seja ruim. Pelo contrário,
é bem interessante. Mas também está
longe de ser um excelente filme.
Talvez para os espíritas
ou para os que se identificam com essa religião
o filme realmente seja fantástico. Mas minha análise
não é feita pelo lado religioso e sim cinematográfico.
Portanto nas próximas linhas faço minha
crítica em relação ao filme Chico
Xavier e não ao médium Chico Xavier.
Primeiramente, por
ser um jornalista de Uberlândia (cidade vizinha
a Uberaba, onde o médium viveu muitos anos), acredito
que o filme se perdeu muito ao destacar mais a infância
e juventude de Chico em São Leopoldo ao invés
de focar seus principais atos na época em que o
médium já estava praticando suas caridades
e ensinamentos, em sua fase mais adulta, mais experiente,
que foi quando ele ficou mais conhecido por suas atitudes.
O filme mostra isso
de uma forma muito resumida, se limitando apenas na entrevista
que foi usada como "narração"
de todo o longa. É claro que essa fórmula
já deu certo antes no cinema brasileiro em filmes
como "Os 2 Filhos de Francisco" e do recente
"Lula - O Filho do Brasil". Mas nesses dois
exemplos havia histórias interessantes a serem
contadas no período da infância e adolescência
dos personagens principais, o que acredito não
ser o caso de Chico.
Apesar de ter um grande
elenco, achei que colocaram atores conhecidos demais e
com isso apenas poucos se destacaram. Em minha opinião
apenas os três que interpretaram o médium:
Nelson Xavier que ficou idêntico ao Chico, Ângelo
Antônio que pra mim faz a melhor atuação
e o bom ator mirim Matheus Costa. Nem mesmo Tony Ramos
e Christiane Torloni conseguem uma apatia com o público
através de seus personagens. O casal de atores
parece não ter uma química capaz de convencer
os espectadores. Já André Dias, que intrepreta
o guia espiritual de Chico, não fez um bom trabalho.
Tive a imprensão de que era um menino sem responsabilidade
que falava com Chico, o que acredito não ser o
que supostamente acontecia na vida real.
Por outro lado, gostei
da fotografia do filme que explora bem a simplicidade
das pequenas cidades mineiras, o nosso cerrado, as cachoeiras
e a velha Maria Fumaça.
Como você pode
notar, pra mim faltou explorar mais o que realmente Chico
Xavier foi e representou não só para o espiritismo,
mas para o mundo como exemplo de homem bom e caridoso.
Mas de uma forma geral, Chico Xavier (O filme) merece
ser visto sim. Tem suas partes cativantes e emocionantes
e mesmo sem caráter religioso, serve pelo menos
como cultura, como conhecimento da vida desse líder
espiritual que encantou ou polemizou o mundo com seus
ensinamentos.
Nota
6