terça-feira, 11 maio, 2010 12:51
Alice
No País das Maravilhas
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FICHA
TÉCNICA
Diretor: Tim Burton
Elenco: Mia Wasikowska, Johnny Depp, Michael Sheen,
Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Matt Lucas,
Alan Rickman, Christopher Lee, Crispin Glover, Stephen
Fry
Produção: Richard Zanuck, Joe Roth,
Jennifer e Suzanne Todd
Roteiro: Linda Woolverton
Fotografia: Dariusz Wolski
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Fantasia
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Classificação: 10 anos |
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Tim Burton cria uma
boa versão para a história, mas o filme
é cansativo!
Sinopse
Aos
19 anos, Alice (Mia Wasikowska) volta ao País das
Maravilhas, fugindo de um casamento arranjado. No mundo
mágico, ela reencontra os personagens estranhos,
como o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), a Rainha Branca
(Anne Hathaway) e a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter),
inspirados na obra de Lewis Carroll. É nessa jornada
fantástica que a jovem tentará encontrar
seu verdadeiro destino e acabar com o reino de terror
da Rainha Vermelha.
Sempre fui fã
dos filmes dirigidos por Tim Burtom já que ele
sempre coloca nas telonas filmes diferentes dos convencionais.
É um cineasta que utiliza tons sombrios em praticamente
todos as suas produções e isso me atrai
já que sai do processo comum do cinema. E mais
uma vez Tim Burton repete essa caracteristica em Alice
No País das Maravilhas. Ele conseguiu fazer uma
versão totalmente diferente e cheia de efeitos
especiais de uma história infantil bastante conhecida
em todo o mundo.
Plasticamente falando,
o filme é sem dúvida uma obra de arte. Os
elementos que Burton coloca na produção
são fantásticos. Os cenários, mesmo
criados por computador, dão a idéia de que
Alice realmente está num mundo diferente sem saber
se está sonhando (ou tendo um pesadelo) ou se aquilo
tudo acontece de verdade. Mesmo dando destaque ao lado
obscuro, desta vez o diretor usa muito as cores que dão
o contraste ao tom acinzentado da fotografia do filme.
E isso é bem interessante.
Mas confesso que esperava
mais de Alice no País das Maravilhas. É
aquela velha história da campanha de marketing
ser melhor que o próprio filme. Cria-se uma expectativa
tão grande antes da estréia e depois vêm
as frustrações. Nesse caso, nem foram tantas.
Mas digamos que o filme não é tudo aquilo
que pensei que fosse. É bom, mas tem várias
falhas em minha opinião. Uma delas é o roteiro
que em alguns momentos se torna cansativo. Parece que
a história não se desenvolve e apesar de
o filme sempre estar cheio de efeitos e personagens interessantes,
parece parado demais.
Outro problema que
vi são as interpretações dos ótimos
atores do filme. Parece que eles não encarnaram
bem seus personagens, que num caso como este, seria fundamental,
já que estes personagens são cheios de características
próprias e marcantes. Nem mesmo Johnny Deep conseguiu
fazer do Chapeleiro Maluco um marco do cinema como ele
o fez com o inesquecível capitão Jack Sparrow
de Piratas do Caribe.
Mas sem dúvida
esta é uma boa versão para um dos contos
mais conhecidos e apesar das falhas ainda continuo sendo
fã de Tim Burton. A cena final do filme, em que
as duas rainhas se confrontam com seus respectivos exércitos
e o dragão que vai atrás de Alice é
um dos grandes momentos da produção. Poderia
ser melhor? Sim. Mas tá de bom tamanho!
Nota
7