domingo, 6 junho, 2010 15:20
Robin
Hood
É lamentável
ver como um filme baseado em uma das histórias
mais conhecidas em todo o mundo, que é amplamente
divulgado em uma intensa campanha de marketing, que apela
para a propaganda da direção de Ridley Scott
e do elenco com Russel Crowe e Cate Blanchet, seja tão
fraco e descepcionante. É exatamente isso que achei
dessa nova versão de Robin Hood, que nesse caso
nem é o herói que a gente conhece ainda,
mas que também, do jeito que foi explorado, nem
parece que vai ser.
Como a história
de Robin Hood já foi contada dezenas de vezes nas
telonas (até mesmo em um filme dos Trapalhões)
e vividas por grandes nomes de Hollywood como Sean Connery
e Kevin Costner, os roteiristas desse novo longa resolveram
contar as origens desse herói. Mas o resultado
é lastimável. A história levanta
várias premissas, mas fica tudo solto no ar e nenhuma
delas concistente a ponto de atrair a atenção
do público. O filme é entediante e cansativo.
Parece que nunca vai terminar. Uma história que
parece que se arrasta nas telas e nos puxa, arrastando,
junto a ela.
A direção
de Ridley Scott é um fracasso. Ele não consegue
nem dar aos personagens algo de novo, de atrativo, de
interessante para que seu ótimo elenco possa conseguir
fazer algo melhor. Pelo que eu saiba, Robin Hood é
um arqueiro e arqueiros usam arco e flecha, não?
Pois é, nessa nova versão parece que esqueceram
disso. Apenas nno início do filme e no fim vemos
uma ou duas cenas rápidas de Robin usando essa
arma. Neste filme parece que ele prefere a espada e até
um machadinho.
Falando em atuações,
nada também presta. Um elenco de grandes nomes,
mas que nesse filme não passa de nomes. Nunca vi
um Robin Hood tão inespressivo como o de Russel
Crowe. Parece mais o Gladiador brutamontes no meio da
floresta, do que aquele que personagem que estamos acostumados
a ver nos filmes anteriores, cheio de energia, alegre
e que nos traz grandes avanturas e romantismo. Crowe parece
que estava com depressão ao interpretar. E Cate
Blanchet parece que foi contaminada com esse problema
também. Uma de suas piores atuações
em minha opinião. Mark Strong encarna outro vilão.
Aliás, ele virou especialista nisso né!
Mas o problema é que o vilão parece ser
o mesmo de outros filmes. É a mesma cara, as mesmas
expressões que em Sherlock Holmes, Rede de Mentiras,
RocknRolla. Parece que ele só troca de roupa.
Em alguns momentos
o filme chega a beirar o ridículo. Como as trapalhadas
sem graças de todos os reis do filme que parecem
mais bobos da corte. E a paixão de Robin Hood pela
viúva Lady Marion? Num momento ela o odeia e na
cena seguinte eles já estão falando "eu
te amo" um para o outro. Pior é ela aparecendo
no grande conflito final com um bando de crianças
para entrar no meio de um conflito cheio de gente disposta
a matar ou morrer. Isso no mínimo é exemplo
de irresponsabilidade. Já pensou se na época
da história contada no filme já existissem
conselhos tutelares?
As únicas coisas
boas deste Hobbin Gladiador Hood são os efeitos
especiais (que também não são os
melhores já vistos nos cinemas) e a fotografia.
Nota
3