quinta-feira, 12 janeiro, 2012 10:54
Imortais
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Divulgação |
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Assista
o Programa Cinema
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Ficha
técnica
Diretor: Tarsem Singh
Elenco: Henry Cavill, Stephen Dorff, Isabel Lucas,
Freida Pinto, Luke Evans, Kellan Lutz, John Hurt,
Mickey Rourke
Produção: Mark Canton, Ryan Kavanaugh,
Gianni Nunnari
Roteiro: Charles Parlapanides, Vlas Parlapanides
Fotografia: Brendan Galvin
Trilha Sonora: Trevor Morris
Duração: 110 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Universal Pictures / Relativity
Media / Atmosphere Entertainment MM / Hollywood
Gang Productions |
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E mais uma vez abro
uma crítica com um bordão que costumo usar:
"grandes expectativas podem trazer grandes decepções".
Com Imortais também foi assim, infelizmente.
Assistindo aos trailers
do filme e acompanhando a imensa campanha publicitária
feita antes da estréia, que incluía os dizeres
"dos mesmos diretores de 300", nada nos resta
que esperar um bom filme. Mas para minha tristesa, o sucesso
de 300 não se repetiu desta vez. E de uma forma
geral, Imortais não me agradou.
O filme mostra que o Rei Hipérion declarou guerra
contra todo o mundo grego e, para reforçar seu
exército, ele tentará libertar os Titãs
presos por Zeus no Monte Tártato. A fim de detê-lo,
Zeus escolhe Teseu, um mortal que, com a ajuda de uma
bela sacerdotisa, comandará o exército grego
nessa batalha épica.
Esta é mais uma das inúmeras produções
que vêm sendo feitas no cinema que exploram os personagens
da mitologia grega, o que em minha opinião já
está extremamente batido. Mas já que os
cineastas insistem em ganhar dinheiro com Zeus, Atenas,
Poseidon e companhia LTDA, a gente acaba assistindo mais
uma dessas histórias que mostram a guerra entre
os humanos, que no fim estes poderosos deuses acabam interferindo
nessa briguinha sem nexo.
E bota sem sentido nisso. O roteiro de Imortais é
horrível. O Rei Hipérion quer dominar a
grécia, mas sem nenhum sentido e estratégia,
tenta isso apenas pra ser o todo poderoso. E nesse caso
nem mesmo o ótimo ator Mickey Rourke salva o personagem.
Aqui Rourke não consegue uma boa atuação
já que se limita a matar, inclusive os seus próprios
seguidores. Depois me inventam uma história de
um tal de Arco de Épiro que é o objeto mais
desejado pelos mortais, já que ele daria a seu
dono um poder de destruição incrível.
Mas após todas as explicações sobre
o tal arco, quando ele finalmente é encontrado
pelo mocinho da história, um lobo o toma dele e
leva o objeto pro rei malvado que também nem o
usa muito.
O personagem principal é interpretado por Henry
Cavill, que é também o novo Superman. Mas
Teseu também não é lá essas
coisas. Não se importam em construir uma história
em torno dele que realmente agrade, para que o público
se envolva no seu sofrimento, na sua luta e na sua glória.
Teseu não é explorado e também se
limita a matar quem encontra pelo caminho, com golpes
de lanças e espadas. Freida Pinto, que mesmo sem
muitas expressões fez razoáveis trabalhos
em Quem Quer Ser Um Milionário e Planeta dos Macacos
- A Origem, não atua bem interpretando um oráculo.
Se existisse um cigano Igor feminino, nesse caso seria
ela neste filme.
A indecisão dos deuses em interferir na guerra
dos humanos é outra ladainha. Eles se reúnem
o tempo todo no céu pra tomar uma decisão
e aquilo fica numa enrolação danada.
O filme se resume em bons efeitos especiais, mas em minha
opinião chegam a ser exagerados em algumas partes.
A composição do cenário é
muito artificial e é notável que aquele
mundo grego foi todo construído na tela de um computador.
A luta entre os deuses e os titãs no fim é
talvez o melhor da produção. Este confronto
é bem detalhado em algumas partes em câmera
lenta, no famoso e usadíssimo efeito Bullet Time
de Matrix. O encerramento da produção revelando
o desfecho da história com o herdeiro de Teseu
também é legal. E tudo leva a crer que a
próxima batalha será no céu mostrando
que vem por aí uma continuação. É,
já que a guerra na terra não foi lá
essas coisas, quem sabe no alto das nuvens a história
melhore. Tenho minhas dúvidas.
Nota
4
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