Ano da França no Brasil
fomenta integração de artes em Festival de
Ópera do Amazonas
terça-feira,
26 maio, 2009 16:26
Maestros e público aplaudiram
a parceira entre os governos dos dois países e comemoraram
a tradição artística francesa de dar
margem à integração cultural
O Festival Amazonas de Ópera, já inserido
no calendário internacional de música erudita,
teve um importante aporte cultural este ano, em sua 13ª
edição. De acordo com o diretor artístico
do programa, Luiz Fernando Malheiro, o arranjo das montagens
apresentadas, todas de autoria de mestres franceses, foi
mais integrador do que em anos anteriores. “A tradição
de Saint-Saens e Debussy, por exemplo, permitiu que diversas
manifestações artísticas pudessem ser
apresentadas de modo conjunto, como a dança, o teatro
e a orquestra”, enfatizou, ressaltando o papel a parceria
franco-brasileira na montagem das encenações
líricas.
Os trabalhos de cênica e produção, realizados
por Caetano Vilela e Marcos Apollo Muniz, respectivamente,
propiciaram a tradução dos clássicos
para uma linguagem contemporânea. De acordo com Thérèse
Aubreton, uma das coordenadoras das atividades artísticas
no Amazonas em comemoração ao Ano da França
no Brasil, as articulações foram feitas com
antecedência e isso propiciou um trato mais efetivo
das tradições francesas no âmbito artístico.
“Eu traduzi grande parte das montagens que estão
sendo encenadas no Festival, que comemora a inserção
francesa no Brasil por meio das óperas de Berlioz
e Bizet, por exemplo. Posso dizer que foi algo muito motivador”,
destacou.
O regente francês Laurent Campellone, convidado para
participar de Os troianos, encenada na noite do último
domingo (24) no Teatro Amazonas, destacou o caráter
agregador das execuções do 13º Festival
de Ópera. “Senti que houve uma relação
muito próxima, de energia e otimismo, com os músicos
e produtores. Para mim, foi um privilégio conhecer
um pouco da cidade, da cultura brasileira, trabalhando com
esses profissionais”, avaliou ele, referindo-se ao
processo de construção das encenações
de 2009, que privilegiaram a parceria França-Brasil.
“Espero que o amor utópico das obras francesas
encenadas no Festival seja compreendido pelo público”.
O ator e professor de artes cênicas Rodrigo Langbeck
levou a mãe para assistir à ópera Os
troianos, com quase cinco horas de duração.
“A questão é a democratização
das artes. Imagine assistir a uma montagem de Berlioz em
Manaus”, disse ele. “Abrir espaços para
novas interpretações e linguagens culturais
é importante”, afirmou.
A professora universitária Socorro dos Santos falou
sobre a programação e a ênfase que a
organização do festival deu às questões
artísticas franceses em 2009. “Conheço
o cine noir e é só. É a oportunidade
para entender melhor até mesmo a linguagem francofônica
no teatro lírico”.
O músico Anderson Barros, trombonista da Orquestra
Experimental da Amazonas Filarmônica, afirmou que
a tradição romântica das óperas
francesas é o que mais chamou atenção
no programa do Festival. “Para nós, músicos,
o Ano da França no Brasil foi importante porque éramos
acostumados com autores alemães e italianos, mas
nunca tínhamos tocado nada dos franceses. Tivemos
de ler muito sobre essas montagens e seus autores. Creio
que a experiência gerada foi essencial em nossa formação”,
explicou o trombonista.
Sobre a montagem
Os Troianos é uma ópera com cinco atos ambientados
na antiguidade. Trata sobre o Cavalo de Troia, ofertado
pelos gregos, em um ato de rebelião. A montagem,
referente à 13ª edição do Festival
de Ópera do Estado, aconteceu das 18h às 23h,
no Teatro Amazonas, localizado no Centro de Manaus.
Em 31 de maio, a ópera A Vida Parisiense (Jack Offenback)
encerra a programação. Ela será encenada
na Praça São Sebastião, centro da capital
amazonense, para um público estimado em 15 mil pessoas.
Sobre o Ano da França no Brasil em Manaus
O 13º Festival de Ópera do Amazonas, que homenageia
autores e obras francesas por conta do Ano da França
no Brasil, começou a ser pensado em 2007, quando
Thérèse Aubreton, coordenadora da Escola Aliança
Francesa em Manaus, conversou com o maestro Luiz Fernando
Malheiro, coordenador do evento, acerca de uma programação
específica para a data.
Os contatos com os maestros franceses convidados, dentre
eles Laurent Campellone, começaram a ser feitos desde
então. De acordo com a direção do festival,
o trabalho foi organizado para propiciar ao público
uma mostra significativa das peças francesas de maior
impacto e importância.
O Ano da França no Brasil em Manaus prossegue até
o mês de outubro, com exposições, cineclubismo,
mostras fotográficas e de artes visuais.
Parceria
Resultado de uma parceria dos governos dos dois países,
após o sucesso do Ano do Brasil na França
em 2005, o Ano da França no Brasil tem como objetivo
contribuir para a consolidação das relações
bilaterais do ponto de vista cultural, acadêmico e
econômico. Para tanto, foram chancelados cerca de
700 projetos para o calendário oficial do Ano, inaugurado
em 21 de abril com um espetáculo pirotécnico
na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, e será
encerrado em 15 de novembro.
A elaboração do projeto é responsabilidade
do Ministério da Cultura, do Ministério das
Relações Exteriores do Brasil, do Ministério
da Cultura da França, do Ministério dos Assuntos
Exteriores e Europeus francês e da CulturesFrance,
agência do governo francês para assuntos de
cooperação cultural.
Os patrocinadores do Ano da França no Brasil (http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/)
são:
Comitê de patrocinadores franceses:
Accor,Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara
de ComércioFrança-Brasil, Dassault, DCNS,
EADS, GDF SUEZ, Lafarge, Airfrance, PSAPeugeot Citroën,
Renault, Saint -Gobain, Safran, Thales, Vallourec.
Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Bradesco, Oi, Fiat, Grupo Pão de Açúcar,
Santander, SESC,Serpro, BNDES, Centro Cultural Banco do
Brasil, Caixa, Correios,Infraero, Eletrobrás, Petrobrás.
Parceria e realização:
TV5, Ubifrance, Aliança Francesa, Culturesfrance,
Republique Française,TV Brasil, Ministério
das Relações Exteriores, Ministério
da Cultura,Governo Federal do Brasil.
SERVIÇO:
XIII Festival Amazonas de Ópera
Os Troianos – Hector Berlioz
Direção Musical e Regência: Laurent
Campellone (França)
Direção Cênica e Iluminação:
Caetano Vilela (Brasil)
Cenários: Renato Rebouças (Brasil)
Figurinos: Olintho Malaquias (Brasil)
Coreografia: Jorge Garcia (Brasil)
Apresentações: 24, 26 e 28 de maio
Teatro Amazonas – Manaus (AM)
Praça São Sebastião, S/N Centro –
Manaus (AM) - Brasil
Telefone: (92) 3622-1880/ 2420
Horário: Domingo (24), terça (26) e quinta
(28), às 18h
Ingressos: entre R$ 10 e R$ 80 (inteira) – estudantes
e idosos têm direito a meia-entrada
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro
Amazonas ou por meio do site www.bestseat.com.br
Patrocínio: Bradesco
Apoio: Petrobras
Entrelinhas
Comunicação - Assessoria de Imprensa