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Glauber Queiroz
 
   
  Evento que faz parte do Ano da França no Brasil apresenta trabalhos inéditos que aliam design, tecnologia e sustentabilidade  
 
 
 

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Ano da França no Brasil

 

Brasília recebe a exposição Saint-Étienne, Cidade do Design

quarta-feira, 15 julho, 2009 14:43

Evento que faz parte do Ano da França no Brasil apresenta trabalhos inéditos que aliam design, tecnologia e sustentabilidade

Como o design pode melhorar nossa vida, associar pesquisa e inovação e se transformar em uma ferramenta de desenvolvimento sustentável? Um grupo de jovens artistas franceses tentou responder a essas três perguntas na última Bienal Internacional de Design de Saint-Étienne. O resultado desse trabalho pode ser conferido na exposição

“Saint-Étienne, Cidade do Design”, que traz a Brasília, de 14 de julho a 23 de agosto, os projetos que mais se destacaram na última edição do evento, que aconteceu em novembro do ano passado. A mostra faz parte da programação do Ano da França no Brasil e seguirá para o Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo.

Saint-Étienne esteve por muito tempo ligada às atividades industriais. Pólo de siderurgia e extração de carvão, essa cidade situada no vale do rio Rhône teve que encontrar uma nova vocação a partir da segunda metade do século XX, quando a produção local entrou em declínio. Uma das saídas para a crise foi a abertura da cidade para as inovações tecnológicas. É nesse contexto que se insere a transformação que, finalmente, levou a cidade a se tornar uma referência do design contemporâneo francês.

Em 1998, a Escola Superior de Arte e Design de Saint-Étienne promoveu a primeira Bienal, que impulsionou a criação da Cité du Design, em 2005. Instalada em uma antiga fábrica de armamentos, a Cité é um ponto de encontro de jovens artistas que buscam unir a pesquisa à inovação. “Saint-Étienne é uma terra de criadores. Contudo, após o fim do período industrial, a cidade teve que encontrar uma nova identidade cultural e econômica. Foi o design que permitiu essa reconstrução”, explica a curadora francesa da mostra, Josyane Franc. Para ela, a abertura do evento em Brasília tem forte simbolismo. “As duas cidades são abertas para o moderno. Sempre quis conhecer a arquitetura de Niemeyer. Ainda não tive tempo, mas espero fazer grandes passeios por Brasília”, afirma.

Para o arquiteto italiano Nicola Goretti, curador da exposição no Brasil, trazer essa mostra para o país pode marcar o início de uma mudança. “O Brasil tem um grande potencial de design, sobretudo se for ligado à economia sustentável. Tudo está para acontecer. Imagino que, dentro de dez ou quinze anos, as pessoas estejam utilizando materiais de construção concebidos a partir do que já existe”, espera o curador.

Fábio Scrugli, sócio de Goretti no Grupo AG, explica que os trabalhos selecionados para a exposição mostram bem a força do design a serviço da vida cotidiana. “São objetos e instalações funcionais, que se inserem na experiência de vida de todos nós”, afirma o arquiteto.

Rodrigo Galetti, gerente de intercâmbio e projetos especiais do Ministério da Cultura (MinC), vê na exposição uma possibilidade de pensar o tema da sustentabilidade dentro do espaço urbano. “Em Brasília vivemos atualmente um conflito. A cidade cresce a passos largos dentro de um projeto de preservação arquitetônica. Podemos nos beneficiar do pensamento desses artistas para avaliar as consequências de nossas ações”, afirma Galetti.

Para Chantal Haage, conselheira de cooperação e ação cultural adjunta, o design não poderia ter ficado de fora da programação do Ano da França no Brasil. “Já existe uma forte tradição de intercâmbio entre artistas dos dois países. Essa mostra pode favorecer ainda mais a formação de parcerias para o desenvolvimento de novos projetos”, acredita.

O público aprovou a coleção exposta no CCBB de Brasília. A estudante de design da UnB, Ludmila Lima, nunca tinha ouvido falar em Saint-Étienne. “Achei muito ousado. Há objetos que me surpreenderam, como o espelho do artista Thomas Goux. Quando for à Europa farei questão de conhecer essa cidade”, afirma. O antropólogo Mateus Andrade já esperava ver trabalhos de vanguarda. “Eu me interesso muito pela cultura da França. As obras que estão aqui mostram bem o lado moderno desse país”, explica.

Os patrocinadores do Ano da França no Brasil são:

Comitê dos patrocinadores franceses:
Accor, Air France, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de Comércio França-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint -Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Bradesco, BNDES, Caixa Econômica Federal, Centro Cultural Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás, Fiat, Gol, Grupo Pão de Açúcar, Infraero, Oi, Petrobras, Santander, Serpro, SESC.

Parceria e realização:
TV5, Ubifrance, Aliança Francesa, Culturesfrance, Republique Française,TV Brasil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura,Governo Federal do Brasil.

Assessoria do Ano da França no Brasil: Entrelinhas Comunicação

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