| Brasília |
Saúde
da Família revoluciona atendimento no país
Indicadores de saúde no país melhoram em 15
anos de estratégia: mortalidade infantil diminuiu,
gestantes fazem mais pré-natal e idosos recebem mais
cuidado
A Estratégia Saúde da Família (ESF)
comemora 15 anos em 2008. Desde 1993, quando foi criado,
passou a levar a saúde até a casa das pessoas,
além de visitar escolas e creches. O trabalho, feito
por equipe multidisciplinar, promove a saúde e foca
na prevenção da doença. Como resultado,
o movimento dos hospitais diminuiu, o atendimento e os indicadores
de saúde do Brasil melhoraram. Em 2007, os 218.300
agentes comunitários fizeram 337,6 milhões
de visitas em todo o Brasil. Em dezembro do ano passado,
o programa contabilizou 103,3 milhões de indivíduos
cadastrados em todo o país - o equivalente à
população do México.
“O Saúde da Família no Brasil é
um dos poucos sistemas que oferecem acesso à saúde
bucal na atenção básica, além
de contar com agentes da saúde da comunidade que
realizam atividades educativas e visitas domiciliares”,
explica Claunara Mendonça, diretora do Departamento
de Atenção Básica, do Ministério
da Saúde.
Em 15 anos de programa, os indicadores de saúde tiveram
melhora expressiva. A mortalidade infantil teve uma diminuição
superior a 50%. Aumentou o percentual das mulheres que fazem
o pré-natal nos três primeiros meses, que cresceu
de 62,4%, em 2000, para 77,1% em 2006. Foi implantado um
sistema de vigilância nutricional. E os idosos passaram
a receber a visita de um agente comunitário uma vez
por mês.
Quando começou, em 1994, apenas 1 milhão era
beneficiado pelo ESF, depois, em 1998, chegou a 10 milhões
e, em oito anos, saltou para 90 milhões. São
mais de 28.302 equipes na estratégia, 16.552 mil
equipes de Saúde Bucal e 218.300 agentes comunitários.
Só em 2007 foram repassados R$ 3,9 bilhões
para o Saúde da Família.
FINANCIAMENTO - O Piso da Atenção Básica
variável (PAB) representa a fração
de recursos federais para o financiamento de estratégias
de organização da Atenção Básica.
Para receber o PAB variável, o município deve
aderir a estratégias como: Saúde da Família
- SF, Agentes Comunitários de Saúde - ACS,
Saúde Bucal - SB, Compensação de Especificidades
Regionais, Saúde Indígena e Saúde no
Sistema Penitenciário.
Em 1998, o PAB variável era de R$ 146,3 milhões.
Em 2007, esse recurso passou para R$ 3,9 bilhões
- aumento de 2.676%. Entre outros recursos, há também
incentivos para expansão do SF, que recebeu R$ 148,5
milhões em 2007. No ano de 2003, este valor era de
R$ 17,4 milhões.
A grande parcela da população brasileira beneficiada
pela Saúde da Família testemunhou as mudanças
que ocorreram no setor nestes últimos 15 anos. A
seguir, exemplos que ilustram algumas dessas transformações:
# Cadastrada na Saúde da Família de Curitiba,
a ex-auxiliar de enfermagem Roseli de Freitas foi atropelada
aos 21 anos, bateu a cabeça, quebrou duas pernas
e um braço. A então auxiliar de enfermagem
ficou sem andar e dependia de cadeira de rodas para se locomover.
Atualmente, mais recuperada, caminha com a ajuda de muletas.
“Eles me deram bastante força quando vim do
hospital”, conta Roseli de Freitas, hoje com 30 anos.
Ela e a mãe recebem a visita da equipe desde 2001,
a cada 15 dias. Na época, iam até a casa dela
um dentista, um auxiliar de enfermagem, um técnico
em higiene dental e um fisioterapeuta. “Eles conversam
com a gente, ensinam a higienizar os dentes, a escovar antes
de dormir, passar o fio dental”, diz. A mãe,
Ana Alves, 71 anos, hipertensa, freqüenta um grupo
semanal no posto de saúde. “Acho bom. Muda
muita coisa se o paciente não pode ir até
lá, eles vêm em casa”, fala com um ar
tímido sobre o trabalho da equipe.
# Na zona rural de Itaquitinga (PE), o ex-cortador de cana
George Gonçalves trabalha há oito anos como
agente comunitário da Estratégia Saúde
da Família (ESF). Ele acompanha mensalmente 86 famílias
da região e realiza uma média de oito visitas
diárias. Segundo ele, os principais problemas no
local antes da presença da ESF eram a mortalidade
infantil, a desnutrição, hipertensão
e diabetes. Hoje, o município tem outro cenário.
“Antes da ESF não havia quem orientasse no
tocante a alimentação. Então, quem
tinha diabetes morria facilmente. O posto de saúde
da zona rural passou seis meses sem médico e o município
ficava realmente nas mãos do agente”, conta
Gonçalves. Itaquitinga tem três unidades básicas
de saúde e um hospital, que fica a cerca de 15 quilômetros
da zona rural.
# Há dez anos como enfermeira na ESF, Ângela
Galvão trabalha em Fortaleza. Nesse período,
passou oito anos no interior. O posto em que trabalha fica
aberto até 21h para permitir que trabalhadores também
possam cuidar de sua saúde. Ângela resume bem
as atividades do programa.
“Antes disso, em Fortaleza, o que havia era o atendimento
clínico. Quando a equipe da Saúde da Família
está na comunidade, tem uma área de abrangência
pela qual é responsável e acompanha os pacientes
crônicos. A população também
pode ir ao posto, sem perder o vínculo com os profissionais.
A diferença para o atendimento comum é que
nesses casos o paciente não retorna, assim, não
é possível saber a evolução
do tratamento. Na minha região, a gente sabe quantas
crianças têm menos de um ano, quantas estão
em aleitamento exclusivo, quantas morrem e do que morrem.
Assim, é possível montar uma estratégia
para melhorar a qualidade de vida de acordo com o s indicadores
de saúde. É uma melhoria muito grande. Você
trabalha de acordo com as necessidades de cada um”.
A atenção básica, enfoque da Estratégia
Saúde da Família, é a porta de entrada
no Sistema Único de Saúde. Com este modelo,
cerca de 80% dos problemas de saúde podem ser resolvidos
nas unidades básicas ou com ajuda dos agentes comunitários
e apenas 25% precisam ser encaminhados para outros níveis.
Antes da Saúde da Família, diante de qualquer
problema, a pessoa corria imediatamente para o hospital,
atitude que deixava as emergências lotadas. Atualmente,
cada equipe da ESF é responsável por uma área
de abrangência. Os agentes comunitários, pelo
menos uma vez por mês, visitam as famílias
e podem resolver os problemas mais simples, como orientações
para casos de hipertensão, diabetes e obesidade.
Ou dar simples orientações aos idosos para
prevenção de quedas.
MORTALIDADE INFANTIL ? Levantamento realizado pelo Fundo
das Nações Unidas para a Infância (UNICEF),
intitulado Situação Mundial da Infância
2008 ? Sobrevivência Infantil, revelou uma redução
de mais da metade na taxa de mortalidade infantil entre
1990 e 2006, de 46,9 por mil para 24,9 por mil nascidos
vivos no Brasil. No índice de mortalidade em menores
de cinco anos, o avanço foi ainda maior, de 57 por
mil nascidos vivos, em 1990, para 20 por mil nascidos vivos,
em 2006. Essa redução está ligada,
entre outros motivos, à Saúde da Família.
O Brasil avançou mais que a média mundial
e caminha para alcançar a meta quatro dos Objetivos
do Milênio, três anos antes de 2015, com a redução
da taxa de mortalidade pela metade.
Outro estudo que relacionou a mortalidade infantil à
estratégia Saúde da Família foi a Avaliação
do Impacto da Estratégia Saúde da Família
sobre a Mortalidade Infantil. A pesquisa verificou que a
cada 10% de aumento na cobertura populacional da Saúde
da Família, a taxa de mortalidade infantil cai, em
média, 4,6%.
GESTANTES ? O percentual de gestantes das áreas de
abrangência das equipes da Saúde da Família
que realizaram, pelo menos, uma consulta de pré-natal
no mês de referência com médico ou enfermeiro
em uma unidade de saúde aumentou de 84%, em 2000,
para 91% em 2006. E o percentual daquelas que iniciaram
o pré-natal nos primeiros três meses de gestação
também cresceu de 62,4%, em 2000, para 77,1% em 2006.
O ideal é que as gestantes façam, no mínimo,
seis consultas durante a gestação. O acompanhamento
é importante instrumento de redução
da mortalidade infantil e materna (em doenças próprias
da gestação), prevenção de patologias
precoces no feto e retardo no crescimento intra-uterino.
SISTEMA DE VIGILÂNCIA NUTRICIONAL – Desde 2006,
o Ministério da Saúde passou a registrar o
estado nutricional dos beneficiários do Programa
Bolsa Família (crianças menores de sete anos
e mulheres em idade fértil). Observa-se que o número
de registros do estado nutricional passou de 3,7 milhões,
no segundo semestre de 2006, para 7,3 milhões no
segundo semestre de 2007. A maior parte dos registros corresponde
a dados do estado nutricional da população
infantil.
O índice de peso por idade reflete a situação
global da criança e permite avaliar seu crescimento.
No segundo semestre de 2007, foi observado que 7,9% das
crianças beneficiárias do Programa Bolsa Família
apresentavam baixo peso para a idade. Em 2006, eram 8.3%.
Entre as regiões, tal problema foi mais prevalente
no Norte, onde o percentual de crianças com baixo
peso alcançou 11,7%, e a menor prevalência
foi observada na Região Sul (4,6%).
O índice de estatura por idade expressa o crescimento
linear da criança. A baixa estatura é um problema
muito mais comum do que o déficit de peso entre as
crianças do Bolsa Família. Em âmbito
nacional, 15,1% das crianças beneficiárias
menores de sete anos apresentavam baixa estatura no segundo
semestre de 2007. Em 2006, esse índice era de 16.8%.
A região com maior percentual de déficit de
estatura, a exemplo do déficit de peso, foi a Norte
(22,1%), e a com menor, a Sudeste com 9,9%.
O índice de peso por estatura é sensível
para diagnosticar o excesso de peso na população
infantil. No segundo semestre de 2007, foram identificadas
10,6% de crianças menores de sete anos, com peso
elevado para estatura. As maiores prevalências foram
encontradas nas regiões Sul (11,5%), Nordeste (11,4%)
e Sudeste (10,3%).
IDOSOS – Dos 18 milhões de idosos (pessoas
com 60 anos ou mais) que existiam no Brasil no ano de 2007,
10,6 milhões estavam cadastrados no Sistema de Informação
da Atenção Básica (SIAB). Em 2007,
foram realizadas 35,7 milhões de consultas em indivíduos
com mais de 60 anos. Eles passaram a receber visita de um
agente comunitário ao menos uma vez por mês.
Durante a visita da equipe, os idosos também são
orientados para prevenção da osteoporose,
quedas, atividade f&ia cute;sica, além de orientações
para vacinação contra gripe, tétano
e difteria.
SAÚDE BUCAL – A saúde bucal passou a
integrar a estratégia Saúde da Família
em 2001. Para atender esses pacientes com problemas dentais
foram construídos 661 Centros de Especialidades Odontológicas
e, em 2008, somam 16.552 as equipes de saúde bucal,
que atuam em 4.488 municípios. Também foram
criados 310 laboratórios regionais de próteses
dentárias, que não existiam anteriormente
à política do Brasil Sorridente. Desde 2001,
cerca de dois milhões de dentes deixaram de ser extraídos.
Este é um importante indicador de saúde e
que demonstra a melhoria da qualidade na atenção
à s aúde bucal no país.
BOLSA FAMÍLIA - O Programa Bolsa Família para
o combate à pobreza tem como meta no setor saúde
o acompanhamento nutricional, cumprimento do calendário
de vacinas entre as crianças menores de sete anos
e a realização do pré-natal entre as
gestantes beneficiárias do Programa. Essas ações
estão formalmente estabelecidas em portaria e são
chamadas de condicionalidades do setor saúde do Programa
Bolsa Família. De 2005 a 2007, ocorreu uma evolução
do número de famílias beneficiárias
e acompanhadas pelo setor saúde, destacando-se o
importante papel da Estratégia Saúde da Família
para o acompanhamento das condicionalidades do setor. Em
2005, 312.821 famílias cum priram as condicionalidades
do setor. Em 2007 já eram 4.833.066 famílias
– um aumento de 1.444%.
NASF – Criado no início de 2008, os Núcleos
de Apoio a Saúde da Família (Nasf) são
constituídos por profissionais de diferentes áreas
do conhecimento, que atuam em parceria com os profissionais
das Equipes Saúde da Família. São médicos
acupunturistas; assistente social; educador físico;
farmacêutico; fisioterapeuta; fonoaudiólogo;
médico ginecologista; médico homeopata; nutricionista;
médico pediatra; psicólogo; médico
psiquiatra e terapeuta ocupacional.
O objetivo dos núcleos é ampliar a abrangência
e o escopo das ações da atenção
básica, complementando o trabalho das equipes do
SF. Cada núcleo deverá estar vinculado a,
no mínimo, oito e, no máximo, 20 equipes do
SF. Em 2008, foram cadastrados os primeiros 92 municípios
interessados em ter os Nasf. Se aprovados, eles receberão
incentivos para formação de 188 núcleos.
QUILOMBOLAS – A inclusão social também
faz parte da atuação do Saúde da Família.
Cerca de 721 equipes do Saúde da Família e
518 equipes de saúde bucal atuam na população
quilombola e em assentamentos, conforme dados de abril de
2008 do ministério. Nessa mesma data, a população
assentada era de 1,8 milhão de pessoas e a quilombola
de 266.117. Em março de 2008, o número de
municípios beneficiados com recursos da saúde
diferenciados para a população quilombola
e assentada era de 2.197. A atenção à
população quilombola foi inserida na estratégia
saúde da família em 2007.
TELESSAÚDE – O programa Telessaúde,
criado em 2007, atua em parceria com o Saúde da Família
para a educação no trabalho e possibilita
a melhoria da qualidade da atenção aos usuários
com o auxílio da internet. Médicos da ESF
utilizam o sistema para ouvir uma segunda opinião
ou para acessar conteúdos de educação
a distância. Com o Telessaúde, os usuários
também ganham em agilidade, uma vez que não
precisam ser atendidos apenas nas capitais e sim pelas teleconsultas.
Já foram realizadas cerca de 30 mil atendimentos
dessa forma no Brasil. O Telessaúde é resultado
de uma ampla ação governamental intersetorial,
que tem como um dos seus parceiros o ministério da
Educaç&atil de;o. Ao todo já foram criados
nove Núcleos de Telessaúde nos Estados do
Amazonas, Ceará, Pernambuco, Goiás, Minas
Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina
e Rio Grande do Sul.
PRÁTICAS INTEGRATIVAS – A política de
práticas integrativas dentro da estratégia
Saúde da Família existe desde 2006. Informalmente
já havia municípios que disponibilizavam consultas
em fitoterapia, acupuntura, homeopatia e medicina antroposófica.
Uma pesquisa realizada em 2008, em 4.050 municípios
brasileiros, mostrou que 72% apresentam práticas
integrativas e complementares inseridas na Atenção
Básica (fitoterapia, acupuntura, homeopatia e medicina
antroposófica). A fitoterapia é a modalidade
das Práticas Integrativas e Complementares mais freqüentemente
encontrada no SUS, tendo sido registrada em 9% dos municípios
pesqui sados em 2008. As ações relativas à
Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura foram identificadas
em 4,5% dos municípios participantes da pesquisa.
SAIBA MAIS
O que é a Estratégia Saúde da Família
É um programa que tem como base a equipe multidisciplinar
voltada para o atendimento da atenção primária
em saúde. A estratégia é baseada em
ações de promoção da saúde,
prevenção, recuperação, reabilitação
de doenças e agravos mais freqüentes, e na manutenção
da saúde. As equipes são compostas, no mínimo,
por um médico de família, um enfermeiro, um
auxiliar de enfermagem e seis agentes comunitários
de saúde. Quando ampliada, conta ainda com: um dentista,
um auxiliar de consultório dentário e um técnico
em higiene dental. Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento
de cerca de três mil até, no máximo,
4,5 mil pessoas.
O futuro da Saúde da Família
Para buscar maior qualidade e efetividade dos serviços
da ESF serão implantadas redes de atenção
de cuidado com unidades distribuídas em territórios
definidos. São os chamados Territórios Integrados
de Atenção à Saúde – TEIAS
– a serem constituídos dentro dos seguintes
pressupostos: (1) população e área
geográfica definidas; (2) atenção à
saúde coordenada pela atenção básica;
e (3) integração com os demais pontos de atenção
estruturados, para dar conta dos agravos mais importantes
presentes na população circunscrita a cada
um desses Territórios.
As TEIAS integrarão ações de promoção,
prevenção, assistência, reabilitação
e vigilância, em uma perspectiva ampla de atenção
à saúde, para o alcance da eqüidade em
sua dimensão pessoal e geográfico-territorial.
Os Territórios Integrados de Atenção
à Saúde serão indutores de ações
intersetoriais com as demais políticas sociais, como
o Programa Nacional de Segurança Pública com
Cidadania (Ministério da Justiça), Saúde
na Escola (Ministério da Educação),
Um Milhão de Cisternas e Centros de Referência
de Assistência Social (Ministério do Desenvolvimento
Social), Territórios de Cidadania (Ministério
do Desenvolvimento Agr&aa cute;rio), Pontos de Cultura
(Ministério da Cultura), Saúde Quilombola
(Secretaria Especial de Políticas de Promoção
da Igualdade Racial) e Saúde Indígena (Fundação
Nacional de Saúde).
Visite também o site
dos eventos
Atendimento ao cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425
|
|
04/08/2008
Ministério da Saúde
Agência Saúde |
| Material
jornalístico protegido por direitos autorais - Proibido
reproduzir sem autorização expressa dos detentores
dos direitos |
|
no
blog
 |
Últimas
do Farol |
no
 |
outros destaques:
Saúde
da Família traz 6 mil pessoas a Brasília
Ministro
do Meio Ambiente comanda operação de repressão
ao crime ambiental no Pará
Receita
já tem instrução normativa para acabar com
Declaração de Isento
Estudo:
cidades brasileiras são "quase labirintos "
|
Anuncie
no Caderno Brasil
R$ 380,00 por 6 meses |
| +
SOBRE O TEMPO

|
|