Lula reclama
dos "excessos" e "inverdades", mas defende
liberdade de imprensa
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva criticou hoje (8) a forma como seu governo
é abordado pelos meios de comunicação
ao mesmo tempo em que defendeu a liberdade de imprensa.
Ele falou durante a solenidade de abertura do Encontro Anual
da Academia Internacional de Televisão, no Rio de
Janeiro.
“Às vezes, há jornais
ou noticiário de televisão que se excedem,
que desprezam os fatos, divulgam inverdades. Aprendi a conviver
tranqüilamente com isso. Porque tenho a certeza de
que, havendo liberdade de imprensa e democracia, mais cedo
ou mais tarde a verdade termina prevalecendo.”
Lula reconheceu que, sem a liberdade de
imprensa, jamais teria chegado à Presidência
da República e disse que os leitores, os ouvintes
e os telespectadores são “perfeitamente capazes
de separar o joio do trigo, a informação da
desinformação, a notícia da campanha,
a verdade da eventual manipulação”.
Segundo o presidente, os leitores e telespectadores
são críticos implacáveis e juízes
muito severos. “Quem não os trata com respeito
e não mostra consideração pela sua
inteligência termina por perder credibilidade. Por
isso mesmo, estou entre aqueles que acham que não
há nada melhor para os eventuais excessos cometidos
por qualquer órgão de imprensa do que mais
liberdade de imprensa.”
O ministro das Comunicações,
Hélio Costa, também participou da abertura
do encontro, que reúne participantes de diversos
países, incluindo presidentes de grandes empresas
de mídia, e segue até a próxima quarta-feira,
em um hotel da zona sul do Rio.