Novo índice
do MEC aponta Unifesp como a melhor universidade federal
O ministro da Educação,
Fernando Haddad, apresenta o Índice Geral de Cursos
(IGC), indicador que avalia a qualidade das instituições
de ensino superior do Brasil Foto:
Wilson Dias/Abr
Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A partir de
hoje (8), os brasileiros podem fazer suas escolhas com relação
a instituições de ensino superior a partir
de um indicador que aponta a qualidade: o Índice
Geral de Cursos da Instituição (IGC). Lançado
pelo Ministério da Educação (MEC),
o índice sintetiza, em notas de 1 a 5, a qualidade
de todos os cursos, distribuídos em todos os campi
e municípios em que atua. A avaliação
foi feita em 78,8% das instituições do país.
São levados em consideração
conceitos para a graduação, como o Exame Nacional
de Desempenho dos Estudantes (Enade) e as chamadas “variáveis
de insumo”, que consideram corpo docente (mensurando,
por exemplo, o número de professores com doutorado),
a infra-estrutura e o programa pedagógico. Além
desses dados, também entra na média estabelecida
pelo índice o conceito fixado pela Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(Capes) para a pós-graduação.
O resultado final, em valores
contínuos, vão de 0 a 500. A Escola Brasileira
de Economia e Finanças (Ebef), instituição
particular localizada no Rio de Janeiro, recebeu a maior
nota: 483. Entre as universidades federais, a que ficou
melhor classificada foi a Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp), com nota 439. Na distribuição
por faixas, ambas ficaram com 5 – a faixa 1 é
atribuída às instituições que
tiveram notas de 0-94; a 2, de 95-194; a 3, de 195-294;
a 4, de 295-394 e a 5, de 395-500.
Agora, os dados servirão
de base para o recadastramento das instituições,
que deve ocorrer nos próximos 12 meses. Segundo o
ministro da Educação, Fernando Haddad, se
os especialistas constatarem que os problemas encontrados
em instituições mal-avaliadas não têm
solução, muitas delas podem ser descredenciadas.
“Se os especialistas do
Ministério da Educação fizerem um diagnóstico
de que aquela instituição apresenta dificuldades,
das duas, uma: ou sela um termo de compromisso de saneamento
de deficiência, que pode implicar na contratação
de mais doutores, mudança de regime de trabalho dos
docentes, investimento em infra-estrutura, ou, no limite,
a perda de prerrogativas de autonomia da instituição
ou até o descredenciamento”, disse.
Entre as universidades federais,
a única a receber conceito 2 foi a Universidade Federal
do Recôncavo da Bahia (UFRB), que ficou com 176 pontos.
O ministro Haddad atribuiu o problema ao pouco tempo em
que a universidade foi emancipada – era um campus
da Universidade Federal da Bahia (UFBA) – e que, neste
caso, o índice constatou a necessidade de mais investimentos.
* A matéria
foi corrigida para esclarecimento de informação
prestada pelo ministro durante coletiva. A instituição
particular com melhor nota é a Ebef, e não
a FGV.