Ministro
recomenda prorrogação a 11 estados
Ação contra a rubéola deve
continuar até 19 de setembro. Dados parciais mostram
que ainda faltam 17,7 milhões para se vacinar, em
todo o país
Mais de 52,4 milhões de brasileiros - 75% da meta
nacional de 70 milhões - foram vacinados contra a
rubéola, durante a campanha iniciada dia 9 de agosto
e encerrada hoje, 12 de setembro. Embora o resultado seja
expressivo, o ministro da Saúde, José Gomes
Temporão, recomendou a 11 estados prorrogar a Campanha
Nacional de Vacinação para Eliminação
da Rubéola até 19 de setembro. A imunização
deverá se estender por mais sete dias em todos os
estados da região Norte - Amapá, Amazonas,
Acre, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins -
além de Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro
e São Paulo, onde as taxas ficaram entre 62% e 76%.
O ministro Temporão chamou a atenção
dos 17,7 milhões de brasileiros que ainda não
tomaram a vacina. “Precisamos da adesão de
todos para alcançar nosso objetivo, que é
erradicar essa doença do nosso país”,
afirmou o ministro. “A vacina está disponível
na rede pública. Procure uma unidade mais próxima”,
completou.
Em carta enviada, nesta semana, aos governos dos 11 estados
que devem prorrogar a campanha, o ministro da Saúde
reconheceu e agradeceu o esforço dos gestores na
execução das ações de vacinação
contra a rubéola. Porém, diante da quantidade
de homens e mulheres ainda a serem vacinados, Temporão
recomendou aos governos estaduais que prorrogassem a campanha
para garantir a eliminação da circulação
do vírus no Brasil.
Nos demais estados e Distrito Federal, a estratégia
recomendada pelo Ministério da Saúde é
a de fazer busca ativa de não vacinados, o que significa
detectar grupos que devem tomar a vacina. As secretarias
municipais e estaduais de saúde podem adotar estratégias
locais de abordagem o público-alvo da campanha. Uma
alternativa pode ser a implementação de postos
volantes.
BALANÇO - De acordo com o balanço preliminar
divulgado hoje, as coberturas por região ficaram
em 79,61% Nordeste, 75,26% Sul, 73,67 no Sudeste, 69,62%
no Centro-Oeste e 68% no Norte.
Entre os estados com as maiores coberturas estão
Santa Catarina (89,41%), Alagoas (87,13%), Sergipe (84,39%),
Pernambuco (83,24), Maranhão (81,57%), Espírito
Santo (81,20%) e Minas Gerais (80,22%).
Assim, como nos balanços anteriores, os dados mostram
que os homens procuraram menos os postos. As informações
preliminares indicam a vacinação de 24,5 milhões
de pessoas do sexo masculino, o que representa 70,50% de
cobertura em relação ao total de homens a
serem imunizados. Entre as mulheres, a adesão foi
maior – mais de 27,8 milhões já estão
protegidas contra a doença, o que representa 78,85%
de cobertura para o sexo feminino.
Os estados que tiveram as melhores coberturas para as mulheres
foram Alagoas (91,86%), Santa Catarina (90,62%), Sergipe
(89,73%) e Pernambuco (88,87%). Amapá e Goiás
tiveram os menores percentuais para as mulheres –
68,43% e 65,54%, respectivamente. As mais altas coberturas
para os homens foram alcançadas pelos estados de
Santa Catarina (88,21%) e Alagoas (82,16%).
FOCO – Os homens são o principal alvo da campanha.
Foram eles os responsáveis por mais de seis mil dos
8.684 casos confirmados no país em 2007. Apesar do
foco no sexo masculino, a vacinação das mulheres
é essencial para eliminar a circulação
do vírus.
Ao se vacinar, homens e mulheres ficam protegidos, eliminando
a circulação do vírus do meio ambiente.
Em mulheres grávidas, a rubéola causa a Síndrome
da Rubéola Congênita (SRC), que provoca malformação
congênita e pode levar à cegueira, surdez,
retardo mental ou problemas cardíacos dos bebês.
MOBILIZAÇÃO – Essa é a maior
mobilização já realizada em todo o
mundo com o objetivo de imunizar adolescentes e adultos
– cerca de 70 milhões de pessoas. Devem se
vacinar homens e mulheres entre 20 e 39 anos com Dupla Viral,
contra sarampo e rubéola. Nos estados Maranhão,
Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do
Norte e entre a população indígena
que vive em aldeias, está sendo aplicada a vacina
Tríplice Viral, contra sarampo, caxumba e rubéola,
na faixa etária de 12 a 39 anos.
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